25.06.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: Zero Hora Data: 23/06/2026
Há 13 dias à frente da Portos RS, o presidente Fábio Machado afirmou que o Porto de Rio Grande mantém trajetória de crescimento mesmo diante das incertezas do cenário internacional. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na manhã desta terça-feira (23), ele destacou que a movimentação de cargas nos portos públicos administrados pela estatal bateu recorde entre janeiro e maio deste ano.
— A situação geopolítica sempre impacta de forma muito forte. Mas nós temos excelentes notícias — afirmou.
Segundo Machado, os portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre movimentaram 17,594 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2026, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. No intervalo, mais de 1,3 mil embarcações passaram pelos terminais gaúchos.
Nomeado para a presidência da empresa pública neste mês, Machado afirmou que chega ao cargo com conhecimento prévio da estrutura por ter integrado o Conselho de Administração. Entre as prioridades da gestão, citou a dragagem, o fortalecimento do distrito industrial e ações voltadas à ampliação da atividade econômica.
— Toda empresa pública precisa ter uma finalidade social. O norte é gerar emprego, renda e fomentar a economia — afirmou.
O presidente também destacou o projeto Minha Cidade Tem Porto, iniciativa voltada à aproximação entre a população e a atividade portuária. Segundo ele, mais de 600 pessoas trabalham diariamente apenas na unidade de Rio Grande.
Machado afirmou que o objetivo é reduzir o distanciamento histórico entre a cidade e o complexo portuário.
— A população foi se afastando dos seus portos. O que buscamos é uma aproximação para que as pessoas tenham consciência da importância deles. Praticamente tudo o que temos próximo passou por um porto — declarou.
Questionado sobre o futuro da malha ferroviária gaúcha, tema que vem mobilizando empresas e autoridades do setor logístico, Machado afirmou que a Portos RS está elaborando estudos para contribuir com o debate sobre a futura concessão das ferrovias da Malha Sul.
Segundo ele, os modelos de concessão precisam garantir equilíbrio econômico-financeiro e contemplar adequadamente os riscos do contrato.
— As concessões têm que buscar uma finalidade pública e uma finalidade econômica. O que não se está verificando agora — afirmou.
A discussão ocorre em meio às tratativas do governo federal para definir o futuro da malha atualmente operada pela Rumo Logística. Hoje, apenas a ligação ferroviária entre Cruz Alta e Rio Grande permanece em operação regular no Estado.
Sobre o projeto do Porto Meridional, previsto para Arroio do Sal, Machado evitou tratar o empreendimento como concorrente direto do Porto de Rio Grande. Segundo ele, investimentos em infraestrutura logística são bem-vindos para o desenvolvimento econômico do Estado.
— Qualquer tipo de investimento no Estado é extremamente bem-vindo. Fomenta a economia e gera emprego — afirmou.
Machado ressaltou, porém, que o projeto deve observar todos os estudos ambientais e de impacto exigidos pelos órgãos competentes.
Ao ser questionado sobre eventual perda de competitividade do Porto de Rio Grande, ele descartou preocupação.
— Não tenho esse temor. O Porto de Rio Grande vai se consolidar cada vez mais e atrair cada vez mais investimentos — disse.