{"id":87836,"date":"2025-04-14T18:41:17","date_gmt":"2025-04-14T21:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/abifer.org.br\/?p=87836"},"modified":"2025-04-14T18:41:17","modified_gmt":"2025-04-14T21:41:17","slug":"abifer-na-midia-industria-preparada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abifer.org.br\/en\/abifer-na-midia-industria-preparada\/","title":{"rendered":"ABIFER na m\u00eddia &#8211; Ind\u00fastria preparada"},"content":{"rendered":"<pre style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/revistaferroviaria.com.br\/2025\/04\/industria-preparada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Fonte: Revista Ferrovi\u00e1ria\r\nData: 10\/04\/2025<\/em><\/strong><\/a><\/pre>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-87837 alignleft\" src=\"http:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/vicente-abate-43-baixa-resolucao-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/vicente-abate-43-baixa-resolucao-200x300.jpg 200w, https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/vicente-abate-43-baixa-resolucao.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Ele \u00e9 um entusiasta do setor ferrovi\u00e1rio, sempre antenado aos fatos e disposto a somar. \u00c9 engenheiro metalurgista, formado pela Escola de Engenharia Mau\u00e1. Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Ferrovi\u00e1ria (Abifer), Vicente Abate coleciona hist\u00f3rias e muito conhecimento sobre os trilhos. Mais que isso, o executivo \u00e9 aquela pessoa que busca o desenvolvimento da Ind\u00fastria, faz quest\u00e3o de pontuar a necessidade de investimentos no mercado nacional e valoriza a alta qualidade das fabricantes.<\/p>\n<p>Abate enxerga um novo momento para o mercado ferrovi\u00e1rio de um modo geral, mas t\u00edmido, ainda bem t\u00edmido. Contudo, com as novas ferrovias saindo do papel, ele espera que o setor volte a comprar, n\u00e3o v\u00ea a hora da Ind\u00fastria voltar a produzir com for\u00e7a total.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><ins class=\"adsbygoogle adsbygoogle-noablate\" data-ad-format=\"auto\" data-ad-client=\"ca-pub-5627642070058516\" data-adsbygoogle-status=\"done\" data-ad-status=\"filled\"><\/p>\n<div id=\"aswift_6_host\">Com a queda do mercado em 2019, ao qual ele define como \u201cfundo do po\u00e7o\u201d, as empresas fizeram desligamentos para que continuassem em p\u00e9, mas a frente da Abifer, tem buscado solu\u00e7\u00f5es para que essa m\u00e3o de obra possa retornar, que novas oportunidades sejam geradas e, assim, possam fortalecer a economia com emprego e renda.<\/div>\n<p><\/ins><\/div>\n<p>Convidado pela equipe da Revista Ferrovi\u00e1ria para uma exclusiva, prontamente aceitou o convite para um bate-papo sobre o atual cen\u00e1rio da Ind\u00fastria e, \u00e9 claro, sobre as perspectivas. Uma verdadeira aula de lideran\u00e7a, conhecimento e, maior que tudo isso, o amor em defender a categoria valorizando o que \u00e9 produzido no Brasil e querendo que este espa\u00e7o cres\u00e7a mais a cada dia.<\/p>\n<p>Sob seu comando, a ABIFER tem lutado constantemente para viabilizar projetos, defendendo a Ind\u00fastria e estreitando a rela\u00e7\u00e3o com as concession\u00e1rias. Ele lamenta o fato de a Ind\u00fastria brasileira ter perdido algumas licita\u00e7\u00f5es para os chineses, j\u00e1 que a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos produtos \u00e9 uma realidade e a entrega das encomendas feita com excelente qualidade e empenho.<\/p>\n<p>Dentre seus in\u00fameros cases de sucesso, Abate ainda \u00e9 consultor das empresas Greenbrier Maxion e Amsted-Maxion. Tamb\u00e9m pudera, j\u00e1 que ele tem o dom de compartilhar seu conhecimento e faz isso de forma leve, voz branda, sempre tranquilo e cordial.<\/p>\n<p>Importante ressaltar que n\u00e3o se pode confundir sua cordialidade com passividade, pelo contr\u00e1rio, sua firmeza em defender a Ind\u00fastria \u00e9 algo que chama bastante aten\u00e7\u00e3o. Ele fala sobre os n\u00fameros, sobre as empresas que deixaram de comprar e das a\u00e7\u00f5es que o faz querer agendar um caf\u00e9 com cada uma delas para entender o que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p>Comenta tamb\u00e9m sobre a preocupa\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria com a sustentabilidade e sobre o avan\u00e7o na quest\u00e3o do hidrog\u00eanio verde, tecnologia que j\u00e1 existe e est\u00e1 sob o dom\u00ednio da ind\u00fastria internacional.<\/p>\n<p>Refor\u00e7a a necessidade de renova\u00e7\u00e3o das frotas existentes, seja com a compra de novos vag\u00f5es ou retrofits, n\u00e3o s\u00f3 para movimentar o mercado, mas para garantir a seguran\u00e7a de todos. Diz que a Ind\u00fastria est\u00e1 pronta para atender a demanda e aposentar vag\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o sucateados, com pontos de corros\u00e3o, espessura fina e deteriorados.<\/p>\n<p>Otimista, pede apoio do Governo, oferece colabora\u00e7\u00e3o para ajudar no desenvolvimento, vai seguir lutando por contrata\u00e7\u00f5es e comemora o Plano Nacional de Ferrovias, que deve regulamentar o setor ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-pullquote\">\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p><strong>Revista Ferrovi\u00e1ria \u2013 Qual a situa\u00e7\u00e3o atual da ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria?<br \/>\nVicente Abate<\/strong>\u00a0\u2013 N\u00f3s temos momentos c\u00edclicos no setor, at\u00e9 porque as concession\u00e1rias, que s\u00e3o as nossas grandes clientes, sejam de cargas ou de passageiros, t\u00eam o seu programa de necessidade de vag\u00f5es, de locomotivas, carros de passageiros, ent\u00e3o, a gente trabalha com eles neste sentido de obter os pedidos, encomendas, que s\u00e3o necess\u00e1rios efetivamente a eles. Na \u00e1rea de vag\u00f5es, h\u00e1 cerca de 10 anos, n\u00f3s t\u00ednhamos os maiores volumes de vag\u00f5es de carga, um n\u00famero de 4.700 vag\u00f5es em cada ano. Ao longo do tempo, houve uma queda para 3.800, para 2.400, at\u00e9 chegar em 2019, que eu chamo de nosso \u201cfundo do po\u00e7o\u201d, com 1.006 vag\u00f5es. A partir da\u00ed, de 2020 em diante, os volumes foram crescendo timidamente. Em 2020 n\u00f3s fizemos 1.672. Em 2021, 1.800 e, nos anos de 2022 e 2023, houve uma queda para 1.250 e 1.271 vag\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Mas em 2024 o cen\u00e1rio se apresentou um pouco mais promissor, n\u00e3o?<br \/>\nVA\u00a0<\/strong>\u2013 Sim, em 2024 n\u00f3s chegamos em 1.547 vag\u00f5es. No caso das locomotivas, um comportamento similar com menores volumes, naturalmente, que de 2019 at\u00e9 2024 n\u00f3s tivemos 34, 29, 67, 54, 30 e 54, respectivamente. Este \u00e9 um quadro at\u00e9 2024, mas em 2025 j\u00e1 temos um volume \u201cendere\u00e7ado\u201d. A nossa previs\u00e3o \u00e9 de 1.600 vag\u00f5es e 45 locomotivas. Neste caso, s\u00e3o volumes relativamente baixos, naturais e tivemos uma m\u00e9dia nos \u00faltimos 10 anos de 80 locomotivas por ano, que \u00e9 um bom volume, se a gente considerar condi\u00e7\u00e3o de mercado.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 E no caso dos carros de passageiros?<br \/>\n<\/strong>VA \u2013 Nos \u00faltimos anos esteve parado, mas n\u00f3s temos uma reativa\u00e7\u00e3o deste quadro devido a dois aspectos principais: o primeiro, embora o volume seja pequeno, mas de qualquer forma \u00e9 um tema bastante consider\u00e1vel e importante, \u00e9 a quest\u00e3o do Aerom\u00f3vel do Aeroporto de Guarulhos, inclusive, tivemos uma apresenta\u00e7\u00e3o da Aerom, empresa detentora deste projeto, que nos permitiu percorrer todo o circuito de 2,7 quil\u00f4metros. Fizemos at\u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o no trem com sacos de areia, que foram dispostos para simular a carga. Foi um passeio excepcional, onde constatamos que este projeto j\u00e1 \u00e9 vencedor. \u00c9 claro que a fabricante est\u00e1 fazendo todos os testes necess\u00e1rios e assim que eles terminarem o processo de uma classifica\u00e7\u00e3o SIL 4, que \u00e9 a maior classifica\u00e7\u00e3o em termos de sinaliza\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o e tudo mais, j\u00e1 tem um Centro de Controle Operacional, que n\u00f3s tamb\u00e9m visitamos, ent\u00e3o, hoje \u00e9 uma realidade este projeto. A previs\u00e3o para este ano, al\u00e9m do Aerom\u00f3vel, n\u00f3s temos 274 carros da Alstom que est\u00e3o sendo fabricados para exporta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tr\u00eas pedidos de exporta\u00e7\u00e3o sendo fabricados na unidade de Taubat\u00e9, em S\u00e3o Paulo. Enquanto isso, est\u00e3o sendo fornecidos, inclusive, recentemente, o \u00faltimo lote de carros para as linhas 8 e 9 da ViaMobilidade, que j\u00e1 foram entregues. Este n\u00famero j\u00e1 compreende, em 2025, essas entregas e, a partir de tr\u00eas, quatro anos, uma m\u00e9dia de 250 carros por ano ser\u00e3o entregues.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 E a licita\u00e7\u00e3o dos novos trens do Metr\u00f4 S\u00e3o Paulo?<br \/>\nVA\u00a0<\/strong>\u2013 S\u00e3o 44 trens. Houve o ganho do cons\u00f3rcio formado por Comporte e CRRC. Uma das concession\u00e1rias que estava ligada a um fabricante n\u00e3o participou e n\u00e3o houve leil\u00e3o. Praticamente, eu diria, a condi\u00e7\u00e3o para o TIC de S\u00e3o Paulo e Campinas acabou ficando com o pr\u00f3prio grupo da Comporte, dos chineses. Estamos trabalhando e com not\u00edcia de que o governador Tarc\u00edsio de Freitas est\u00e1 bem avan\u00e7ado com este grupo no sentido de ter uma f\u00e1brica montada para estes trens, tanto estes quanto os do pr\u00f3prio Metr\u00f4, que foi uma outra licita\u00e7\u00e3o que, infelizmente, n\u00f3s acabamos perdendo. Foi uma licita\u00e7\u00e3o por leil\u00e3o eletr\u00f4nico. Temos muita restri\u00e7\u00e3o a que isso seja feito no leil\u00e3o eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Por qu\u00ea?<br \/>\nVA<\/strong>\u00a0\u2013 Ele \u00e9 muito emocional! O grupo chin\u00eas tem um capital que pode ir avan\u00e7ando e no momento X do t\u00e9rmino do leil\u00e3o, a Ind\u00fastria acabou n\u00e3o acompanhando, ent\u00e3o, n\u00f3s tivemos essa perda, mas importante \u00e9 que dessa defini\u00e7\u00e3o n\u00f3s temos a possibilidade de ter mais um fabricante instalado no Pa\u00eds e ser\u00e1 muito bem acolhido pela pr\u00f3pria Abifer. Nossa miss\u00e3o \u00e9 fomento \u00e0 ind\u00fastria instalada no pa\u00eds, gerando emprego e renda brasileira, ent\u00e3o ser\u00e1 muito importante que eles estejam aqui. O governador j\u00e1 sinalizou, eles est\u00e3o tentando fazer a negocia\u00e7\u00e3o para ocupar uma f\u00e1brica em Araraquara.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 O senhor falou que tinha uma m\u00e9dia de 80 locomotivas por ano e para 2025 estima-se 45, um n\u00famero menor do que se esperava ent\u00e3o? Por qu\u00ea?<br \/>\nVA<\/strong> \u2013 A gente tra\u00e7ou essa meta aritm\u00e9tica dos 10 anos para ter ideia de quanto foi o volume. Este cen\u00e1rio \u00e9 o que se apresenta no momento em termos de vis\u00e3o das concession\u00e1rias. N\u00f3s trabalhamos sempre com a previs\u00e3o das concession\u00e1rias para que possamos estabelecer o volume do ano. A previs\u00e3o para 2025 pode ser alterada e esperamos que para mais, muito embora o lead time de fabrica\u00e7\u00e3o de locomotiva seja mais longo do que os vag\u00f5es que, por exemplo, se voc\u00ea tiver uma encomenda em um momento X, em seis meses voc\u00ea j\u00e1 consegue entregar o primeiro lote de vag\u00f5es, enquanto as locomotivas j\u00e1 tem um processo um pouco mais demorado, at\u00e9 pelo fato de conter itens, alguns importados, como \u00e9 o caso dos motores diesel e outros componentes. O \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 bastante forte, pouco mais de 50% para as locomotivas enquanto para os vag\u00f5es, o \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 de 97%. N\u00f3s s\u00f3 importamos rolamentos e, ainda assim, os rolamentos hoje existentes no mercado j\u00e1 em uso s\u00e3o remanufaturados por empresas associadas da Abifer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Os trens de passageiros est\u00e3o num bom \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o. Isso facilita o acesso ao mercado? VA \u2013\u00a0<\/strong>Sim, com agilidade e excelente qualidade. Por exemplo, o Aerom\u00f3vel tem o percentual um pouco maior que 90% e os trens de passageiros s\u00e3o fabricados no Brasil, com um ou outro componente importado, mas a via de regra fabricado no Brasil.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Sobre os vag\u00f5es, podemos notar que teve um respiro no setor com 1.547 unidades. Este era realmente o n\u00famero esperado quando comparado ao ano de 2023? Ficou dentro da expectativa?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Ele veio crescendo de 2019 at\u00e9 2024, mas considero um crescimento t\u00edmido. Chega agora para 2025 com a previs\u00e3o de 1.600. N\u00f3s n\u00e3o podemos ainda afirmar, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 perto, mas esperamos que a partir de 2026 volte naqueles volumes de tr\u00eas mil vag\u00f5es por ano, entrando num ciclo favor\u00e1vel na constru\u00e7\u00e3o de vag\u00f5es e vale dizer que para locomotivas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o a sustentabilidade, como a Ind\u00fastria est\u00e1 fazendo para se adequar as necessidades?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>N\u00f3s temos, tanto no setor de locomotivas quanto no setor de trens de passageiros, muitas inova\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas. Temos locomotivas que j\u00e1 est\u00e3o totalmente digitalizadas, ent\u00e3o voc\u00ea consegue ter o acompanhamento on-line da opera\u00e7\u00e3o e de outros fatores tamb\u00e9m. As nossas associadas, tanto a Wabtec, l\u00e1 de Contagem, quanto a Progress Rail, de Sete Lagoas, est\u00e3o trabalhando, inclusive na Calif\u00f3rnia, que \u00e9 o centro de desenvolvimento desta tecnologia, para poder termos locomotivas h\u00edbridas no Brasil.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Existe uma previs\u00e3o de data para isso?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>N\u00e3o h\u00e1 uma previs\u00e3o de data porque n\u00f3s dependemos da pr\u00f3pria fabrica\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio no Brasil, que ainda n\u00e3o existe. Ent\u00e3o, estamos aguardando. Existem v\u00e1rios portos que est\u00e3o trabalhando na quest\u00e3o do hidrog\u00eanio verde, inclusive, um dos mais avan\u00e7ados \u00e9 Pec\u00e9m, no Cear\u00e1, depois n\u00f3s temos Suape, Porto Igua\u00e7u e Santos, para que a gente possa ter o hidrog\u00eanio verde produzido no Brasil. Na medida em que ele for produz ido, ato cont\u00ednuo \u00e0 tecnologia do hidrog\u00eanio verde, tanto de locomotivas quanto de trens de passageiros, ser\u00e1 repassada pelas matrizes dos nossos associados, como os dois fabricantes de locomotivas e os de trens de passageiros tamb\u00e9m. N\u00f3s tivemos na InnoTrans de 2022 um percurso em um trem da Alstom movido a hidrog\u00eanio, ent\u00e3o, \u00e9 uma tecnologia que j\u00e1 se encontra estabelecida na Europa, na Fran\u00e7a, na Alemanha e, no caso do VLT a hidrog\u00eanio tamb\u00e9m, com a Hyundai Rotem, na \u00c1sia. \u00c9 uma tecnologia que a gente entende que \u00e9 nova fronteira e que estar\u00e1 sendo alcan\u00e7ada na medida em que tivermos estes portos com capacidade de produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio. A tecnologia j\u00e1 existe e \u00e9 dominada pela ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria internacional.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Bacana saber que as empresas compreendem a import\u00e2ncia desta adequa\u00e7\u00e3o. Sustentabilidade \u00e9 uma necessidade, uma realidade.<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Sem d\u00favida alguma. Gostaria de mencionar mais um ponto porque n\u00f3s falamos de equipamentos que s\u00e3o autopropulsados. Se voc\u00ea pegar um vag\u00e3o de carga, que \u00e9 simplesmente tracionado, n\u00f3s temos a Greenbrier Maxion, que fez h\u00e1 dois anos um teste em vag\u00f5es em t\u00fanel de vento l\u00e1 no Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica (ITA) e conseguiu comprovar uma melhoria de efici\u00eancia energ\u00e9tica de 8,5%, inclusive com redu\u00e7\u00e3o do coeficiente de atrito da ordem de 23%, ent\u00e3o, \u00e9 um tema que est\u00e1 totalmente inserido na ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria brasileira. Com tudo isso, temos tamb\u00e9m um fator que \u00e9 importante, que \u00e9 o nosso contato com as concession\u00e1rias de cargas e passageiros, no sentido de trabalharmos em conjunto neste tema de hidrog\u00eanio verde, e outros mais que possam surgir ou que tenham surgido, para um desenvolvimento melhor do transporte ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p><strong>RF \u2013 A Abifer tem a vis\u00e3o macro das encomendas de uma forma geral, mesmo sem exposi\u00e7\u00e3o da operadora ou fabricante. Como est\u00e1 a perspectiva?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Seguramente cada uma delas tem feito suas encomendas. N\u00f3s temos um ponto que \u00e9 muito caro a n\u00f3s e j\u00e1 manifestamos a nossa preocupa\u00e7\u00e3o junto ao Minist\u00e9rio dos Transportes, a pr\u00f3pria Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de renova\u00e7\u00e3o da frota existente. \u00c9 uma frota que est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o no sentido de substitui\u00e7\u00e3o de vag\u00f5es obsoletos por vag\u00f5es mais modernos. Estamos trabalhando muito na quest\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o de frota com os vag\u00f5es tanques. Nossa preocupa\u00e7\u00e3o no vag\u00e3o tanque \u00e9 evitar eventualmente alguns desastres que podem ocorrer. Recentemente, alguns vag\u00f5es acabaram pegando fogo no transporte de \u00e1lcool, mas, de qualquer forma, n\u00f3s tivemos problemas no passado que queremos evitar. Trabalho nosso, da Ind\u00fastria, \u00e9 prover tecnologia para a troca destes vag\u00f5es, que j\u00e1 teriam que estar desmobilizados, que apresentam espessura mais fina, com v\u00e1rios pontos de corros\u00e3o e que s\u00e3o preocupantes. Neste sentido, a Ind\u00fastria tamb\u00e9m est\u00e1 tentando desenvolver novas tecnologias para vag\u00f5es tanques e uma delas seria o encapsulamento de um tanque em outro. Com uma esp\u00e9cie de colch\u00e3o entre as superf\u00edcies, n\u00f3s ter\u00edamos um trabalho muito reduzido de eventuais problemas que possam ocorrer, que d\u00ea tempo para que haja um socorro e que o vag\u00e3o n\u00e3o seja destru\u00eddo e nem vidas perdidas. \u00c9 uma das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que vale mencionar e que est\u00e1 sendo estudada pela Ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Em entrevista a RF, no in\u00edcio do ano, o senhor disse que aguardava ansiosamente encomendas da Vale, que j\u00e1 estava h\u00e1 mais de cinco anos sem novas encomendas. Algo mudou?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>N\u00e3o, tudo igual. Infelizmente, de todas as concession\u00e1rias, a Vale \u00e9 a que mais est\u00e1 afastada da Ind\u00fastria com essa falta de encomendas por este per\u00edodo e n\u00e3o temos nenhuma vis\u00e3o de que eles possam vir a comprar no momento. Neste meio tempo, n\u00f3s tivemos uma encomenda de carros diversos para o sistema de Vit\u00f3ria a Minas e Caraj\u00e1s adquiridos dos chineses. Fizemos uma nota dessa preocupa\u00e7\u00e3o que v\u00ednhamos discutindo, negociando (as ind\u00fastrias que estavam no processo) e, de repente, houve uma interrup\u00e7\u00e3o nas negocia\u00e7\u00f5es por tr\u00eas meses mais ou menos. Isso foi em maio de 2024, mas, no \u00faltimo m\u00eas, eles lan\u00e7aram que estavam comprando 62 carros dos chineses. N\u00e3o sei qual a avalia\u00e7\u00e3o que a Vale tem feito deste mercado, mas ela n\u00e3o tem comprado vag\u00f5es, n\u00e3o tem comprado trens, locomotivas houve uma compra de uma nossa associada, tanto pra Vit\u00f3ria a Minas quanto para Caraj\u00e1s, mas em termos de vag\u00f5es e carros n\u00e3o tem havido. Teremos uma conversa com a presid\u00eancia da Vale para nos aproximarmos e verificar se houve algum problema que a gente possa ajustar na medida em que eles tenham essa necessidade. De qualquer forma, esper\u00e1vamos, al\u00e9m de uma encomenda eventual de vag\u00f5es completos, que pudesse haver uma compra de caixas de vag\u00f5es. N\u00f3s temos informa\u00e7\u00e3o que existem cerca de quatro mil caixas no sistema norte e outras quatro mil no sistema sul, que est\u00e3o em final de vida \u00fatil e que seria importante n\u00f3s estabelecermos um contrato com a Vale de reposi\u00e7\u00e3o dessas caixas sem a necessidade de fornecermos o vag\u00e3o completo, mas n\u00e3o houve entendimento. A gente acha que com este contato mais pr\u00f3ximo com a Vale, tenhamos a condi\u00e7\u00e3o de rever este projeto e poder fornecer. E olha, n\u00e3o precisa que a gente forne\u00e7a, e nem d\u00e1 pra Ind\u00fastria ter essa capacidade de fornecer tudo de uma vez, mas estamos falando em oito mil caixas de vag\u00f5es, ou seja, algo como, falando com um n\u00famero bem aleat\u00f3rio agora, entre 400 e 800 caixas por ano, \u00e9 bem razo\u00e1vel e isso ajudaria a Ind\u00fastria no momento que ela tivesse um volume menor de fabrica\u00e7\u00e3o de vag\u00f5es novos. Embora tenhamos para este ano, 2.600 previstos, a Ind\u00fastria tem capacidade de fazer.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Os an\u00fancios do Novo PAC mobilizaram o setor com novas encomendas ou s\u00e3o muitas promessas? VA \u2013\u00a0<\/strong>Olha, realmente a encomenda, al\u00e9m de c\u00edclica, e com alguma falta de previsibilidade, ela \u00e9 complexa e nos atrapalha. Pensamos que isso pode ser melhorado. Mas temos a not\u00edcia sobre o Plano Nacional de Ferrovias, do Minist\u00e9rio dos Transportes, que faz parte dos recursos que o ministro Renan Filho discutiu de R$1,7 trilh\u00e3o em investimentos no setor, ent\u00e3o estamos aguardando ansiosamente este Plano, que deve regulamentar e expor aquilo que o Governo enxerga como importante para que o setor ferrovi\u00e1rio possa crescer mais do que tem crescido. Chegamos a nos colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio dos Transportes para poder ajudar na confec\u00e7\u00e3o deste Plano e n\u00e3o tivemos \u00eaxito neste sentido, mas entendemos que o Minist\u00e9rio \u00e9 aut\u00f4nomo pra poder criar e, claro, quando ele for lan\u00e7ado vai ser discutido, possivelmente haja alguma audi\u00eancia p\u00fablica pra isso e esperamos ter oportunidade de poder colaborar. A nossa Ind\u00fastria est\u00e1 plenamente aberta para colabora\u00e7\u00e3o com o Governo.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 E sobre as renova\u00e7\u00f5es antecipadas?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>J\u00e1 foram feitas quatro: a Rumo Malha Paulista, as duas ferrovias da Vale e MRS. As tr\u00eas primeiras em 2020 e a MRS em 2022. Existem planos em investimentos previstos para essa quest\u00e3o das renova\u00e7\u00f5es na ordem de R$ 65 bilh\u00f5es, que a gente espera que possam abarcar tamb\u00e9m a pr\u00f3pria Ind\u00fastria. Hoje falta a renova\u00e7\u00e3o da FCA, que \u00e9 de extrema import\u00e2ncia at\u00e9 pelo porte da malha, de mais de sete mil quil\u00f4metros. Estamos aguardando tamb\u00e9m a audi\u00eancia p\u00fablica para que possam ser expostos os planos. N\u00f3s temos informa\u00e7\u00f5es de que o plano da FCA \u00e9 muito vultoso. Falou-se uma \u00e9poca em R$15 bilh\u00f5es, j\u00e1 ouvimos n\u00fameros como R$30 bilh\u00f5es, ent\u00e3o, seria um quarto ou at\u00e9 metade daquilo que j\u00e1 foi constru\u00eddo at\u00e9 agora. E da Rumo Malha Sul, um outro trecho de ferrovia que seria importante tamb\u00e9m a gente ter a renova\u00e7\u00e3o antecipada. Sem falar das autoriza\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias! Estamos aguardando leil\u00f5es. No caso da nova Ferroeste, por exemplo, com cerca de 1,7 quil\u00f4metros entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e a regi\u00e3o de Balsas, perto de Paranagu\u00e1, que est\u00e3o em fase de licenciamento ambiental. \u00c9 um projeto que deve ocorrer dentro do primeiro semestre de 2025. Tem o projeto da Eldorado, de constru\u00e7\u00e3o de len\u00e7\u00f3is at\u00e9 a regi\u00e3o da Rumo Malha Paulista, 90 quil\u00f4metros. Tem um projeto pequeno, mas de extrema import\u00e2ncia, da Ultracargo, no Porto de Santos, de tr\u00eas quil\u00f4metros, para ligar o Terminal da Ultracargo a MRS. Temos, ainda, o projeto da Macro Investimentos, de 1,6 quil\u00f4metros, desde o futuro Porto Kennedy, que a pr\u00f3pria Macro est\u00e1 desenvolvendo no Esp\u00edrito Santo at\u00e9 a regi\u00e3o de An\u00e1polis, na Norte-Sul, uma variante, e a outra at\u00e9 Concei\u00e7\u00e3o de Mato Dentro, em Minas Gerais. E a Gr\u00e3o-Par\u00e1 Maranh\u00e3o, que tem a\u00ed outros 600 quil\u00f4metros, al\u00e9m da EF-118, que tivemos recentemente audi\u00eancias p\u00fablicas favor\u00e1veis para poder chegar ao Porto Igua\u00e7u, j\u00e1 que o trecho inicial de Cariacica at\u00e9 Anchieta, a Vale est\u00e1 construindo como investimento cruzado. Estamos falando de cerca de 4,5 quil\u00f4metros de novas ferrovias que dever\u00e3o sair atrav\u00e9s das autoriza\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Temos ent\u00e3o um maior movimento para o setor?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Com certeza. Todo este movimento de novas ferrovias ou mesmo revitaliza\u00e7\u00e3o de ferrovias \u00e9 diretamente revertido para a pr\u00f3pria Ind\u00fastria porque desde a fabrica\u00e7\u00e3o, a execu\u00e7\u00e3o da via permanente, onde n\u00f3s temos dormentes, aparelhos de mudan\u00e7a de via, grampos de fixa\u00e7\u00e3o, que a ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria \u00e9 capacitada de fornecer e depois, naturalmente, vag\u00f5es e locomotivas que sejam necess\u00e1rios para a constru\u00e7\u00e3o. Embora as construtoras tenham a sua frota pr\u00f3pria, mas, de repente, h\u00e1 a necessidade de algum tipo de vag\u00e3o, m\u00e1quinas de manuten\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de via, que s\u00e3o associadas da Abifer, tamb\u00e9m teriam um grande movimento nisso e a fabrica\u00e7\u00e3o de vag\u00f5es e locomotivas para opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 E os retrofits?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Quando pensamos na renova\u00e7\u00e3o da frota de vag\u00f5es, n\u00e3o pensamos somente nos vag\u00f5es tanques, que s\u00e3o mais preocupantes em termos de opera\u00e7\u00f5es que possam gerar algum acidente ou alguma coisa deste tipo que inclusive, at\u00e9 agora, n\u00e3o atingiu nenhuma pessoa, mas existe este risco. Na renova\u00e7\u00e3o de frotas temos a possibilidade de trazer vag\u00f5es e locomotivas para a frota brasileira das concession\u00e1rias, que sejam recuperados e possam n\u00e3o ter necessidade de ser fabrica\u00e7\u00e3o nova. O retrofi t poderia ser feito pela pr\u00f3pria Ind\u00fastria e n\u00f3s estamos abertos a isso. Tudo o que for poss\u00edvel, sejam vag\u00f5es, locomotivas ou trens novos, mas tamb\u00e9m retrofit, estamos totalmente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 mesmo com o cen\u00e1rio t\u00edmido e ainda bem longe do que a Ind\u00fastria espera, temos novos trechos saindo do papel?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>A Vale est\u00e1 construindo uma ferrovia de quase 500 quil\u00f4metros entre \u00c1gua Boa, no Mato Grosso, e Mara Rosa, na confl u\u00eancia com a Ferrovia Norte-Sul, que deve fi car pronta em mais dois ou tr\u00eas anos, faz parte do futuro sistema Fico- -Fiol. Neste caso de \u00c1gua Boa\/Mara Rosa \u00e9 no trecho da Fico e depois de Mara Rosa seria alcan\u00e7ado a Fiol. Assim como a Bamin, a Fiol existe hoje num trecho primeiro e j\u00e1 em uma boa parte de um trecho segundo; quando chegar no trecho tr\u00eas, ao inv\u00e9s de ir diretamente \u00e0 Figueir\u00f3polis (ideia inicial) na Norte Sul, vai sair de Barreiras e ir \u00e0 Mara Rosa. Essa sugest\u00e3o partiu do Minist\u00e9rio dos Transportes e da pr\u00f3pria Abifer.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Quais as principais vantagens deste novo percurso?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>N\u00e3o faz sentido voc\u00ea ir at\u00e9 Figueir\u00f3polis quando voc\u00ea pode ir \u00e0 Mara Rosa e fazer o sistema Fico-Fiol muito mais robusto, sem contar na economia.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Por falar em robustez, mato Grosso tem sido caminho das estradas de ferro. Como a Abifer enxerga este momento?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>Mato Grosso, o maior celeiro de gr\u00e3os do pa\u00eds, qui\u00e7\u00e1 do mundo, vai ter tr\u00eas ferrovias: essa que sai de Rondon\u00f3polis e vai at\u00e9 Lucas do Rio Verde, depois de \u00c1gua Boa, que \u00e9 relativamente mais abaixo, tem uma dist\u00e2ncia de 600 quil\u00f4metros, mas que poder\u00e1 ser constru\u00edda essa vertente pra chegar em Mara Rosa e tem, tamb\u00e9m, a futura Ferrogr\u00e3o, que esperamos que seja definitivamente destravada com a quest\u00e3o da interposi\u00e7\u00e3o de recursos, de a\u00e7\u00f5es de um partido pol\u00edtico, que j\u00e1 est\u00e1 sendo discutida pelo Minist\u00e9rio dos Transportes, inclusive com avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao que o STF j\u00e1 proporcionou no Conselho Arbitral. A Ferrogr\u00e3o n\u00e3o tem previs\u00e3o de data, mas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que ela poder\u00e1 sair num determinado momento, ent\u00e3o, \u00e9 outra ferrovia de quase mil quil\u00f4metros que estar\u00e1 no Mato Grosso. N\u00f3s temos uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito positiva de novos projetos e, na medida em que haja expans\u00e3o do setor, a ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria ser\u00e1 chamada para intervir, seja para via permanente no in\u00edcio, seja depois na opera\u00e7\u00e3o pelas concession\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>RF \u2013 Para o ano de 2025, o que busca a Abifer?<br \/>\nVA \u2013\u00a0<\/strong>N\u00f3s precisamos do apoio do Governo, que \u00e9 muito importante. O Plano Nacional de Ferrovias, por exemplo, j\u00e1 vem somar. Que possamos propor uma nova gest\u00e3o, uma nova admiss\u00e3o de pessoas no pr\u00f3prio setor. Com os volumes que acabaram caindo ao longo do tempo, as fabricantes tiveram que fazer desligamentos e queremos que o setor volte a ter contrata\u00e7\u00f5es. O setor crescendo, poderemos voltar a contratar e tentar recuperar, ao menos, parte desta m\u00e3o de obra que n\u00f3s perdemos ao longo do tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Revista Ferrovi\u00e1ria Data: 10\/04\/2025 Ele \u00e9 um entusiasta do setor ferrovi\u00e1rio, sempre antenado aos fatos e disposto a somar. \u00c9 engenheiro metalurgista, formado pela Escola de Engenharia Mau\u00e1. Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Ferrovi\u00e1ria (Abifer), Vicente Abate coleciona hist\u00f3rias e muito conhecimento sobre os trilhos. 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