{"id":89296,"date":"2025-07-28T18:58:22","date_gmt":"2025-07-28T21:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/abifer.org.br\/?p=89296"},"modified":"2025-07-28T18:58:22","modified_gmt":"2025-07-28T21:58:22","slug":"do-caos-ao-transporte-inteligente-como-as-cidades-brasileiras-podem-reinventar-a-mobilidade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abifer.org.br\/en\/do-caos-ao-transporte-inteligente-como-as-cidades-brasileiras-podem-reinventar-a-mobilidade-urbana\/","title":{"rendered":"Do caos ao transporte inteligente: como as cidades brasileiras podem reinventar a mobilidade urbana"},"content":{"rendered":"<pre style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/100-anos\/especial\/do-caos-ao-transporte-inteligente-como-as-cidades-brasileiras-podem-reinventar-a-mobilidade-urbana.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Fonte: O Globo\r\nData: 27\/07\/2025<\/em><\/strong><\/a><\/pre>\n<p>Noel Rosa j\u00e1 cantou que o bonde parecia uma carro\u00e7a: \u201ccoisa nossa, muito nossa\u201d, atestou o bamba, em 1932. Meio s\u00e9culo depois, a escola de samba Em Cima da Hora viajaria pelos trilhos do sub\u00farbio carioca com o trabalhador que, de \u201cpeito amargurado\u201d, batucava na marmita para esquecer a tristeza quando o trem quebrava. Na d\u00e9cada seguinte, Gabriel o Pensador alertou: \u201c\u00c9 um assalto, malandro!\u201d E se choveu, pronto, \u201ctudo alagado\u201d. Era a rotina, convertida em rap, de quem sacolejava nos \u00f4nibus da antiga linha 175 (Barra da Tijuca-Central).<\/p>\n<p>O ir e vir de milh\u00f5es de brasileiros nos transportes costuma inspirar a m\u00fasica popular. As agruras cantadas no passado resistem, como evidencia a vida em metr\u00f3poles como Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Mas, se os artistas continuar\u00e3o refletindo esse cotidiano, outros cen\u00e1rios devem aparecer em suas obras.<\/p>\n<p>A mobilidade urbana do futuro j\u00e1 est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. Dos ve\u00edculos aut\u00f4nomos \u00e0 intelig\u00eancia artificial (IA) a servi\u00e7o da gest\u00e3o do tr\u00e1fego, tend\u00eancias ganham as ruas mundo afora. Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas imp\u00f5em a urg\u00eancia de solu\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis, como a eletrifica\u00e7\u00e3o das frotas de \u00f4nibus. E o desenvolvimento de novas tecnologias acelera a expectativa de tornar as cidades mais dispon\u00edveis a todos.<\/p>\n<p>\u2014 Ser\u00e1 uma mobilidade descarbonizada, com a extin\u00e7\u00e3o gradativa do uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, aut\u00f4noma e conectada, com mais ve\u00edculos guiados por IA. Vai ser tamb\u00e9m compartilhada, sob demanda, reduzindo a propriedade de ve\u00edculos individuais, e altamente planejada e orientada por dados \u2014 prev\u00ea Glaydston Ribeiro, professor do programa de Engenharia de Transportes da Coppe\/UFRJ. \u2014 Vejo as cidades interagindo com os ve\u00edculos, e os ve\u00edculos interagindo com as cidades, que devem ser mais humanas e equitativas, nas quais o transporte n\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 um meio, mas um direito que estrutura o acesso a elas.<\/p>\n<p>No p\u00e9 no ch\u00e3o da realidade nacional, diz Ribeiro, alcan\u00e7ar esse amanh\u00e3 n\u00e3o \u00e9 utopia, por\u00e9m \u00e9 preciso agir. Estudos com compara\u00e7\u00f5es globais p\u00f5em em perspectiva os desafios brasileiros. Enquanto os servi\u00e7os de alta capacidade, como trem e metr\u00f4, s\u00e3o recomendados para as \u00e1reas mais populosas, um relat\u00f3rio recente da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte P\u00fablico (UITP, na sigla em ingl\u00eas) mostra que, com base em dados de 2022, a Regi\u00e3o Metropolitana do Rio tinha quatro quil\u00f4metros de linhas de metr\u00f4 para cada um milh\u00e3o de habitantes, e a de S\u00e3o Paulo, mais numerosa, cinco. Na mesma propor\u00e7\u00e3o, Londres contava com 46 quil\u00f4metros, Madri, com 44, e Santiago do Chile, 20.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Impacto na sa\u00fade<\/h5>\n<p>Outro levantamento sobre transporte p\u00fablico, do aplicativo Moovit, indica que, no ano passado, o Rio registrou o maior tempo m\u00e9dio entre dez capitais do pa\u00eds no deslocamento casa-trabalho: 58 minutos, o oitavo pior resultado entre 50 regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>\u2014 No final do dia, olhamos para as pessoas e vemos indigna\u00e7\u00e3o, cansa\u00e7o. \u00c9 sofrimento que impacta na sa\u00fade f\u00edsica e mental delas \u2014 lamenta Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, centro de estudos que produz o \u00cdndice de Qualidade da Mobilidade Urbana. \u2014 Em entrevistas em S\u00e3o Paulo, Rio e Belo Horizonte, a popula\u00e7\u00e3o deu notas de zero a 10 aos transportes. Nenhuma das capitais chegou \u00e0 m\u00e9dia ideal. A do Rio foi a pior: 4,6 (contra 4,8 em Belo Horizonte e 5,4 em S\u00e3o Paulo) \u2014 afirma ele sobre a edi\u00e7\u00e3o de abril da pesquisa.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Tarifas pesadas<\/h5>\n<p>O diagn\u00f3stico, segundo Quintella, passa por integra\u00e7\u00e3o ineficiente entre os modais e passagens que pesam no bolso. No Rio, onde a tarifa \u00fanica segue como promessa, um dos desencontros mais recentes envolve a bilhetagem eletr\u00f4nica. Prefeitura e estado n\u00e3o chegam a um acordo e, a partir do m\u00eas que vem, muitos usu\u00e1rios ter\u00e3o que usar dois cart\u00f5es (Ja\u00e9 e Riocard) se embarcarem, por exemplo, numa linha de \u00f4nibus municipal e, depois, num trem.<\/p>\n<p>\u2014 Costumo dizer: de nada adianta uma cidade inteligente, com tecnologia, se n\u00e3o h\u00e1 o b\u00e1sico \u2014 lamenta Quintella.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o do que se preconiza, cresceu no p\u00f3s-pandemia da Covid-19 o uso do transporte motorizado individual, e mais gente migrou para carros e motos por aplicativo. Mas h\u00e1 luz no fim do t\u00fanel, afirmam especialistas: atalhos na busca de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Alguns foram testados e adotados. Entre eles, a constru\u00e7\u00e3o de terminais multimodais, como o carioca Gentileza \u2014 que integra \u00f4nibus, BRTs e VLT \u2014 e a instaura\u00e7\u00e3o de autoridades metropolitanas para articular decis\u00f5es conjuntas entre cidades, como faz a Grande Vit\u00f3ria. O transporte sobre trilhos se imp\u00f5e. E seguem na agenda faixas exclusivas para \u00f4nibus, BRT e solu\u00e7\u00f5es hidrovi\u00e1rias, como as barcas no Rio e o projeto de transporte aqu\u00e1tico pelos rios de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Outros caminhos se apoiam nas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. N\u00e3o s\u00e3o os carros voadores que, embora em testes, podem demorar a se tornar vi\u00e1veis em larga escala. Trata-se de apostas mais fact\u00edveis e aplic\u00e1veis nos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p>Nesse rumo, Estocolmo, na Su\u00e9cia, e Helsinque, na Finl\u00e2ndia, est\u00e3o na vanguarda no modelo de MaaS (mobilidade como servi\u00e7o), que n\u00e3o tem nada de restrito a contextos como o dos pa\u00edses n\u00f3rdicos. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transportes define que o conceito se baseia \u201cna integra\u00e7\u00e3o entre os modos de transporte dispon\u00edveis em um determinado territ\u00f3rio, sejam eles p\u00fablicos ou privados, individuais ou coletivos\u201d. Glaydston Ribeiro explica que isso pode ocorrer por meio de uma plataforma digital ou aplicativo para celular em que a pessoa consegue encontrar as informa\u00e7\u00f5es sobre os trajetos que deseja, planejar seu itiner\u00e1rio da forma mais r\u00e1pida e confort\u00e1vel, reservar e pagar as tarifas de forma \u00fanica (por viagem, mensalidade ou at\u00e9 anuidade). Tudo \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 IA e \u00e0 internet das coisas (IoT), sensores instalados em ve\u00edculos, sinais e vias p\u00fablicas passaram a ser empregados em diversas cidades para otimizar a gest\u00e3o do tr\u00e1fego, regular padr\u00f5es de sem\u00e1foros, prever congestionamentos e recomendar rotas alternativas, al\u00e9m de identificar as \u00e1reas de estacionamento livre. Desde o come\u00e7o deste ano, o Rio \u00e9 uma das capitais que testam sua IA, chamada de Cora, no Centro de Opera\u00e7\u00f5es e Resili\u00eancia (COR). O objetivo \u00e9 estabelecer protocolos para agilizar respostas a engarrafamentos e intemp\u00e9ries.<\/p>\n<p>Planeta afora, essa nova revolu\u00e7\u00e3o digital permite que ve\u00edculos aut\u00f4nomos convivam com convencionais, seja no transporte de passageiros, como os \u201crobot\u00e1xis\u201d de S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos, ou na entrega de mercadorias, como acontece em Vilnius, capital da Litu\u00e2nia. \u00c9 quest\u00e3o de tempo esbarrar com uma dessas novidades na Avenida Paulista, no carioca T\u00fanel Rebou\u00e7as ou no Eixo Monumental de Bras\u00edlia.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Mobilidade sustent\u00e1vel<\/h5>\n<p>J\u00e1 o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, do Minist\u00e9rio das Cidades e do BNDES, cita Londres como refer\u00eancia. Na capital inglesa, est\u00e1 em curso uma estrat\u00e9gia de redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia dos carros, amplia\u00e7\u00e3o para 80% da propor\u00e7\u00e3o de viagens a p\u00e9, de bicicleta ou por transporte p\u00fablico coletivo at\u00e9 2041, redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das mortes no tr\u00e2nsito e promo\u00e7\u00e3o de mobilidade sustent\u00e1vel. Uma a\u00e7\u00f5es j\u00e1 \u00e9 famosa: a Zona de Emiss\u00e3o Ultra Baixa (Ulez), onde motoristas de ve\u00edculos mais poluentes pagam taxa para entrar.<\/p>\n<p>No Brasil, \u00e9 impositivo levar a mobilidade para o centro do debate sobre a crise clim\u00e1tica, diz Nabil Bonduki, professor de Planejamento Urbano da USP e vereador em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u2014 V\u00eam da mobilidade urbana 60% a 65% dos gases de efeito estufa nas cidades. Uma pessoa em um carro emite aproximadamente 75% mais que um passageiro de \u00f4nibus. Por isso, \u00e9 inevit\u00e1vel a transi\u00e7\u00e3o do modal individual para o coletivo \u2014 diz ele, que aposta na eletrifica\u00e7\u00e3o da frota como parte das medidas para um futuro sustent\u00e1vel. \u2014 Devemos acelerar a eletrifica\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus e dos carros.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, apesar de cerca de tr\u00eas vezes mais caros, \u00f4nibus el\u00e9tricos integram a paisagem de capitais como Santiago (Chile) e Bogot\u00e1 (Col\u00f4mbia). No Brasil, se espalham aos poucos. A plataforma E-bus Radar, que monitora a transi\u00e7\u00e3o, indica que, dos 1.059 \u00f4nibus el\u00e9tricos em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds em abril passado, 789 (74,5%) estavam na cidade de S\u00e3o Paulo. No programa federal Novo PAC foram inclu\u00eddos investimentos para a compra, nos setores p\u00fablico e privado, de cerca de 2.300 desses ve\u00edculos. No Rio, a prefeitura promete que, na licita\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus municipais prevista para ocorrer em etapas at\u00e9 o fim de 2028, a nova frota ter\u00e1 motor Euro 6 (movido a diesel, por\u00e9m, menos poluente) e, em menor parcela, bateria el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A eletricidade tamb\u00e9m move bicicletas, patinetes e motonetas que tomam \u00e1reas da Zona Sul do Rio ou a regi\u00e3o da Faria Lima, em S\u00e3o Paulo. S\u00e3o recursos da chamada mobilidade ativa ou micromobilidade, que inclui deslocamentos a p\u00e9 e com bicicletas comuns. Por todos os cantos, o pa\u00eds produz cenas que mostram a ades\u00e3o das pessoas a esse movimento. As mudan\u00e7as de comportamento, no entanto, parecem ocorrer mais rapidamente do que a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p>\u2014 H\u00e1 morosidade tanto na cria\u00e7\u00e3o de infraestrutura para a mobilidade ativa quanto na regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos ve\u00edculos el\u00e9tricos, que podem desenvolver velocidades acima dos 20km\/h \u2014 diz Clarisse Linke, diretora-executiva do Instituto de Pol\u00edticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP). \u2014Hoje, pedestres e ciclistas, que j\u00e1 dividem espa\u00e7o com os carros, tamb\u00e9m disputam com bicicletas el\u00e9tricas, motonetas\u2026 \u2014 completa ela, ao defender que as cidades encarem a redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para carros.<\/p>\n<p>Ela faz coro com urbanistas que prop\u00f5em vias dedicadas \u00e0 mobilidade ativa, a cria\u00e7\u00e3o de zonas de baixa velocidade na malha vi\u00e1ria ou a constru\u00e7\u00e3o de biciclet\u00e1rios amplos e seguros perto das esta\u00e7\u00f5es de transporte de m\u00e9dia e alta capacidade, para estimular que a micromobilidade seja um alimentador de modais como BRTs, metr\u00f4 e trens.<\/p>\n<p>\u2014 Precisamos ter bacias ciclovi\u00e1rias e de pedestres nos bairros, al\u00e9m de uma ambi\u00eancia melhor para esses deslocamentos. Mas \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m haver integra\u00e7\u00e3o com o transporte p\u00fablico \u2014 ressalta Clarisse.<\/p>\n<p>Alcan\u00e7ada essa conjuntura, os benef\u00edcios, mais uma vez, s\u00e3o para os cidad\u00e3os e para o planeta. O estudo \u201cCen\u00e1rio de cidades compactas eletrificadas\u201d, do ITDP, demonstra o impacto da eletrifica\u00e7\u00e3o da frota e da substitui\u00e7\u00e3o dos modais pela mobilidade ativa, frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Nas pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas, calculam os pesquisadores, a combina\u00e7\u00e3o desses dois cen\u00e1rios reduziria as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono oriundas do transporte em cerca de 87%.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Solu\u00e7\u00f5es locais<\/h5>\n<p>Diante das muitas vias poss\u00edveis para o futuro, o professor Glaydston Ribeiro destaca que se deve investir no desenvolvimento de tecnologias locais com o intuito de se encontrar sa\u00eddas para desafios particulares do Brasil.<\/p>\n<p>\u2014Isso colocaria o pa\u00eds numa posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, porque nossas solu\u00e7\u00f5es seriam \u2018tropicalizadas\u2019 \u2014 afirma ele, ao ressaltar a expertise da Coppe\/UFRJ na modelagem de sistemas complexos de transportes e em eletromobilidade. \u2014 Estamos falando de respostas para a nossa realidade. N\u00e3o se pode s\u00f3 replicar uma solu\u00e7\u00e3o de Copenhague, na Dinamarca, no Rio. Nossa regi\u00e3o \u00e9 diferente, do clima \u00e0s demandas sociais. \u00c9 preciso tropicalizar as solu\u00e7\u00f5es e replicar, a\u00ed sim, em cidades com caracter\u00edsticas parecidas.<\/p>\n<p>Na recente C\u00fapula da UITP, em Hamburgo, na Alemanha, em junho, esse mesmo debate ecoou. Ao comparar a Europa com a Am\u00e9rica Latina, o secret\u00e1rio-geral da associa\u00e7\u00e3o, Mohamed Mezghani, frisou: aplicar modelos de mobilidade n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples de copiar e colar. \u00c9 preciso levar em conta, como j\u00e1 cantava Noel, que h\u00e1 \u201ccoisa nossa, muito nossa\u201d.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">DESAFIOS QUE O SETOR PRECISA ENFRENTAR<\/h5>\n<p>Na semana em que o metr\u00f4 do Rio fez seu primeiro anivers\u00e1rio, a edi\u00e7\u00e3o do GLOBO de domingo, em 9 de mar\u00e7o de 1980, estampou: \u201cR\u00e1pido, barato e confort\u00e1vel. Os passageiros, claro, disseram sim\u201d. Trinta e seis anos mais tarde, em 31 de julho de 2016, a primeira p\u00e1gina do jornal anunciava: \u201cSorria, o metr\u00f4 chegou \u00e0 Barra\u201d \u2014 era o dia seguinte \u00e0 abertura da Linha 4. Desde ent\u00e3o, prestes a completar uma d\u00e9cada daquela inaugura\u00e7\u00e3o, a cidade n\u00e3o ganhou um \u00fanico quil\u00f4metro a mais do modal. As obras da esta\u00e7\u00e3o G\u00e1vea, que tinham ficado para tr\u00e1s, s\u00f3 recentemente foram retomadas. In\u00e9rcia que, na capital fluminense e em outras cidades brasileiras, tem origem quase sempre nos mesmos obst\u00e1culos, que, para especialistas, precisam ser tirados do caminho para destravar o desenvolvimento dos transportes urbanos.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">D\u00c9FICIT<\/h5>\n<p>A demanda de investimentos \u00e9 superlativa: R$ 670 bilh\u00f5es, se considerados apenas 403 projetos de sistemas de transporte p\u00fablico de m\u00e9dia e alta capacidades j\u00e1 existentes em 21 regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds com popula\u00e7\u00e3o conurbada superior a um milh\u00e3o de habitantes. O mapeamento \u00e9 do BNDES com o Minist\u00e9rio das Cidades para o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, em andamento para construir uma estrat\u00e9gia nacional para reduzir o d\u00e9ficit de investimentos no setor. Do total, o estudo prop\u00f5e a realiza\u00e7\u00e3o de 194 projetos de metr\u00f4, trens urbanos, BRTs, VLTs, monotrilhos e corredores de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 aumentar em 122% a rede atual implantada, passando dos 2.007 quil\u00f4metros de sistemas de transporte p\u00fablico de m\u00e9dia e alta capacidades para 4.453 quil\u00f4metros. Seriam 2.446 quil\u00f4metros de amplia\u00e7\u00f5es, sobretudo, nas regi\u00f5es metropolitanas de S\u00e3o Paulo (563 quil\u00f4metros), Bras\u00edlia (295), Belo Horizonte (230) e Rio (195). Numa pr\u00f3xima etapa do estudo, ser\u00e3o calculados os investimentos requeridos at\u00e9 2054.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">FINANCIAMENTO<\/h5>\n<p>Encontrar formas de financiar obras do setor \u00e9 um desafio central. Parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs) se tornaram uma das sa\u00eddas. J\u00e1 Clarisse Linke, do Instituto de Pol\u00edticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), defende reposicionar o transporte p\u00fablico como servi\u00e7o essencial para cidades mais resilientes e adaptadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Reside a\u00ed, afirma, a oportunidade de aproveitar a onda de financiamentos globais ligados a esse cen\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u2014 Argumento pelo transporte p\u00fablico limpo, que promova a redu\u00e7\u00e3o do efeito estufa e dos gases poluentes locais. Os projetos tamb\u00e9m precisam incluir elementos de infraestrutura verde e levar em considera\u00e7\u00e3o o aumento da temperatura, as ondas de calor, enchentes e as varia\u00e7\u00f5es na precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">SUBS\u00cdDIOS<\/h5>\n<p>Onde j\u00e1 h\u00e1 servi\u00e7os de transportes, a busca \u00e9 por subs\u00eddios \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, com redu\u00e7\u00e3o da tarifa para o usu\u00e1rio. A pergunta \u00e9: de onde v\u00eam os recursos quando os cofres p\u00fablicos est\u00e3o combalidos? No mundo, h\u00e1 alternativas como ped\u00e1gios urbanos para carros que ajudam a financiar o transporte coletivo. Nabil Bonduki, arquiteto e urbanista da USP, defende a cria\u00e7\u00e3o de um fundo nacional que poderia ser abastecido pela Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) sobre os combust\u00edveis. Em Bras\u00edlia, discute-se a cria\u00e7\u00e3o de um Sistema \u00danico de Mobilidade Urbana Sustent\u00e1vel (SUM), com gest\u00e3o e custo do transporte p\u00fablico divididos entre os governos federal, estadual e municipal.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">FOCO NOS TRILHOS<\/h5>\n<p>Quando o assunto \u00e9 planejamento, muitas cidades sequer t\u00eam planos de mobilidade urbana elaborados. Nos trajetos onde h\u00e1 mais de 30 mil passageiros\/hora\/sentido, Ana Patrizia Gon\u00e7alves Lira, diretora executiva da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), n\u00e3o tem d\u00favidas de que se deve priorizar os modais de alta capacidade, como metr\u00f4 e trem:<\/p>\n<p>\u2014 Hoje, as cidades n\u00e3o fazem isso. S\u00e3o 1.100 km de trilhos, com 2,6 bilh\u00f5es de passageiros transportados por ano no pa\u00eds. O potencial de crescimento \u00e9 enorme. Sobre trilhos, h\u00e1 menos acidentes e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\">EXPANS\u00c3O<\/h5>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, apesar de haver empecilhos, h\u00e1 expans\u00e3o gradativa do metr\u00f4. Em Salvador, foi assinada recente autoriza\u00e7\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o de edital de amplia\u00e7\u00e3o da malha metrovi\u00e1ria. No Rio, s\u00e3o antigos os planos para extens\u00e3o da Linha 2, at\u00e9 a Pra\u00e7a Quinze, e para levar a Linha 4 ao Recreio dos Bandeirantes. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Linha 3 \u2014 ligando a capital a Niter\u00f3i, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Itabora\u00ed, e na mesa dos pol\u00edticos desde 1968\u2014 o governo do estado contratou este ano a Coppe\/UFRJ para a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Mesmo diante de compreens\u00edvel ceticismo, o professor Glaydston Ribeiro, que trabalhou no estudo, garante que \u00e9 uma expans\u00e3o fact\u00edvel, inclusive, com um t\u00fanel sob a Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>\u2014 Estamos falando de 2 milh\u00f5es de pessoas afetadas diretamente pela Linha 3. \u00c9 imperativo que aconte\u00e7a \u2014 diz ele, citando exemplos de t\u00faneis subaqu\u00e1ticos pelo mundo, do Eurot\u00fanel, entre a Inglaterra e a Fran\u00e7a, em opera\u00e7\u00e3o desde 1994, ao Fehmarnbelt, entre a Dinamarca e a Alemanha, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o em 2029.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: O Globo Data: 27\/07\/2025 Noel Rosa j\u00e1 cantou que o bonde parecia uma carro\u00e7a: \u201ccoisa nossa, muito nossa\u201d, atestou o bamba, em 1932. 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