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Aos 50 anos, Metrô de SP ganha novo uniforme com estilo de aeroporto

24.04.2018 | | Não categorizado

O azul pálido deu lugar a um tom royal mais vibrante, com detalhes em amarelo chamativo. A recriação do uniforme dos funcionários do Metrô de São Paulo, com um modelo mais jovem e de maior visibilidade nas estações, é uma das mudanças que serão notadas pelos usuários como parte da comemoração dos 50 anos de criação da empresa.

Outra novidade são os bilhetes comemorativos, em homenagem a pontos históricos da capital paulista, e novos terminais de autoatendimento —alternativa às longas filas das bilheterias da rede sobre trilhos superlotada e alvo de atrasos para ser expandida.

As novas fardas dos funcionários foram pensadas para facilitar o trabalho. Nas camisas e calças, há mais bolsos e compartimentos para que caneta, crachá e rádio comunicador possam ser guardados, deixando a circulação e os movimentos mais livres.

O design foi feito a partir de consultas aos metroviários, que sugeriram algumas mudanças na atual vestimenta, desenvolvida há dez anos.

“A gente quis adaptar o uniforme a um conceito de atendimento de aeroporto, com modelagem mais sofisticada, sem perder a funcionalidade. São tecidos mais modernos, com acabamento antimicrobial e proteção UV”, disse Ligia Fischer, coordenadora de comunicação visual do Metrô.

Novos uniformes dos funcionários do Metrô, feito especialmente para os 50 anos da empresa, têm tons mais vibrantes para facilitar a identificação; na foto, Sara Oliveira de Souza Lima, agente de estação da Sé Marlene Bergamo/Folhapress/Marlene Bergamo/Folhapress.

Uniformes do Metrô

Em comemoração aos 50 anos, empresa desenvolveu farda mais moderna.

As roupas têm pequenas variações de acordo com a categoria: atendimento, funcionários dos trens, jovens aprendizes e seguranças. Elas ganharam tons mais chamativos de azul, para facilitar a identificação pelos passageiros.A exceção são os seguranças, que continuam de preto. Segundo Ligia, a população já está acostumada a reconhecer esses funcionários pela cor do uniforme, mas ele ganhará detalhes em verde pistache, para tornar mais fácil a visualização na multidão.

A nova farda será entregue inicialmente aos trabalhadores da estação Sé, a partir desta semana. Os demais devem receber a versão modernizada até outubro.Questionado sobre os custos da troca, o Metrô afirma que ainda não tem a estimativa, visto que a substituição ocorrerá progressivamente.

Os bilhetes comemorativos lançados neste aniversário de meio século do Metrô homenageiam pontos históricos de São Paulo, como o Masp e o Theatro Municipal.

Eles são vendidos em máquinas especiais, e não nas tradicionais bilheterias.No momento, há 30 aparelhos instalados nas estações Vila Madalena, Sumaré, Clínicas, Trianon-Masp e Consolação, mas a empresa afirma que, em breve, outras 120 máquinas serão disponibilizadas ao longo das linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha.Nos terminais de autoatendimento, os usuários podem adquirir os bilhetes mediante pagamento em dinheiro —cartões não são aceitos. Segundo o Metrô, as máquinas possuem um sistema inteligente de fornecimento de troco e, outra novidade, podem realizar o atendimento em português, inglês e espanhol.Os bilhetes comemorativos, diferentemente dos tradicionais, têm um sistema de segurança mais sofisticado, com marcas-d’água e esquema de impressão especial, que dificulta a falsificação.

O método utilizado é parecido com o das cédulas de dinheiro.Quando exposto à luz negra, por exemplo, o bilhete com a ilustração da praça da Sé revela a imagem do Marco Zero.Coordenador-geral do sindicato dos metroviários, Wagner Fajardo afirma que a entidade está avaliando a experiência com as máquinas, mas diz ver por trás da iniciativa uma intenção clara da empresa de substituir postos de trabalho das bilheterias pelos terminais.

Questionado, o Metrô afirmou que não há planos para que as máquinas de autoatendimento substituam as bilheterias tradicionais e que a ideia é que sirvam só como opção extra, evitando filas. Para desenvolvimento e implantação dos 150 terminais, a empresa gastará R$ 24 milhões.NA ESTREIA, EM 1972,

METRÔ VIAJOU ENTRE A SAÚDE E O JABAQUARA

A Companhia do Metropolitano de São Paulo, que gere a rede de metrô, foi fundada em 24 de abril de 1968, sob gestão municipal, para que desse início à construção do sistema de transporte.Na época, o prefeito era o brigadeiro José Vicente Faria Lima. Mais tarde, em 1978, a empresa passou para o controle do governo do estado. As obras da linha 1-azul do metrô, a primeira de São Paulo, foram iniciadas meses depois da fundação da companhia. A primeira viagem de trem, por sua vez, foi realizada em 1972, entre as estações Jabaquara e Saúde, na zona sul.

O trecho entre as estações Jabaquara e Vila Mariana só foi inaugurado comercialmente dois anos depois, em 1974.Hoje, o metrô de São Paulo tem cinco linhas, uma delas (4-amarela) sob concessão privada. São 81 km de trilhos, distribuídos em 71 estações.

Fonte: Folha de S. Paulo
Data: 22/04/2018