Av. Paulista, 1313 - 9º Andar - Conjunto 912 (11) 3289-1667 abifer@abifer.org.br
pt-bren

BNDES discute priorização de investimentos no transporte metroviário

30.03.2007 | | ABIFER News

Dentro do painel “Financiamento dos Sistemas de Transporte”, o diretor do Bird -Banco Mundial, Jorge Rebelo, enviou mensagem lamentando a sua ausência no evento e reconheceu o grande esforço por parte da Diretoria da Trensurb nos últimos quatro anos, para integrar o sistema de metrô com os ônibus e, pelos estudos que realizou para criar a Autoridade Metropolitana. O gerente do Departamento de Saneamento e Transporte do Banco Nacional de Desenvolvimento – BNDES, Charles Marot falou da importância de se priorizar o investimento no sistema metroviário que, embora representem valores mais elevados, geram, entre outros benefícios, uma redução na matriz energética e nos acidentes de trânsito. Segundo Charles, os altos investimentos se justificam, também, pelo tempo de vida útil maior, que o sistema metrô apresenta, com relação ao sistema rodoviário, além de um menor custo de manutenção mensal, por passageiros transportados.“As cidades devem funcionar com os vários modais existentes e investir na integração, assim, viabilizaremos maiores benefícios econômicos, reduziremos o tempo de viagem e o número de viagens ociosas,” disse Marot, que ainda destacou a necessidade de se planejar as ações. “A necessidade de novos projetos na área do transporte púbico é maior do que os investimentos disponíveis. É importante angariar recursos do setor privado, as PPP – Parcerias Público Privada estão aí para isso.” Complementou citando a construção da Linha 4 do Metrô de São Paulo como exemplo de PPP, como um projeto de excelente economicidade.Os investimentos do BNDES no setor de transporte chegam, atualmente, a um valor global de 28,7milhões de reais. Entre as propostas apresentadas por Marot para melhorar o desenvolvimento de projetos na área de transporte, está a escolha seletiva de projetos e uma maior participação da União, além de uma atuação conjunta dos órgãos do governo para diminuir custos básicos.Linha 4 do metrô SPO gerente de custos do Metrô de São Paulo e coordenador das obras da Linha 4-Amarela, José Carlos Baptista do Nascimento, apresentou os principais pontos de negociações, através da Parceria Público Privada (PPP), a partir da Lei 11.079, de 30 de dezembro de 2004. A opção de modalidade escolhida para a PPP foi a Patrocinada, sendo que a concessão será pelo prazo de 30 anos.A obra de construção da Linha 4 se estenderá do bairro central da Luz até Taboão da Serra, numa extensão de 12,8 quilômetros, abrangendo na região cerca de três milhões de habitantes e está dividida em duas fases. Entre os benefícios futuros, Nascimento citou a melhoria da acessibilidade para a população mais pobre a centros de emprego, educação, saúde e lazer, redução de tempo da viagem de 50 minutos, redução de acidentes de trânsito de 655 ocorrências por ano. Hoje, a obra está gerando 30 mil novos empregos.Na Fase I, a linha funcionará com 14 trens e transportando uma média de 704 mil passageiros/dia, com integração com as demais linhas do metrô e trens metropolitanos. Pelo contrato, o Governo do Estado participará com 73% dos investimentos e o Consórcio Metroquadro (composto por cinco empresas) com 27%, totalizando R$ 2,018 bilhões, em valores atualizados. O controle e a fiscalização das relações entre o Governo do Estado e da concessionária será através de um agente regulador. Mesa redondaO evento foi finalizado com uma mesa redonda intitulada “Soluções Integradas em Transporte Urbano e os Consórcios Públicos”, composta por parlamentar, sindicalista, especialistas em transporte urbano de passageiros e autoridade do governo do Estado do Rio Grande do Sul, que colocaram as questões sobre as carências e os futuros caminhos para o setor.