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Maior fábrica de celulose do mundo fica no Brasil e vai construir ferrovia gigantesca

27.07.2026 | | Notícias do Mercado

Fonte: Diário de Pernambuco
Data: 26/07/2026

A empresa chilena Arauco confirmou um investimento de R$ 25 bilhões na construção da maior fábrica de celulose do mundo em Inocência, no Mato Grosso do Sul. O projeto inclui um ramal ferroviário de 47 quilômetros, que será responsável por conectar a unidade industrial à Malha Norte e facilitar o transporte da produção até o Porto de Santos, em São Paulo. As informações foram publicadas pelo Diário do Comércio.

A expectativa é que tanto a fábrica quanto a ferrovia entrem em operação em 2027. O empreendimento faz parte do Projeto Sucuriú e deve ampliar a capacidade de exportação de celulose produzida no Brasil, fortalecendo a infraestrutura logística da região.

Ferrovia da Arauco

As obras do novo ramal ferroviário começaram em 2024 e seguem o cronograma previsto pela empresa. A estrutura terá 47 quilômetros de extensão e será integrada à Malha Norte, operada pela Rumo, permitindo que a carga siga por trilhos até o Porto de Santos, um dos principais corredores de exportação do país.

O projeto também prevê a construção de obras de engenharia ao longo do percurso, como passagens superiores e inferiores para garantir a circulação de veículos e a segurança da operação ferroviária. Entre as estruturas previstas está uma ponte sobre o córrego São Mateus, desenvolvida para atender às exigências ambientais e técnicas da região.

Projeto Sucuriú

A nova fábrica foi planejada para operar com geração própria de energia. Segundo a Arauco, a unidade terá capacidade instalada superior a 400 megawatts, produzidos a partir da biomassa gerada durante o próprio processo industrial.

Além de abastecer a planta, o sistema busca reduzir a dependência de fontes externas de energia. O uso da ferrovia para transportar a produção também deve diminuir a circulação de caminhões nas rodovias, contribuindo para reduzir as emissões de gases associadas ao transporte de cargas.

Com previsão de início das operações em 2027, o empreendimento reforça a posição de Mato Grosso do Sul entre os principais polos brasileiros da indústria de celulose. A expectativa é que o projeto amplie a participação do estado nas exportações do setor e fortaleça sua importância na cadeia produtiva voltada ao mercado internacional.