09.09.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: O Tempo Data: 01/09/2026
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a empresa Vale S.A. oficializaram um acordo de parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) com investimento total de R$ 54.185.171,83. O projeto visa o estudo e a aplicação de biocombustíveis com nanocatalisadores (agentes em escala microscópica que aceleram reações químicas para melhorar a queima do combustível) em motores ferroviários de grande porte. O Extrato de Acordo de Parceria foi formalizado conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU).
O objetivo central da iniciativa é a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a busca por maior eficiência energética nas operações ferroviárias. A cooperação técnica prevê o desenvolvimento de tecnologia nacional para adaptar o uso de fontes renováveis de energia em máquinas de alta potência, setor tradicionalmente dependente de combustíveis fósseis. O trabalho será regido pelo Plano de Trabalho detalhado no processo administrativo número 23072.241910/2026-40.
Além da UFMG e da mineradora Vale, a parceria conta com a interveniência da Fundação Christiano Ottoni (FCO). A fundação atua como gestora administrativa e financeira do projeto, facilitando a interação entre a academia e o setor privado. O título oficial do estudo é ‘Estudo da aplicação de biocombustíveis com nanocatalisadores para redução de emissões de gases de efeito estufa e aumento de eficiência energética em motores ferroviários de grande porte’.
Os signatários do acordo incluem o reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira, e os representantes da Vale, João Luiz Turchetti Lara Rezende e Patrice Kassai Moreira Mazzoni. Pela FCO, assina o diretor-presidente, Eduardo Chahud. Na segunda menção ao reitor da instituição de ensino, Alessandro reforça a importância da integração entre pesquisa científica de ponta e demandas industriais de sustentabilidade.
O cronograma da parceria estabelece o início da vigência em 27 de agosto de 2026, com encerramento previsto para 27 de dezembro de 2030. Durante esse período de pouco mais de quatro anos, as equipes técnicas devem realizar testes laboratoriais e práticos para validar a eficácia dos nanocatalisadores. Esses componentes são fundamentais para garantir que o biocombustível não prejudique o desempenho mecânico dos motores ferroviários, ao mesmo tempo em que otimizam a combustão.
A aplicação de PD&I (processo de criação de novos conhecimentos e tecnologias para gerar produtos ou métodos eficientes) é uma exigência crescente no setor de transportes pesados. A substituição parcial ou total do diesel por biocombustíveis demanda ajustes técnicos precisos para evitar o desgaste prematuro de peças e assegurar que o balanço de carbono seja efetivamente reduzido. Conforme o documento oficial, os recursos financeiros serão geridos de forma a atender todas as etapas de prototipagem e análise de dados.
O montante de R$ 54,1 milhões representa um dos investimentos relevantes em cooperação universidade-empresa no Estado para a área de logística verde. A UFMG, como autarquia federal, lidera a frente científica do projeto, utilizando seus laboratórios especializados em engenharia mecânica e química para o desenvolvimento dos novos insumos.
O encerramento do contrato em dezembro de 2030 marca o prazo final para a entrega dos resultados sobre a viabilidade técnica e econômica do uso desses biocombustíveis em escala industrial. Os próximos passos incluem a montagem das bancadas de testes e a seleção de pesquisadores e bolsistas que atuarão no projeto sob a coordenação dos professores da universidade mineira.