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Empresas privadas querem investir mais de R$ 1 bi na Ferrovia do Café para ligar Minas ao Rio

31.07.2026 | | Notícias do Mercado

Fonte: Rádio Itatiaia
Data: 28/07/2026

Um projeto que promete transformar a logística do café produzido no Sul de Minas está em discussão entre empresários e o governo federal. Batizada de “Ferrovia do Café”, a proposta prevê a revitalização de trechos ferroviários que estão sendo devolvidos ao governo pela concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

A iniciativa é articulada pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio MG) e pela Fecomércio do Rio de Janeiro e tem como objetivo criar um corredor ferroviário para o transporte de café entre cidades do Sul de Minas e os portos fluminenses.

Em entrevista ao Itatiaia Agro, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, explicou que a ideia é modernizar a infraestrutura ferroviária, ampliando as bitolas e implantando equipamentos mais modernos.

De acordo com Donato, a redução dos custos de transporte beneficiaria toda a cadeia produtiva. “Conseguimos baratear o transporte para os produtores e, consequentemente, o comércio receberia produtos com custo menor, permitindo oferecer preços mais competitivos ao consumidor final.”

As negociações em torno do projeto acontecem há cerca de um ano e meio. Segundo o presidente da Fecomércio MG, o próximo passo será o leilão das concessões ferroviárias, previsto para outubro.

O processo é acompanhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e, de acordo com Donato, já existem grupos privados interessados em assumir a concessão e investir na modernização da malha ferroviária.

A previsão é de um aporte superior a R$1 bilhão. “Já temos empreendedores interessados em investir mais de R$1 bilhão na estrutura. A expectativa é que o leilão ocorra ainda este ano e, nos próximos dois, três ou quatro anos, esses investimentos comecem a ser executados”, destacou.

Caso o projeto avance, a Ferrovia do Café poderá representar uma alternativa ao transporte rodoviário, reduzindo custos logísticos, aumentando a competitividade do café brasileiro no mercado internacional e diminuindo o fluxo de caminhões nas rodovias entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro.