02.07.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: Poder 360 Data: 01/07/2026
O Ministério dos Transportes assinou, na última 3ª feira (30.jun.2026), acordos de cooperação técnica para ceder trechos de ferrovias inativas nos Estados do Paraná e do Espírito Santo. As áreas, que não apresentam mais viabilidade econômica para o transporte de cargas, serão repassadas a governos locais para o desenvolvimento de projetos de mobilidade urbana, turismo e cultura.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a transferência faz parte de uma estratégia do governo federal para reaproveitar ativos de infraestrutura que estão ociosos. “Quando não há viabilidade para a operação ferroviária de cargas, faz mais sentido permitir que Estados e municípios desenvolvam projetos que atendam às necessidades das pessoas”, declarou.
A assinatura dos acordos é a etapa inicial para a destinação dos espaços. A partir de agora, a União contratará estudos técnicos para definir as diretrizes e regras do repasse definitivo das áreas aos Estados e municípios.
O modelo de cessão de infraestrutura ferroviária sem uso comercial já foi implementado em Araraquara (SP). Segundo o ministério, há estudos em andamento para aplicar a mesma solução em Aracaju (SE) e Campina Grande (PB).
No Espírito Santo, a área negociada engloba aproximadamente 260 km da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), atualmente sob controle da concessionária VLI.
O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, indicou que o Estado planeja utilizar a área para integrar as cidades da região por meio do turismo, esporte e de novas atividades econômicas ao longo do corredor. A medida atinge 11 municípios capixabas:
No Sul do país, o acordo viabiliza a cessão de 50 km a 80 km de trilhos inoperantes da Malha Sul, concedida à empresa Rumo. A extensão passa por 7 cidades do Paraná: Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania.
As prefeituras locais já articulam novos usos para os espaços. O prefeito de Piraí do Sul, Henrique de Oliveira, apresentou um projeto que estabelece a transformação da antiga área ferroviária em um parque urbano integrado a uma galeria de cultura e arte.