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Alckmin defende modelo de contrato

24.01.2007 | | ABIFER News

Dez dias depois do maior acidente ocorrido nas obras do metrô, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) falou, com exclusividade ao Estado, sobre o desabamento que vitimou oficialmente seis pessoas e descartou que o desastre possa ter ocorrido em razão do tipo de contrato – turn key (preço fechado) – firmado durante sua gestão no Executivo paulista com o Consórcio Via Amarela. ‘Esse tipo de contrato é uma exigência do Banco Mundial (um dos financiadores do projeto da linha 4 do metrô) e é feito no mundo inteiro’, destacou.Além de defender o modelo de contrato utilizado na linha 4 do metrô, o ex-governador disse que o momento é de solidariedade às famílias das vítimas. ‘A palavra mais importante nesse momento é de solidariedade às vítimas e às famílias das vítimas desse acidente.’ Alckmin negou que o desabamento das obras da futura Estação Pinheiros do metrô tenha trazido também qualquer desgaste na sua relação com o governador José Serra. ‘Eu telefonei ao Serra no dia seguinte do acidente e falei que todas as providências estavam corretas. O governo (estadual) agiu de maneira correta.’Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, Alckmin também não acredita que o desabamento das obras do Metrô possa ser considerado uma das piores recordações de seus anos de governo à frente do Executivo paulista. ‘Não sou governador (de São Paulo) há mais de dez meses’, justificou. E continuou: ‘A linha 4 do metrô continua sendo, na minha opinião, a mais importante do sistema metroviário de São Paulo, pois transportará (quando concluída) cerca de 900 mil passageiros por dia e será ponto de integração com outras linhas. Lamentavelmente ocorreu essa tragédia’.Questionado se poderia ter ocorrido algum erro na condução da obra ou nos métodos de engenharia empregado, disse: ‘É precipitado dizer qualquer coisa neste momento, não vou entrar nas questões de engenharia, precisamos aguardar os laudos da investigação’.O tucano afirmou, ainda, que o contrato turn key se refere apenas ao preço fechado e não à fiscalização das obras. Na sua opinião, o Metrô tem uma gerência apenas para a linha 4, enquanto o contrato firmado em sua gestão determina também a fiscalização por uma empresa externa. ‘Portanto, temos duas fiscalizações, uma do Metrô e outra externa.’