Fonte: MetrôCPTM
Data: 10/05/2026
O diretor de engenharia e planejamento do Metrô de São Paulo, Roberto Torres, afirmou que a extensão da Linha 17-Ouro até Paraisópolis tem previsão de conclusão em 2032, em meio a uma nova etapa de revisão do projeto, segundo declaração ao jornal Folha de São Paulo.
O trecho adicional, com cerca de 4,6 km, inclui três novas estações — Panamby, Paraisópolis e Américo Maurano — além da estação Vila Paulista na outra extremidade do ramal.
Segundo o Metrô, o projeto passa por novos estudos para viabilizar sua retomada. Em março, foi lançada a licitação para revisão do projeto básico da expansão, enquanto estudos anteriores já haviam tratado da atualização das desapropriações necessárias ao longo do traçado.
Torres destacou que o principal desafio da expansão está nas condições de implantação do monotrilho. Um dos trechos mais críticos envolve a travessia do Rio Pinheiros e da Marginal Pinheiros, exigindo o uso de guindastes de grande porte em uma das vias mais movimentadas da cidade. A operação deve implicar interdições relevantes no trânsito durante a construção.
Após esse ponto, a linha avançará por áreas urbanizadas do Morumbi, onde o traçado passa por regiões de alto valor imobiliário, além de trechos próximos a equipamentos sensíveis, como um cemitério. Esses fatores já haviam gerado controvérsias em versões anteriores do projeto, ainda na década passada.
O diretor também reiterou o papel do monotrilho dentro da rede metroviária, classificando a Linha 17 como complementar aos sistemas de maior capacidade. Segundo ele, a expectativa é reduzir o custo médio por quilômetro com a ampliação do ramal, diluindo os valores elevados registrados na implantação inicial, que sofreu atrasos e mudanças contratuais ao longo dos anos.
De fato, o chamado trecho prioritário concentra etapas mais complexas do ramal, como implantação de um grande pátio de manutenção, centro de controle operacional e subestação primária de energia, além de todo o processo de desenvolvimento de sistemas, incluindo os trens, sinalização, telecomunicações, portas de plataforma e outros.
São aspectos que a grande mídia frequentemente ignora, preferindo apelar para manchete sensacionalistas sobre custos elevados – alguns, inclusive, ‘caem’ na narrativa bancada pela indústria de ônibus, que vê o monotrilho como ameaça aos seus corredores ‘BRT’.