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Cresce participação da ferrovia no porto

01.08.2007 | | ABIFER News

A concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL), responsável pelo transporte ferroviário de cargas na área do Porto de Santos, movimentou 1,1 milhão de toneladas no último mês, 10% a mais que no mesmo período do ano passado. Neste mês, seus vagões devem receber 1,3 milhão de toneladas.Nos seis primeiros meses do ano, a ALL movimentou cerca de 5,3 milhões de toneladas pela região, 16% das cargas operadas no cais.”Há dois motivos para esse crescimento: primeiro, captamos o aumento da safra, e segundo, captamos carga do rodoviário”, explicou o gerente da unidade da ALL na Baixada Santista, Marcelo Tappis.Para o executivo, a soja foi um dos produtos que mais se destacaram na movimentação de 1,103 milhão de toneladas em junho. Foram transportadas pelas linhas férreas 400 mil toneladas da commodity, um crescimento de 9%.Entre as cargas que mais usaram o modal ferroviário no último mês, o açúcar aparece em segundo lugar, com 200 mil toneladas. Em seguida, surgem o hipro (espécie de farelo) com 106 mil, o farelo de soja, com 90 mil, e o milho, que somou 86 mil toneladas (no ano passado não houve registro de qualquer carregamento desse produto em vagões).”Foi um movimento sem igual, o melhor mês do porto. Para comparar, em 1998 a ferrovia movimentou 1,598 milhão de toneladas. Isto é, em um mês, a ALL movimentou 69% de tudo que foi operado naquele ano”, comentou.O atual mês também deverá fechar com um novo recorde. Conforme cálculos de Tappis, a projeção é de movimentar 1,3 milhão de toneladas, confirmando a participação do modal ferroviário no escoamento da safra agrícola. ”Hoje, 35% do nosso share (mercado) é de grãos”.Questionado se apenas o volume de carga teria proporcionado o aumento de operações, o executivo respondeu que gestões no tráfego colaboraram para o incremento. ”A gente criou mais alternativas para quem carrega soja, milho e fertilizantes. Também melhoramos a parceria com a FCA e MRS (também concessionárias), estabelecendo contratos de longo prazo. Isso porque a ferrovia é rentável em grandes volumes e grandes distâncias”, analisou.O gerente da ALL na região também justificou o bom desempenho operacional com a redução do tempo dos vagões dentro do porto. Segundo ele, desde a entrada no complexo até a saída, o vagão não ultrapassa 24 horas. ”Quando assumimos a Portofer (gestora do serviço ferroviário no porto), o tempo era de mais ou menos 20 dias”, destacou.ACIDENTESOutro fator que contribuiu para a agilidade operacional, e que resulta em maior volume transportado, foi a redução de acidentes nas linhas do porto. Segundo Tappis, em novembro do ano passado foram registradas 77 ocorrências. Neste mês, até a semana passada haviam sido 11. ”Devemos fechar o mês na faixa dos 14”.Para Tappis, os acidentes foram reduzidos graças à troca de trilhos e dormentes e à implantação de um centro de controle de pátio, ”onde é possível monitorar on-line todo o fluxo da carga”.