{"id":85531,"date":"2024-12-09T17:58:55","date_gmt":"2024-12-09T20:58:55","guid":{"rendered":"https:\/\/abifer.org.br\/?p=85531"},"modified":"2024-12-09T17:58:55","modified_gmt":"2024-12-09T20:58:55","slug":"rio-grande-do-sul-esta-sem-ligacao-ferroviaria-com-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abifer.org.br\/en\/rio-grande-do-sul-esta-sem-ligacao-ferroviaria-com-o-brasil\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul est\u00e1 sem liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria com o Brasil"},"content":{"rendered":"<pre style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/especial\/rio-grande-do-sul-est%C3%A1-sem-liga%C3%A7%C3%A3o-ferrovi%C3%A1ria-com-o-brasil-1.1559224\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Fonte: Correio do Povo\r\nData: 08\/12\/2024<\/em><\/strong><\/a><\/pre>\n<p>Al\u00e9m de servir \u00e0 agricultura e ao turismo, ainda que em pequeno n\u00famero, as ferrovias ga\u00fachas tamb\u00e9m s\u00e3o utilizadas para deslocamentos de produ\u00e7\u00e3o e de mat\u00e9ria-prima da ind\u00fastria. Anualmente, milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, fertilizantes, produtos sider\u00fargicos, \u00e1gua, vinho, pedra, combust\u00edveis e cimento circulam por via ferrovi\u00e1ria chegando e partindo do Estado. Ocorre que as enchentes de maio deste ano causaram uma s\u00e9rie de danos ao sistema, e a reativa\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o confirmado oficialmente, pode custar entre R$ 3 e 4 bilh\u00f5es, gerando impasse entre governo e empresa concession\u00e1ria.<\/p>\n<p>Cerca de 800 km de linhas, pontes e t\u00faneis foram danificados ou totalmente inutilizados pela \u00e1gua entre as regi\u00f5es Nordeste e Metropolitana do RS. Boa parte dos estragos est\u00e3o na rota entre Canoas e Vacaria, que se constitui na principal via de entrada e sa\u00edda de mercadorias do RS. Outros 700 km de trilhos que levam ao centro do Estado e fronteira tamb\u00e9m demandam recupera\u00e7\u00e3o por conta de quest\u00f5es que envolvem aus\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o e de investimentos em moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e Braskem, por exemplo, tiveram suas opera\u00e7\u00f5es impactadas pelos efeitos dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos de maio na rede ferrovi\u00e1ria ga\u00facha. Para garantir o fornecimento de etanol ao Polo Petroqu\u00edmico de Triunfo, a Braskem tem utilizado caminh\u00f5es e navios como alternativa os trens desde o in\u00edcio de junho.<br \/>\nA mat\u00e9ria-prima proveniente da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 utilizada pela companhia na produ\u00e7\u00e3o de Polietileno Verde (conhecido como \u201cpl\u00e1stico verde\u201d) e de ETBE (\u00c9ter Etil Terbul\u00edtico), bioaditivo para gasolina automotiva. Em condi\u00e7\u00f5es normais de log\u00edstica, 80-85% do abastecimento do combust\u00edvel \u00e9 feito via rede ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>A companhia afirma que mant\u00e9m contato com a autoridades portu\u00e1ria (Portos RS), a Secretaria de Log\u00edstica e Transportes do RS, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Secretaria Nacional de Hidrovias, vinculada ao Minist\u00e9rio dos Portos, e diz concentra esfor\u00e7os \u201cpara garantir o abastecimento do mercado\u201d, por\u00e9m admite impacto na competitividade e em limites operacionais e de estocagem \u201cque podem levar a redu\u00e7\u00e3o ou paralisa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<h3>Recupera\u00e7\u00e3o passa por \u201csolu\u00e7\u00e3o conjunta\u201d<\/h3>\n<p>Em comunicado, a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diz que est\u00e1 monitorando a situa\u00e7\u00e3o no RS. Sem detalhar, afirmou que medidas alternativas est\u00e3o em estudo, contudo, as decis\u00f5es sobre os investimentos necess\u00e1rios depende de an\u00e1lises conduzidas pelo Minist\u00e9rio dos Transportes e governo estadual.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio dos Transportes n\u00e3o retornou ao\u00a0<strong>Correio do Povo<\/strong>\u00a0sobre o pedido de entrevista.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia confirma que as enchentes causaram danos significativos, por\u00e9m n\u00e3o forneceu detalhes sobre a extens\u00e3o da malha afetada prazos e valor necess\u00e1rio para a recupera\u00e7\u00e3o. Cita a retomada do trecho entre Cruz Alta e o Porto de Rio Grande, atualmente o principal corredor ferrovi\u00e1rio do Estado, mas alega que trechos da rota Roca Sales \u2013 Lages (Tronco Sul), da Roca Sales \u2013 Passo Fundo; P\u00e1tio Industrial \u2013 Rio Pardo e Rio Pardo \u2013 Tri\u00e2ngulo sofreram danos que \u201cultrapassam a capacidade de investimento prevista no atual contrato de concess\u00e3o (com a Rumo Log\u00edstica)\u201d e seguem interditadas sem previs\u00e3o de libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sua vez, a empresa Rumo Log\u00edstica, respons\u00e1vel pelas rotas ferrovias que atendem ao transporte de combust\u00edveis e insumos entre o Rio Grande do Sul e o Sudeste do Brasil, garante estar em di\u00e1logo com governo federal e demais autoridades do setor \u201cpara avalia\u00e7\u00e3o conjunta do cen\u00e1rio\u201d, \u201cdada a complexidade e abrang\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Nem governo, nem concession\u00e1ria manifestaram posicionaram sobre o fim da concess\u00e3o ou sobre uma poss\u00edvel renova\u00e7\u00e3o de contrato.<\/p>\n<h3>Trabalhadores demitidos<\/h3>\n<p>O presidente do Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios do Rio Grande do Sul (Sindifergs), Jo\u00e3o Calegari, afirma que cerca de 200 trabalhadores efetivos e 130 terceirizados foram impactados com a paralisa\u00e7\u00e3o do sistema ferrovi\u00e1rio em fun\u00e7\u00e3o das enchentes. Antes do fen\u00f4meno clim\u00e1tico, aproximadamente 450 pessoas estavam empregadas no setor.<\/p>\n<p>\u201cFoi oferecido remanejo a 80 trabalhadores, que agora est\u00e3o em ferrovias do Paran\u00e1. Al\u00e9m da falta de transporte no RS, nos preocupa a situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias que dependem do sistema\u201d, apontou o presidente.<\/p>\n<p>Calegari revela preocupa\u00e7\u00e3o com a proximidade do fim da concess\u00e3o. Para o sindicalista, ser\u00e3o necess\u00e1rios entre R$ 3 e 4 bilh\u00f5es para a recupera\u00e7\u00e3o da rede ferrovi\u00e1ria do RS, al\u00e9m de um ano de trabalho, o que coincidiria com o t\u00e9rmino do contrato com a Rumo.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 incerteza com o fim da concess\u00e3o se aproximando. Como a empresa vai assumir a reconstru\u00e7\u00e3o, que deve levar cerca de um ano, se s\u00f3 pode explorar a ferrovia at\u00e9 1\u00ba de mar\u00e7o de 2027?\u201d, questiona.<\/p>\n<h3>Situa\u00e7\u00e3o operacional diversa e trechos abandonados<\/h3>\n<p>Conforme a ANTT, a malha ferrovi\u00e1ria Sul, distribu\u00edda pelos estados do Paran\u00e1, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de S\u00e3o Paulo, abrange uma rede de 7.223,371 quil\u00f4metros. Este conjunto de estradas foi privatizado em 1996 e a ALL (atual Rumo Log\u00edstica) iniciou a opera\u00e7\u00e3o em 1\u00ba de mar\u00e7o do ano seguinte. O contrato de explora\u00e7\u00e3o do sistema tem validade at\u00e9 2027.<\/p>\n<p>Do trecho originalmente assumido pela concession\u00e1ria, 4.625 quil\u00f4metros est\u00e3o ativos e s\u00e3o comercialmente utilizados. E conforme a Ag\u00eancia, \u201ca situa\u00e7\u00e3o operacional destas ferrovias \u00e9 diversa\u201d.<\/p>\n<p>Antes da privatiza\u00e7\u00e3o, em 1997, o Rio Grande do Sul possu\u00eda 3,15 mil quil\u00f4metros de estradas de ferro ativas. At\u00e9 a enchente de maio restavam apenas 1,65 mil km em uso pela concession\u00e1ria.<\/p>\n<p>Atualmente no RS predomina o transporte de cargas em estradas como a que liga Cruz Alta ao Porto de Rio Grande, que escoa grande volume de gr\u00e3os da safra agr\u00edcola ga\u00facha. Al\u00e9m disso, existem trechos que operam exclusivamente trens tur\u00edsticos, como o Trem do Pampa, em Santana do Livramento (RS) e a rota tur\u00edstica da Serra.<\/p>\n<p>A ANTT destaca que, al\u00e9m das quest\u00f5es geradas a partir da inunda\u00e7\u00e3o, trechos foram desativados pela Rumo \u201cpor n\u00e3o serem considerados economicamente vi\u00e1veis\u201d, conforme estudos apresentados \u00e0 ag\u00eancia pela concession\u00e1ria.<\/p>\n<h3>Melhorias para evitar efeitos clim\u00e1ticos<\/h3>\n<p>Estudo do Minist\u00e9rio dos Transportes publicado em outubro de 2023 j\u00e1 apontava a necessidade de ado\u00e7\u00e3o de medidas estruturais na rede ferrovi\u00e1ria brasileira diante dos riscos proporcionados pelas transforma\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O trabalho foi desenvolvido com o apoio do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Ag\u00eancia Alem\u00e3 de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional (GmbH).<\/p>\n<p>Em proje\u00e7\u00f5es que simularam cen\u00e1rios at\u00e9 2065, foram detectadas amea\u00e7as para at\u00e9 60% das ferrovias do pa\u00eds. No Rio Grande do Sul, os trechos de maior vulnerabilidade foram identificados na Estrada de Ferro Porto Alegre-Uruguaiana.<\/p>\n<h2>Da revolu\u00e7\u00e3o ao caos das enchentes: a hist\u00f3ria das ferrovias ga\u00fachas<\/h2>\n<p>No fim do s\u00e9culo 19 e em meados do s\u00e9culo 20 as esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias faziam parte do cotidiano do Rio Grande do Sul. O apito e a fuma\u00e7a da locomotiva no horizonte anunciavam chegadas e partidas, enquanto as plataformas eram tomadas de sorrisos, abra\u00e7os, l\u00e1grimas e acenos entre os que ficavam e aqueles que seguiam destino. Nos dias atuais, para os ga\u00fachos, \u00e9 uma cena praticamente restrita aos filmes.<\/p>\n<p>O come\u00e7o da era do trem no RS \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o da linha entre Porto Alegre e S\u00e3o Leopoldo, que completou 150 anos em 2024. Mais que transporte de passageiros, o servi\u00e7o beneficiou a produ\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias, permitindo o desenvolvimento da ind\u00fastria e a expans\u00e3o urbana. A vida econ\u00f4mica do Estado passou a se dar sobre trilhos.<\/p>\n<p>Antes das estradas de ferro, a regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre possu\u00eda potencial econ\u00f4mico, mas enfrentava dificuldade de escoamento de sua produ\u00e7\u00e3o. A prov\u00edncia contava com uma rede prec\u00e1ria de caminhos e trilhas por onde s\u00f3 transitavam ve\u00edculos puxados por animais, encarecendo o custo de produ\u00e7\u00e3o e o valor das mercadorias \u00e0 medida que se distanciavam dos rios utilizados para transporte fluvial. Foi o trem primeiro ve\u00edculo de transporte terrestre a interligar de fato o Estado.<\/p>\n<p>A pesquisadora, professora e muse\u00f3loga Alice Bemvenuti destaca que por volta de 1858, o transporte de mercadorias contava com apenas 11 embarca\u00e7\u00f5es a vapor para atender ao RS inteiro. \u201cA exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da regi\u00e3o da col\u00f4nia era feito por vias fluviais. Por \u00e1gua, Porto Alegre e S\u00e3o Leopoldo estavam separadas por 20 l\u00e9guas (aproximadamente 100 km), enquanto de trem a dist\u00e2ncia encurtava para 6 l\u00e9guas (cerca de 30km)\u201d, compara.<\/p>\n<p>A especialista, que tamb\u00e9m dirige o Museu do Trem de S\u00e3o Leopoldo, aponta a contribui\u00e7\u00e3o do transporte para o desenvolvimento urbano da regi\u00e3o. \u201cO escoamento da produ\u00e7\u00e3o era um dos aspectos, \u00e9 necess\u00e1rio pensar sobre o impacto na vida das pessoas. Al\u00e9m de permitir a sa\u00edda da produ\u00e7\u00e3o, o trem possibilitou acesso ao que vinha de outros lugares. A implanta\u00e7\u00e3o das estradas gerou organiza\u00e7\u00e3o de comunidades, gerou trabalho e impulsionou a urbaniza\u00e7\u00e3o. Algumas cidades nasceram, feito Canoas, e outras se expandiram, alavancando a economia como Caxias do Sul, Montenegro, Gramado, Rio Grande, Bag\u00e9, entre outras\u201d, detalhou Alice.<\/p>\n<h3>Base da malha ferrovi\u00e1ria do RS<\/h3>\n<p>Buscado modernizar o sistema local de transportes de passageiros e cargas, em 1866, a Assembleia Provincial passou a discutir a utiliza\u00e7\u00e3o dos trens. Assim, o engenheiro Jos\u00e9 Ewbank da C\u00e2mara produziu estudos e esbo\u00e7ou o projeto que serviu como base para a malha ferrovi\u00e1ria do Estado.<\/p>\n<p>A proposta criava tr\u00eas linhas \u2014 Central, Sul e Norte \u2014, que operariam como tronco, a partir das quais seriam constru\u00eddos ramais para atender todas as regi\u00f5es do Estado.<\/p>\n<p>A primeira come\u00e7ou a sair do papel em 1871, com tra\u00e7ado ligando Porto Alegre a Novo Hamburgo. As obras foram realizadas pela Porto Alegre &amp; New Hamburg Railway Company Limited, do empres\u00e1rio ingl\u00eas John Mac Ginity.<\/p>\n<p>O trecho percursor foi inaugurado em 14 de abril de 1874 e ia de Porto Alegre a S\u00e3o Leopoldo. A liga\u00e7\u00e3o entre a cidade do Vale do Sinos e a Capital ga\u00facha foi a quinta ferrovia inaugurada no Brasil.<\/p>\n<h3>A era de ouro<\/h3>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da primeira locomotiva ocorreu na Inglaterra, na d\u00e9cada de 1820. Das m\u00e1quinas a vapor do passado \u00e0s locomotivas ultravelozes dos dias mais recentes, o sistema se faz indispens\u00e1vel \u00e0 economia e \u00e0 mobilidade dos grandes centros urbanos. Em diferentes regi\u00f5es do globo, o trem \u00e9 parte de um complexo e eficaz planejamento log\u00edstica para movimentar cargas e pessoas por via terrestre a longas dist\u00e2ncias em curto espa\u00e7o de tempo. Mais que isso, continua agregando tecnologias, se tronando mais seguro, eficaz e veloz, o que lhe assegura presen\u00e7a nas principais cidades do mundo nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Entre as d\u00e9cadas de 1870 e 1920, foi um sistema bastante utilizado no Brasil, ainda que a rela\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com os trilhos seja historicamente desproporcional \u00e0 sua representatividade. J\u00e1 no s\u00e9culo 19 este transporte come\u00e7ou a enfrentar desafios que o tornariam obsoleto.<\/p>\n<p>Embora existam trilhos em todas as regi\u00f5es do Brasil, o pa\u00eds nunca se interligou de fato. O motivo \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de estradas em padr\u00f5es que n\u00e3o conversam entre si. Tr\u00eas bitolas diferentes \u2013 na pr\u00e1tica, a dist\u00e2ncia entre os dois trilhos \u2013 foram adotadas, e nenhuma delas seguiu o padr\u00e3o internacional, vigente desde 1907 (definido na Confer\u00eancia Internacional de Berna).<\/p>\n<p>\u201cAs bitolas foram adotadas conforme o padr\u00e3o usado pelas empresas que as constru\u00edram. \u00c9 aceit\u00e1vel tamb\u00e9m o argumento da prote\u00e7\u00e3o das fronteiras para justificar as diferen\u00e7as de trilhos, mas temos que compreender a influ\u00eancia exercida pelos grupos econ\u00f4micos que exploravam as linhas e as tecnologias importadas\u201d, refor\u00e7a a pesquisadora Alice Bemvenuti.<\/p>\n<p>Como exemplo, as ferrovias a partir do porto de Santos (SP), foram constru\u00eddas na bitola larga de 1,60m, mas a medida predominante em quantidade de quil\u00f4metros instalados, cerca de 75% da malha, \u00e9 a bitola estreita de 1 metro \u2013 mais barata para construir e por isso escolhida pelos pioneiros ferrovi\u00e1rios brasileiros, por\u00e9m menos produtiva por comporta vag\u00f5es menores.<\/p>\n<h3>A pioneira<\/h3>\n<p>A ferrovia brasileira pioneira foi constru\u00edda em 1854 pela Imperial Companhia de estradas de ferro, fundada pelo Visconde de Mau\u00e1, ligando o Porto de Mau\u00e1, na Ba\u00eda de Guanabara, com a Serra da Estrela, no caminho de Petr\u00f3polis. Logo depois, outras surgiram no Nordeste, Rec\u00f4ncavo Baiano e, principalmente, em S\u00e3o Paulo, para servir \u00e0 economia cafeeira, ent\u00e3o em fraco desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tentou um plano para implantar as estradas de ferro em 1835, quando promulgou a chamada Lei Feij\u00f3, por\u00e9m o projeto n\u00e3o empolgou os investidores. S\u00f3 em 1854 Irineu Evangelista de Souza encabe\u00e7a e inaugura o primeiro trecho. Portanto, havia interesse do Imp\u00e9rio.\u201d<\/p>\n<h3>Decl\u00ednio<\/h3>\n<p>Os trens entraram em servi\u00e7o na Am\u00e9rica do Sul, na \u00c1frica e \u00c1sia por volta da d\u00e9cada de 1840, impulsionados pelas pot\u00eancias imperiais europeias interessadas em facilitar a exporta\u00e7\u00e3o de suas col\u00f4nias. No Jap\u00e3o, que nunca foi colonizado, as ferrovias chegaram no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1870 e at\u00e9 hoje s\u00e3o a base do sistema de transporte local.<\/p>\n<p>No Brasil, as opera\u00e7\u00f5es sempre se deram de forma local ou regional. Prosperaram como transporte urbano de passageiros em poucas capitais entre as quais S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. No que envolve o transporte de cargas, o pa\u00eds conta desde o in\u00edcio com uma malha irregularmente distribu\u00edda, sendo um dos fatores que contribu\u00edram para o decl\u00ednio da rede ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cOs interesses econ\u00f4micos das concession\u00e1rias foram mudando, manuten\u00e7\u00f5es e melhorias deixaram de ser realizadas e o sistema foi assumido pelo Estado na d\u00e9cada de 1950\u201d, enumera a pesquisadora.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o estatal foi o \u00faltimo suspiro. Logo na sequ\u00eancia, o pr\u00f3prio governo federal jogou a p\u00e1 de cal nos trilhos. O plano de crescimento econ\u00f4mico implantado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956 e 1961), que decidiu priorizar o sistema rodovi\u00e1rio. Tal vis\u00e3o de governo atraiu as montadoras de autom\u00f3veis para o Brasil e migrou o transporte de cargas para o caminh\u00e3o e os passageiros para os \u00f4nibus.<\/p>\n<p>\u201cA expans\u00e3o rodovi\u00e1ria n\u00e3o foi o problema. O erro foi n\u00e3o integrar os sistemas, criando um modal de transportes integrado, explorando potenciais e minimizando as desvantagens de cada um\u201d, defendeu Alice Bemvenuti.<\/p>\n<p>Apesar do tempo perdido, a pesquisadora acredita que ainda \u00e9 poss\u00edvel, tanto do ponto de vista econ\u00f4mico quanto do social, implantar o trem \u2013 seja subterr\u00e2neo ou de superf\u00edcie, bem como melhorar o aproveitamento no transporte de cargas. \u201cOs problemas s\u00e3o hist\u00f3ricos, mas acredito ser poss\u00edvel. Depende de negocia\u00e7\u00e3o, de vontade pol\u00edtica e da mudan\u00e7a de cultura da popula\u00e7\u00e3o a respeito do sistema\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><span class=\"p-smartembed\"><span class=\"captionwrapper\">Maquinista aguarda passageiros na Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Santa Maria, em 1969<\/span>\u00a0<span class=\"captionwrapper\">| Foto: Silvio Ferreira \/ CP Mem\u00f3ria<\/span><\/span><\/p>\n<h3>As rotas ga\u00fachas<\/h3>\n<p>O primeiro trecho de ferrovia no Rio Grande do Sul (Porto Alegre-S\u00e3o Leopoldo) tinha 33,7 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e quatro esta\u00e7\u00f5es (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia e S\u00e3o Leopoldo). Outros nove quil\u00f4metros de trilhos foram entregues em 1\u00ba de janeiro de 1876, data da abertura das esta\u00e7\u00f5es de Neustadt (renomeada depois para Rio dos Sinos) e Novo Hamburgo.<\/p>\n<p>Somente 27 anos depois, em 15 de agosto 1903, foi conclu\u00edda a extens\u00e3o da linha entre Novo Hamburgo e Taquara. S\u00e3o desta mesma \u00e9poca as esta\u00e7\u00f5es Hamburgo Velho, Canudos, Campo Bom, Sapiranga, Amaral Ribeiro, Nova Palmeira (renomeada para Araric\u00e1), Campo Vicente e Parob\u00e9. A linha continuou sendo ampliada nas d\u00e9cadas seguintes, passando por Gramado e chegando em Canela no ano de 1922.<\/p>\n<p>No auge, a rede de estradas de ferro do RS era dividida em quatro linhas principais: Porto Alegre\u2013Uruguaiana; Rio Grande\u2013Bag\u00e9; Santa Maria-Marcelino Ramos e Barra do Quara\u00ed\u2013Itaqui. \u201cSem investimentos em manuten\u00e7\u00e3o, parte das linhas foram desativadas. As que chegaram aos anos 1990 acabaram privatizadas e algumas delas encerradas pelas pr\u00f3prias concession\u00e1rias\u201d, revela Alice.<\/p>\n<p>O trecho Taquara-Canela operou at\u00e9 11 de mar\u00e7o de 1963 e em 16 de novembro do ano seguinte os trens de passageiros deixaram de circular entre Novo Hamburgo e Taquara. Um dia antes, Montenegro havia perdido a liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria com o Vale do Sinos. Por consequ\u00eancia, a liga\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea da Capital a Serra tamb\u00e9m se desfez.<\/p>\n<p>A linha pioneira que ligou Porto Alegre a S\u00e3o Leopoldo resistiu at\u00e9 1982.<\/p>\n<p>A concession\u00e1ria que assumiu a linha na Serra descontinuou o transporte comercial e deu nova finalidade a um trecho de 23 km entre Carlos Barbosa, Garibaldi e Bento Gon\u00e7alves. A estrada permanece em uso para fins tur\u00edsticos, e o servi\u00e7o foi posteriormente ampliado em outros 23 km at\u00e9 Gramado.<\/p>\n<h3>Da estatiza\u00e7\u00e3o \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>At\u00e9 1920, a administra\u00e7\u00e3o das vias era privada. Neste ano foi criada a Via\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea do Rio Grande do Sul (VFRGS). Com o controle do governo ga\u00facho se deu um per\u00edodo de expans\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das vias e substitui\u00e7\u00e3o das locomotivas a carv\u00e3o por movidas a \u00f3leo diesel. A estatal foi extinta em 1959, quando foi encampada pela RFFSA.<\/p>\n<p>Desde 1996, toda a malha ferrovi\u00e1ria estadual (exceto o Trensurb) est\u00e1 sob controle da empresa privada Am\u00e9rica Latina Log\u00edstica (hoje Rumo Log\u00edstica). Predomina o uso das linhas para transporte de cargas. O Porto de Rio Grande, empresas do Polo Petroqu\u00edmico de Triunfo, entre elas a multinacional Braskem, est\u00e3o entre os principais clientes das ferrovias ga\u00fachas concedidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"p-smartembed\"><img decoding=\"async\" class=\"image-replace\" title=\"Esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Uruguaiana, em outubro de 1987\" src=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/image\/contentid\/policy:1.1559220:1733514598\/ESTACAO-URUGUAIANA.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=2ff7684\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Uruguaiana, em outubro de 1987\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.1559220:1733514598\/ESTACAO-URUGUAIANA.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=2ff7684\" \/><span class=\"captionwrapper\">Esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Uruguaina em outubro de 1987: transporte de passageiros era intenso<\/span>\u00a0<span class=\"captionwrapper\">| Foto: Damiao Ribas \/ CP Mem\u00f3ria<\/span><\/span><\/p>\n<h3>As rotas brasileiras<\/h3>\n<p>O pa\u00eds possui hoje 30 mil quil\u00f4metros de ferrovias trafeg\u00e1veis, o que d\u00e1 uma densidade ferrovi\u00e1ria de 3,1 metros por km\u00b2; \u00e9 bem pequena em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos (150m\/km\u00b2) e a Argentina (15m\/km\u00b2). Enquanto a regi\u00e3o Sudeste concentra quase metade (47%) das linhas f\u00e9rreas do pa\u00eds, as Regi\u00f5es Norte e Centro-oeste, juntas, somam apenas 8%.<\/p>\n<h3>Preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>A mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria ga\u00facha tem parte importante preservada no Museu do Trem. A antiga esta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Leopoldo foi recuperada para abrigar o acervo, aberto ao p\u00fablico desde mar\u00e7o de 1985.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 mantido pela prefeitura de S\u00e3o Leopoldo e re\u00fane centenas de imagens, documentos e objetos origin\u00e1rios de diferentes \u00e9pocas e cidades ga\u00fachas. Conforme a diretora, a pesquisadora Alice Bemvenuti, o museu nasceu a partir de uma a\u00e7\u00e3o em conjunta entre comunidade e RFFSA.<\/p>\n<p>\u201cO Museu do Trem nasceu por iniciativa conjunta entre o Museu Hist\u00f3rico Visconde de S\u00e3o Leopoldo e a Rede Ferrovi\u00e1ria Federal, por meio da Superintend\u00eancia Regional 6, com participa\u00e7\u00e3o da prefeitura. Posteriormente, o Minist\u00e9rio dos Transportes cria o Preserve\/fe. Deste modo, criam o Centro de Preserva\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria do Rio Grande do Sul, com inaugura\u00e7\u00e3o em 1985. Nossa responsabilidade \u00e9 salvaguardar os objetos que se organizam em cole\u00e7\u00f5es e somam 13 mil itens, aproximadamente.\u201d<\/p>\n<p><span class=\"p-smartembed\"><img decoding=\"async\" class=\"image-replace\" title=\"Antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de S\u00e3o Leopoldo, em 8 de abril de 1974\" src=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/image\/contentid\/policy:1.1559215:1733514590\/ESTACAO-FERREA-SAO-LEOPOLDO.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=72a0686\" alt=\"Antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de S\u00e3o Leopoldo, em 8 de abril de 1974\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.1559215:1733514590\/ESTACAO-FERREA-SAO-LEOPOLDO.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=72a0686\" \/><span class=\"captionwrapper\">Antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de S\u00e3o Leopoldo em 8 de abril de 1974<\/span>\u00a0<span class=\"captionwrapper\">| Foto: Saraiva \/ CP Mem\u00f3ria<\/span><\/span><\/p>\n<h3>Pr\u00e9dios g\u00eameos<\/h3>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Leopoldo e de Porto Alegre eram id\u00eanticas. A constru\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios, inaugurados em 1874, empregou estruturas pr\u00e9-fabricadas importadas da Inglaterra.<\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Porto Alegre era um pr\u00e9dio de madeira que ficava na esquina da Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria com a rua da Concei\u00e7\u00e3o e que foi demolido por volta de 1910. No mesmo ano foi entregue a segunda esta\u00e7\u00e3o, chamada de &#8220;Castelinho&#8221;.<\/p>\n<p>A segunda casa era maior, de alvenaria, com dois andares e uma torre que deu origem ao apelido. No t\u00e9rreo funcionavam bilheteria, quarto de bagagem, buffet, sala para senhoras e toilette.<\/p>\n<p><span class=\"p-smartembed\"><img decoding=\"async\" class=\"image-replace\" title=\"Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria Central de Porto Alegre, em registro de 1953\" src=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/image\/contentid\/policy:1.1559216:1733514591\/ESTACAO-PORTO-ALEGRE.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=9d6cf77\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria Central de Porto Alegre, em registro de 1953\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.1559216:1733514591\/ESTACAO-PORTO-ALEGRE.JPG?f=default&amp;q=0.9&amp;w=800&amp;$p$f$q$w=9d6cf77\" \/><span class=\"captionwrapper\">Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria Central de Porto Alegre, em registro de 1953<\/span>\u00a0<span class=\"captionwrapper\">| Foto: CP Mem\u00f3ria<\/span><\/span><\/p>\n<p>Em frente ao pr\u00e9dio ficavam as plataformas e os trilhos seguiam na dire\u00e7\u00e3o da avenida Mau\u00e1 e depois acompanhavam a lateral da rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria; ap\u00f3s o aterro da margem da Volunt\u00e1rios, foram transferidos para um tra\u00e7ado paralelo com a atual avenida Castelo Branco. Parte do trecho, entre a Capital e Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, serve atualmente ao sistema Trensurb.<\/p>\n<p>\u201cEu costumo convidar a quem quer conhecer a primeira rota ferrovi\u00e1ria criada no Rio Grande do Sul a fazer um passeio com nosso trem urbano (Trensurb). Os trilhos seguem o mesmo trajeto aberto pelos pioneiros no s\u00e9culo 19\u201d, explica a muse\u00f3loga.<\/p>\n<p>Em 1970, o Castelinho foi desativado e a esta\u00e7\u00e3o da Capital foi transferida para um pr\u00e9dio da Rede Ferrovi\u00e1ria Federal (RFFSA) entre a Castelo Branco e a Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, pr\u00f3ximo da esquina da rua Garibaldi e operou de abril de 1970 at\u00e9 10 de mar\u00e7o de 1983. A transfer\u00eancia abriu espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o do T\u00fanel da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o da Trensurb, em mar\u00e7o de 1985, parte do complexo passou a abrigar a sede da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do RS. Um inc\u00eandio em 14 de julho de 2021 levou \u00e0 implos\u00e3o da estrutura no ano seguinte.<\/p>\n<p>De acordo com a diretora do Museu do Trem, o pr\u00e9dio g\u00eameo, da Esta\u00e7\u00e3o S\u00e3o Leopoldo, sofreu avarias e acabou desconfigurado ao longo dos anos. S\u00f3 recuperou a apar\u00eancia original, por iniciativa do Preserve, na d\u00e9cada de 1980. \u201cA Esta\u00e7\u00e3o atual \u00e9 uma reconstru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se sabe em que momento ela se desconfigurou, por\u00e9m observamos varia\u00e7\u00f5es em fotografias a partir da d\u00e9cada de 1920\u201d indica a especialista.<\/p>\n<p>\u201cA op\u00e7\u00e3o de remodelar o s\u00edtio e reconstruir a esta\u00e7\u00e3o a partir da fotografia de 1874 \u00e9 controversa entre os restauradores\u201d, revela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Correio do Povo Data: 08\/12\/2024 Al\u00e9m de servir \u00e0 agricultura e ao turismo, ainda que em pequeno n\u00famero, as ferrovias ga\u00fachas tamb\u00e9m s\u00e3o utilizadas para deslocamentos de produ\u00e7\u00e3o e de mat\u00e9ria-prima da ind\u00fastria. 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