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Chegada e saída de cargas por ferrovia crescem no Porto de Paranaguá

15.07.2021 | | Notícias do Mercado

Fonte: Paraná Cooperativo
Data: 14/07/2021

A quantidade de vagões e o volume de cargas movimentadas por ferrovia com origem ou destino ao Porto de Paranaguá aumentaram no primeiro semestre de 2021. Neste ano, 98.989 vagões passaram pelo terminal paranaense e transportaram cerca de 5,5 milhões de toneladas. Em 2020, no mesmo período, foram 8.565 vagões a menos e 4,9 milhões de toneladas movimentadas.

Porcentual – De janeiro a junho de 2021, 18,9% das cargas chegaram ou saíram dos terminais em vagões. No ano passado, esse porcentual era de 14,7%.

Aumento – “Temos projetos para aumentar este tipo de transporte, que é essencial para que a relação porto e cidade seja mais harmoniosa. Entre os projetos em desenvolvimento, temos as moegas exclusivas para o modal ferroviário – o projeto do moegão – e a remodelação do Corredor de Exportação Leste”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Nova Ferroeste – “Importante também é projeto da Nova Ferroeste, do Governo do Estado, que vai dar impulso ao transporte ferroviário de cargas desde o Interior até o Litoral”, destaca.

Destaques – O produto que tem a maior participação do modal para descarregar no Porto de Paranaguá é o açúcar a granel: 74%. Só no primeiro semestre deste ano foram 1.628.055 toneladas em vagões. Em 2020, o volume sommou 1.157.903 toneladas.

Soja – Em quantidade, destaque para a soja. Em grãos, foram 2.224.611 toneladas descarregadas de vagões, o equivalente a 29% do total movimentado pelo Porto de Paranaguá no primeiro semestre. Nos mesmos seis meses de 2020, foram 2.204.925 toneladas (25% do total).

Farelo – De farelo de soja, em 2021, 564.169 toneladas chegaram pelos trilhos no primeiro semestre (21%). No ano passado, 553.241 toneladas (19% do total).

Importação – Na importação, a utilização da ferrovia para o transporte de fertilizantes rumo ao Interior também apresentou alta. Em 2020, no primeiro semestre, 52.658 toneladas (1%) foram carregadas em vagões. Neste ano, 127.513 (2% do total).

Outros segmentos – O transporte de líquidos e carga geral pelos trilhos cresceu principalmente entre os derivados de petróleo, celulose e nos contêineres. Em 2020, de janeiro a junho, não houve nenhum volume de derivados de petróleo chegando ou saindo do Porto de Paranaguá em vagões. Este ano, porém, 4% da carga usou o modal ferroviário – 88.183 toneladas.

Biodiesel – De biodiesel, também não teve movimento em vagões no primeiro semestre do ano passado. Neste ano foram 141 vagões, com 6.702 toneladas do produto transportado pelos trilhos.

Contêineres – Nos primeiros seis meses deste ano, 9% do total de cargas que chegaram ou saíram em contêineres utilizaram a ferrovia: 579.306 toneladas, em 18.192 vagões. Em 2020, no mesmo período, 546.770 toneladas de cargas do segmento foram movimentadas em 16.990 vagões.

Celulose – O volume de celulose chegando por ferrovia, para ser exportado pelo Porto de Paranaguá, também foi maior. De janeiro a junho de 2020, 390.912 toneladas do produto chegaram em 6.108 vagões. Neste ano, no mesmo período, 433.440 toneladas, em 6.773 vagões.

Ferroeste – A Ferroeste, que opera um trecho no Estado com destino a Paranaguá, também havia registrado aumento no transporte do modal em 2021. O balanço operacional dos primeiros seis meses aponta que circularam pelos trilhos da ferrovia entre Cascavel e Guarapuava 6.638 contêineres, volume 13% superior na comparação com 2020 (5.873). Foram 800 mil toneladas de produtos, crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado (775 mil).

Rodovia – Apesar do maior volume ainda ser entre as cargas transportadas em caminhões, a participação do modal rodoviário teve queda na comparação entre o primeiro semestre de 2020 e 2021. No ano passado, 83,9% do total movimentado foi pelas rodovias (23.632.938 toneladas). Neste ano, 78,8% (22.974.394 toneladas).

Dutos – O percentual restante – 2,3% – é de carga movimentada pelo oleoduto. Neste ano, 658.593 toneladas. Em 2020, no primeiro semestre, a participação desta alternativa de transporte para as cargas líquidas era de 1,4% (406.032 toneladas).