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Banco Mundial viu como “inadequada” a segregação de vias do Trem Intercidades

14.06.2019 | | Notícias do Mercado

Tivemos acesso a uma apresentação feita para a “Comissão de Viação e Transportes” da Câmara dos Deputados em que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) em dezembro de 2018, apresentou o status do projeto do Trem Intercidades (TIC).

Conforme a apresentação, em dezembro de 2015, em uma reunião no Ministério dos Transportes, o Governo do Estado de São Paulo apresentou o Projeto de Implantação do Trem Intercidades (TIC) no trecho da Estação Água Branca da CPTM até a cidade de Americana.

Nessa reunião participou:

  • Ministério dos Transportes
  • EPL
  • ANTT
  • DNIT
  • Secretaria de Governo do Estado de São Paulo
  • CPTM
  • EDLP (proponente da MIP do TIC)
  • Concessionária MRS

Uma das pautas era a apresentação do projeto conceitual do TIC:

Implantação de linhas férreas para absorver os serviços de transportes de passageiros (CPTM e TIC) e do transporte de cargas (MRS e RUMO), de forma segregada e que aproveitasse a faixa de domínio ferroviária atual

Na apresentação é dito que o maior desafio para viabilizar a implantação de 06 linhas férreas na faixa de domínio atual, sendo duas para a CPTM, duas para o TIC e duas para MRS/RUMO, seria necessário um rearranjo das áreas patrimoniais dos governos federal e estadual, com a participação da CPTM e das concessionárias MRS e RUMO.

Ainda de acordo com a apresentação, o Governo Federal solicitou ao Governo do Estado de São Paulo que agendasse reuniões com as concessionárias MRS e RUMO para o aprofundamento desses estudos obedecendo aos conceitos de segregação dos serviços e da otimização da utilização da atual Faixa de Domínio Ferroviária.

Já o Governo do Estado de São Paulo solicitou à MRS a elaboração de um Projeto Conceitual para harmonizar o projeto do TIC com o seu projeto de segregação na região de Água Branca a Americana.

Ao final dos estudos, o resultados deveriam ser submetidos à validação e deliberação do Governo Federal

Quando o projeto conceitual foi apresentado ao Banco Mundial, foi dito que ele era “inadequado” pois os sistemas CPTM, TIC e linhas de carga deveriam compartilhar seus serviços e não segregá-los.

Novo projeto

Em março de 2018, Governo do Estado de São Paulo contratou um consórcio para desenvolver projeto de transporte ferroviário de cargas e passageiros para a Região Metropolitana de São Paulo.

Na época o consórcio deveria desenvolver simulações para projetar a viabilidade de compartilhamento dos trens de passageiros (CPTM, TIC) com os trens de carga (MRS e RUMO).

Configuração da Rede Ferroviária

Trem Intercidades e malha rede ferroviária atual

Futuro do Trem Intercidades

No início do ano, o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas citou o compartilhamento de vias em uma coletiva.

“tivemos uma reunião com o Governo do Estado de São Paulo extremamente objetiva e produtiva. Falamos do Ferroanel, do Trem Intercidades e da Rio-Santos. São projetos que vamos conduzir a quatro mãos e tenho certeza que serão muito bem sucedidos. O Ferroanel será viabilizado a partir da renovação do contrato de concessão da MRS. O trem intercidades também será uma licitação privada onde vai haver compartilhamento das linhas que já existentes. Vamos endereçar isso tecnicamente

Quando questionado sobre o compartilhamento de vias o ministro respondeu: “é questão de acordo de operação. Nós temos capacidade para acomodar o trem de passageiros“.

Concessão

O Governador João Doria esteve recentemente em NY apresentando os projetos de concessão, dentre eles o Trem Intercidades, que será fará parte da concessão da Linha 7 Rubi da CPTM.

De acordo com a apresentação o TIC terá 135 km e previsão de demanda de 470 mil passageiros/dia. Sobre prazos, os planos são de publicar o edital no final de 2019.

Detalhes do Trem Intercidades TIC

Sobre os benefícios do Trem Intercidades:

  • Serviço de trens expressos, com poucas paradas, aplicáveis a distâncias intermediárias, entre 50 km e 200 km
  • Carros de passageiros possuem nível de conforto elevado
  • Redução do tempo de deslocamento (velocidade máxima dos trens acima de 120 km/h)
  • Transporte diferenciado: carros climatizados, prestação de serviços de bordo e disponibilização de wi-fi
  • Sustentabilidade: redução do consumo de combustíveis fósseis

 

Fonte: Ferroviando

Data: 12/06/2019