20.07.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: NSC Total Data: 18/07/2026
A mobilização pela retomada dos trens de passageiros do Norte de Santa Catarina será nova etapa no próximo dia 31, quando será realizada audiência pública no Estado sobre a futura concessão da Malha Sul. O evento será em Florianópolis. O pedido é para que o transporte entre Mafra e São Francisco do Sul faça parte das linhas com estudo em viabilidade pelo País, além de previsão de movimentação de passageiros na futura concessão da Malha Sul.
A iniciativa tem a participação de três associações de municípios do Norte. Juntas, Amunesc, Amplanorte e Amvali, representam 26 municípios, com 1,6 milhão de moradores. Além de enviar ofícios, o grupo esteve em reuniões com ANTT, Infra e Ministério dos Transportes. O objetivo é criar uma alternativa de transporte em regiões com rodovias saturadas.
A ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul, com ramal até Curitiba, chegou a ficar entre linhas prioritárias para o transporte de passageiros, em estudo do Ministério dos Transportes. Mas não entrou entre as seis rotas escolhidas para o estudo final de viabilidade – os trabalhos estão em andamento.
A ferrovia no Norte de Santa Catarina é utilizada somente para o transporte de cargas, principalmente grãos para o Porto de São Francisco do Sul. Em agosto, o primeiro trecho da linha, entre São Francisco do Sul e Joinville, completa 120 anos. O transporte regular de passageiros no segmento deixou de ser realizado em 1991, quando as litorinas foram desativadas. A linha de trem com 212 quilômetros cruza as cidades de São Francisco do Sul, Araquari, Joinville, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Corupá, Campo Alegre, São Bento do Sul, Rio Negrinho e Mafra.
Além do estudo de viabilidade, a mobilização busca incluir o transporte de passageiros na futura concessão da Malha Sul, a ser leiloada no ano que vem. Os contornos ferroviários de Joinville e São Francisco do Sul, com obras paradas, desde 2011, também estarão na pauta, com pedido de retomada. A conclusão dos novos ramais deixaria as linhas atuais livres para os passageiros nas áreas urbanas.