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ANTF defende a criação de Conselho Nacional do Transporte

09.08.2007 | | ABIFER News

No primeiro dia do II Fórum Brasil – Comércio Exterior 2007, realizado em Santos (SP), pela Fetcesp (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do estado de São Paulo) e pela TV Brasil, emissora afiliada ao SBT, a infra-estrutura de transporte foi destaque.O painel “Infra-estrutura e logística retroportuária” contou com representantes dos diferentes tipos de transporte. Todos os palestrantes defenderam a integração dos modais – a intermodalidade. Para o presidente do Fetcesp, Flávio Benatti, “não adianta criar pátios no porto, pois caminhão não é armazém”. Conit – O diretor-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), Rodrigo Vilaça, defendeu a criação do Conit (Conselho Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), que poderia colaborar na solução dos gargalos existentes na infra-estrutura de transporte.Segundo ele, a ANTF elaborou 29 projetos que possibilitariam a expansão da malha em 14 mil quilômetros. “Atualmente, as concessionárias operam em aproximadamente 28 mil quilômetros de ferrovias. No entanto, para um país de tamanho continental como o nosso, a malha atual deveria contar com 55 mil quilômetros”.Neste ano, as empresas concessionárias das operações ferroviárias no Brasil estimam investir o valor recorde de R$ 3,512 bilhões em 2007, um aumento de aproximadamente 58% sobre os recursos aplicados no setor pela iniciativa privada em 2006 (R$ 2,222 bilhões). Entre 1997 e 2006, as concessionárias investiram R$ 11,8 bilhões na aquisição e recuperação de material rodante, em melhorias na via permanente, na introdução de novas tecnologias, na capacitação de pessoal e também em campanhas educativas de segurança.Como resultado dos investimentos realizados pela iniciativa privada, a produção ferroviária nacional aumentou perto de 70%, passando de 137,2 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil transportada) em 1997 para 232,3 bilhões de TKU em 2006. Entretanto, as empresas concessionárias preocupam-se com a continuidade do crescimento, que depende também de recursos do governo. “Se a contrapartida da União continuar reduzida, a produção do setor poderá parar de crescer entre 2010 e 2012, comprometendo a eficiência da infra-estrutura logística e o desenvolvimento econômico do País”, declara Vilaça.