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Audiência sobre nova concessão: Curitiba pressiona ANTT para retirar trens de carga da área urbana

27.07.2026 | | Notícias do Mercado

Fonte: Bem Parará
Data: 26/07/2026

Trens de carga serão retirados da área urbana de Curitiba? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realiza nesta segunda-feira (27), em Curitiba, uma audiência pública sobre a a nova concessão da Malha Sul, que vai definir o futuro da ferrovia pelos próximos 30 anos. A audiência tem como objetivo tornar públicas e receber sugestões e contribuições para as minutas do edital e do contrato de concessão da prestação do serviço público de transporte ferroviário de cargas associado à exploração da infraestrutura das ferrovias denominadas Corredor Paraná–Santa Catarina, Corredor Rio Grande e Corredor Mercosul. O evento será realizado no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), no Centro da capital, a partir das 14 horas.

A expectativa para a audiência é grande, já que vereadores, deputados, a Prefeitura de Curitiba e várias entidades da cidade iniciaram uma campanha pela inclusão da retirada dos trens de carga da área urbana da cidade na nova concessão da ANTT.

“Curitiba precisa ser ouvida na nova concessão da Malha Sul, que vai definir o futuro da ferrovia pelos próximos 30 anos. Somos favoráveis aos investimentos e à modernização da logística, mas não podemos aceitar a manutenção de um problema que afeta a cidade há décadas. O trem de carga corta Curitiba ao meio, prejudicando a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida da população”, postou o prefeito nas redes sociais no mês passado. “Por isso, defendemos a retirada dos trilhos da área urbana e a construção de um contorno ferroviário. Curitiba merece uma solução definitiva”. Pimentel disse ainda que vai defender essa posição até o fim: “Porque quem mora aqui sabe o tamanho do transtorno que o trem causa todos os dias”.

Pimentel ainda afirmou que está aberto diálogo, mas que Curitiba não vai assistir de braços cruzados uma decisão que impactada diretamente a vida da população: “Por isso fui a Brasília diversas vezes e falei com clareza ao Ministério dos Transportes e à Agência dos Transportes Terrestres (ANTT): Curitiba precisa ser ouvida. Não faz sentido discutir o futuro da ferrovia sem discutir o futuro da cidade”.

“Curitiba precisa ser ouvida na nova concessão da Malha Sul, que vai definir o futuro da ferrovia pelos próximos 30 anos. Somos favoráveis aos investimentos e à modernização da logística, mas não podemos aceitar a manutenção de um problema que afeta a cidade há décadas. O trem de carga corta Curitiba ao meio, prejudicando a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida da população”, postou o prefeito nas redes sociais. “Por isso, defendemos a retirada dos trilhos da área urbana e a construção de um contorno ferroviário. Curitiba merece uma solução definitiva”. Pimentel disse ainda que vai defender essa posição até o fim: “Porque quem mora aqui sabe o tamanho do transtorno que o trem causa todos os dias”.

Pimentel ainda afirmou que está aberto diálogo, mas que Curitiba não vai assistir de braços cruzados uma decisão que impactada diretamente a vida da população: “Por isso fui a Brasília diversas vezes e falei com clareza ao Ministério dos Transportes e à Agência dos Transportes Terrestres (ANTT): Curitiba precisa ser ouvida. Não faz sentido discutir o futuro da ferrovia sem discutir o futuro da cidade”.

Capital paranaense tem 37 quilômetros de trilhos

Em Curitiba, há 37 quilômetros de trilhos que cortam os bairros das regiões Sul e Leste. São 45 passagens de nível instaladas para a circulação de pedestres e veículos, a maioria no Uberaba e no Cajuru.A ligação férrea da capital com o mar foi construída pelos Irmãos Rebouças há mais de 100 anos, no período imperial.

As linhas férreas são uma concessão do governo federal. A Região Metropolitana de Curitiba faz parte da Malha Sul e quem explora atualmente é a Rumo Logística.

Curitiba é a segunda capital brasileira com mais mortes em acidentes com trens

Curitiba é a segunda capital brasileira com mais mortes em acidentes com trem e outros veículos ferroviários, enquanto o Paraná é o terceiro estado com mais óbitos nesse tipo de ocorrência. É o que revela um levantamento do Bem Paraná, feito com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

A capital paranaense abriga 45 passagens de nível e registrou 764 acidentes ferroviários entre dezembro de 2020 e janeiro de 2026, dos quais 293 ocorreram em Curitiba e na Região Metropolitana. O superintendente da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (Setran), Gustavo de Almeida Garrett, complementou que Curitiba é a capital com os piores índices de ocorrências com trens do país, segundo dados da ANTT, anotando 11 registros apenas no primeiro semestre de 2026 (oito atropelamentos e três abalroamentos).

Serviço

Data: 27 de julho de 2026 – Sessão Pública Presencial
Cidade: Curitiba/PR
Horário: a partir das 14h (horário de Brasília)
Local: Instituto de Engenharia do Paraná – IEP
Rua Emiliano Perneta, 174 – 1º andar – Centro – Curitiba/PR