25.05.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: ViaTrolebus Data: 25/05/2026
A construção da futura Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo deu um passo importante na última semana: a estatal habilitou oficialmente o consórcio “AGIS–OHLA–CETENCO”.
O consórcio foi o segundo colocado na concorrência pública após o Consórcio Nove de Julho, formado pela chinesa Yellow River, Highland e Mendes Júnior, ser desabilitado.
O lote que pode ter o contrato de obras assinado em breve corresponde ao trecho entre o Jardim Julieta e Guarulhos, incluindo o uso de uma tuneladora. Restam ainda dois lotes a serem habilitados.
O projeto da Linha 19-Celeste desenha um novo eixo estrutural para o transporte público sobre trilhos, projetado para interligar o Bosque Maia, na região central de Guarulhos, à Estação Anhangabaú, no coração da capital paulista. O ramal contará com uma extensão total de 17,6 quilômetros e 15 estações subterrâneas. A estimativa é que a nova linha atenda diariamente um fluxo superior a 630 mil usuários, proporcionando uma economia de até 60 minutos no tempo de viagem entre o município da Grande São Paulo e o centro paulistano.
Distribuição e Localização das Estações
O traçado da Linha 19-Celeste cortará bairros de alta densidade demográfica e importantes zonas comerciais, facilitando o acesso a polos de grande circulação, como a região atacadista do Pari, o Mercado Municipal e o Theatro Municipal, além de criar novos nós de integração com a malha metroferroviária existente. Os pontos de parada previstos no projeto compreendem:
Impactos Positivos e Ganhos Socioambientais
A implantação do ramal trará uma série de melhorias para a infraestrutura regional, incluindo:
Complexidade da Engenharia e Métodos Construtivos
A execução física do projeto impõe desafios de grande escala para a engenharia civil e metroviária. Todo o trajeto de 17,6 km será subterrâneo, demandando a construção das 15 paradas, de um pátio para manutenção e estacionamento de trens, além de 18 poços de ventilação e saídas de emergência (VSEs).
Para abrir os túneis, serão empregadas três tuneladoras de grande seção, introduzindo de forma inédita no mercado brasileiro a tecnologia Dual Mode (capaz de operar nos modos EPB e Slurry, alternando conforme o tipo de solo encontrado). O plano de obras combina ainda o método austríaco de escavação (NATM) para trechos específicos e valas a céu aberto (VCA). No balanço de materiais, estima-se o manejo de 5,7 milhões de m³ de terra escavada, além da aplicação de 1,37 milhão de m³ de concreto, 187 mil toneladas de armações de aço e 610 mil m³ de calda de cimento para consolidação do solo.