28.08.2025 | ABIFER | Notícias do Mercado
Fonte: Valor Data: 25/08/2025
O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (22), que vai disponibilizar R$ 12 bilhões em novas linhas de crédito para que a indústria brasileira renove seu parque fabril. As medidas fazem parte de um programa denominado “Indústria 4.0” e, na prática, devem permitir que as companhias acessem R$ 10 bilhões via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 2 bilhões a serem ofertados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
Segundo a gestão petista, os juros vão oscilar entre 7,5% e 8% mais o spread. No caso da linha ofertada pelo BNDES, entretanto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, acrescentou que o crédito será disponibilizado seguindo o percentual de 60% de Taxa Referencial (TR) mais 40% referente a juros de mercado.
“Hoje é um grande dia, o senhor, presidente Lula, está anunciando e liberando 10 bilhões pelo BNDES e mais 2 bilhões da Finep. Isso é para bens de capital, então máquinas, equipamentos que vão fazer com que a indústria [brasileira] ganhe competitividade, reduza custos, modernize o parque industrial brasileiro, que tem uma média de 14 anos. Serão juros entre 7,5% e 8% mais o spread, é um juro bem mais em conta para a modernização do parque industrial. No BNDES, são 10 bilhões, num blend de 60% TR e 40% mercado, exatamente porque é bens de capital”, justificou Alckmin.
De acordo com o vice-presidente, a linha é importante porque a depreciação do parque industrial brasileiro está acontecendo de forma mais acelerada.
“O que depreciava em 15 anos, está depreciando em dois anos. Então, junto da depreciação acelerada, vem o financiamento para bens de capital com forte estímulo à inovação, à melhor produtividade, à exportação e à descarbonização”, disse.
Tarifaço
Alckmin disse também que as duas novas linhas de crédito anunciadas pelo governo federal hoje já estavam sendo planejadas pelo Executivo antes do tarifaço dos Estados Unidos. Ou seja, de acordo com Alckmin, essa iniciativa nada tem a ver com a disputa comercial entre o governo Lula e a gestão de Donald Trump.
“A depreciação acelerada [da indústria] já era pensada antes do tarifaço”, disse Alckmin em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.