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BNDES: acordo com Banco Mundial é marco no setor de infraestrutura

14.09.2018 | | Notícias de Mercado

A superintendente responsável pela área de saneamento e transportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciane Machado, disse que o memorando de entendimento firmado no último dia 6 com o Banco Mundial (BIRD), embora não seja um instrumento amplo, poderá beneficiar de várias formas o segmento ferroviário. “É um marco que consolida uma série de tratativas com o Banco Mundial na área de infraestrutura”. O documento foi firmado em Washington (EUA) pelo presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e o vice-presidente para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Jorge Familiar.

Entre as possibilidades abertas estão o cofinanciamento de projetos, a estruturação de projetos (por meio da modelagem e de estudos, por exemplo) e a criação de fundos de investimentos em infraestrutura conjuntos.
Machado disse que a parceria se alinha “perfeitamente” com a visão do papel do BNDES para 2035, resultado do planejamento realizado com uma consultoria. “A ênfase na infraestrutura está sendo reforçada. Temos que ter um papel importante no setor que não se resume a ser o financiador final das ações. Precisamos ter o papel de estruturador de projetos de forma inteligente”, conta ela.

Segundo a superintendente, as ações apoiadas pelo banco precisam ter grande potencial de replicabilidade (ou seja, servirem de modelo para as demais), mérito, grande interesse público envolvido (como mudar o patamar de atendimento à população) e trazer, ainda, uma modelagem que seja atrativa para o setor privado. “Os próximos anos apontam para uma restrição orçamentária de grande porte”, diz ela.

Em relação ao setor ferroviário, em 2016, o conjunto de desembolsos feitos pelo banco somou R$ 800 milhões. Em 2017, R$ 1,3 bilhão. Para este ano, a expectativa é que eles atinjam a marca de R$ 2,9 bilhões.

Desde o final do ano passado, algumas mudanças foram aprovadas pelo BNDES na linha de financiamento para ferrovias.

As principais mudanças foram aumento no prazo total de financiamento (de 20 para até 34 anos), aumento no prazo para reembolso de investimentos (de seis para 18 meses anteriores à entrada do projeto no banco), redução do spread básico do BNDES, aumento da participação do banco nos itens financiáveis do projeto e a possibilidade de capitalização da parcela do IPCA da TLP. Machado conta que ainda não há financiamentos aprovados que utilizam as novas regras, mas que os projetos em discutidos hoje no banco já têm estas medidas como orientação.

PNL – A superintendente afirmou que o banco acompanhou “muito de perto” a aprovação do Plano Nacional de Logística (PNL), em julho, e que o plano pode ser um “divisor de águas na logística no país” por favorecer ferrovias de carga para trechos de maior distância. “A boa consecução dos objetivos do Plano Nacional de Logística depende de investimentos no setor ferroviário”.

Fonte: Revista Ferroviária
Data: 12/09/2018