{"id":90099,"date":"2025-09-11T16:17:12","date_gmt":"2025-09-11T19:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/abifer.org.br\/?p=90099"},"modified":"2025-09-11T16:17:12","modified_gmt":"2025-09-11T19:17:12","slug":"ceo-da-vale-detalha-r-67-bi-em-minas-extracao-em-rejeitos-e-preve-etanol-em-navios-e-caminhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abifer.org.br\/en\/ceo-da-vale-detalha-r-67-bi-em-minas-extracao-em-rejeitos-e-preve-etanol-em-navios-e-caminhoes\/","title":{"rendered":"CEO da Vale detalha R$ 67 bi em Minas, extra\u00e7\u00e3o em rejeitos e prev\u00ea etanol em navios e caminh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<pre style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/economia\/2025\/9\/9\/ceo-da-vale-detalha-r-67-bi-em-minas-extracao-em-rejeitos-e-preve-que-india-sera-a-nova-china\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Fonte: O Tempo\r\nData: 09\/09\/2025<\/em><\/strong><\/a><\/pre>\n<p>Mineiro, nascido em Divin\u00f3polis, Gustavo Pimenta, CEO da Vale, detalha, em entrevista exclusiva \u00e0s plataformas de <strong>O TEMPO<\/strong>, os ambiciosos investimentos de R$ 67 bilh\u00f5es da mineradora previstos para Minas Gerais at\u00e9 2030. Amplia\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva, tecnologias para extra\u00e7\u00e3o limpa e em rejeitos, ganho de mercados e explora\u00e7\u00e3o de outros minerais est\u00e3o no foco da empresa. Ele n\u00e3o descarta que Minas, que hoje representa 45% da produ\u00e7\u00e3o, possa voltar a ocupar o posto de maior produtor de min\u00e9rio de ferro do pa\u00eds. O executivo diz ainda que a \u00cdndia \u00e9 um promissor mercado a ser conquistado. Confira a entrevista completa:<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A Vale anunciou investimentos de R$ 67 bilh\u00f5es para Minas at\u00e9 2030. Pode detalhar esses planos?<\/h3>\n<p><em>Gustavo Pimenta:<\/em>\u00a0A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/economia\/2025\/9\/4\/vale-reinaugura-mina-capanema-em-ouro-preto-e-anuncia-investimento-de-r-67-bilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><strong>Vale reinaugurou a mina Capanema, em Ouro Preto,<\/strong><\/em><\/a>\u00a0na regi\u00e3o Central de Minas, nesta quinta-feira (4\/9). A estrutura estava paralisada desde 2003 e demandou R$ 5,2 bilh\u00f5es para sua reativa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um projeto de 15 milh\u00f5es de toneladas que est\u00e1 entrando em opera\u00e7\u00e3o. Todos os nossos complexos em Minas est\u00e3o crescendo. Estamos com uma agenda de crescimento em Minas Gerais. No ano passado (2024), fizemos 125 milh\u00f5es de toneladas no estado e temos um plano de crescimento nos pr\u00f3ximos anos entre 15 milh\u00f5es e 20 milh\u00f5es de toneladas sobre essa base. Ent\u00e3o, \u00e9 uma regi\u00e3o muito importante. Eu sempre digo que Minas foi o passado, \u00e9 o presente e vai ser o futuro da Vale. Tem uma enorme oportunidade de crescimento. \u00c9 um mercado muito importante que produz um min\u00e9rio muito relevante para a descarboniza\u00e7\u00e3o do nosso portf\u00f3lio de produtos. Esses R$ 67 bilh\u00f5es s\u00e3o v\u00e1rios investimentos de crescimento, moderniza\u00e7\u00e3o de frota e tamb\u00e9m em seguran\u00e7a de barragens, onde j\u00e1 investimos bastante e vamos investir mais.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea falou sobre esse grande investimento em seguran\u00e7a. Para fazer da Vale uma das mineradoras mais seguras do mundo e deixar Brumadinho como um cap\u00edtulo no passado. Como vai ser isso?<\/h3>\n<p>Sem d\u00favida. Nos \u00faltimos cinco anos, olhamos muito para dentro. A companhia se transformou em todos os sentidos: de estrutura organizacional, de conhecimento das nossas barragens e de tecnologia. Investimos muito. S\u00f3 em descaracteriza\u00e7\u00e3o, investimos R$ 12 bilh\u00f5es para eliminar. Assumimos um compromisso com a sociedade mineira de eliminar essas barragens a montante. S\u00e3o 30 no total, e 60% do programa j\u00e1 foi conclu\u00eddo. H\u00e1 uns 10 dias (fim de agosto de 2025), tivemos a not\u00edcia de que nossa \u00faltima barragem que estava em n\u00edvel de emerg\u00eancia 3, que \u00e9 o mais elevado, desceu para o n\u00edvel de emerg\u00eancia 2. Ent\u00e3o, hoje a Vale n\u00e3o tem nenhuma barragem no n\u00edvel mais alto de emerg\u00eancia. Isso mostra um enorme progresso que temos feito ao longo dos \u00faltimos anos. Estamos com o melhor desempenho de seguran\u00e7a da nossa hist\u00f3ria. Depois de Brumadinho, promovemos uma grande transforma\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es internacionais de gest\u00e3o de barragens e a Vale, hoje, \u00e9 100% aderente a esses padr\u00f5es. Muitas decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es foram tomadas ao longo desses anos exatamente para garantir uma opera\u00e7\u00e3o segura. Levar a minera\u00e7\u00e3o para outro patamar de seguran\u00e7a. Estou muito confiante e confort\u00e1vel com o trabalho feito pelo time.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Muitas barragens t\u00eam d\u00e9cadas de vida. O modo de extra\u00e7\u00e3o no passado era bem diferente de hoje, que conta com tecnologias cada vez mais avan\u00e7adas. Tanto que algumas minas que estavam quase exauridas ganharam vida \u00fatil. H\u00e1 min\u00e9rio nas barragens. Existe algum projeto, e h\u00e1 tecnologia, para explorar rejeitos de barragens de forma segura?<\/h3>\n<p>Essa pergunta \u00e9 excelente, porque vemos uma enorme oportunidade de tratar a circularidade. Reaproveitar rejeitos, por exemplo, \u00e9 fazer uma minera\u00e7\u00e3o circular. No ano passado, produzimos quase 13 milh\u00f5es de toneladas a partir do reaproveitamento de rejeitos. Este ano, vamos bater 20 milh\u00f5es de toneladas. E nosso plano \u00e9 que em 2030 cheguemos a 30 milh\u00f5es de toneladas. A Vale ser\u00e1 a mineradora do mundo com o maior volume de produ\u00e7\u00e3o circular. Por qu\u00ea? Porque temos as melhores tecnologias para recuperar esse min\u00e9rio. A pr\u00f3pria mina de Capanema (em Ouro Preto) estava paralisada e, ali, t\u00ednhamos est\u00e9ril que no passado n\u00e3o consegu\u00edamos aproveitar por quest\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Hoje, com a tecnologia existente, podemos reativ\u00e1-la. Ent\u00e3o, tem muita oportunidade, tem menos impacto ambiental, custo operacional mais baixo. Uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para acelerar essa agenda (ambiental). \u00c9 uma pauta importante dentro da Vale que queremos acelerar nos pr\u00f3ximos anos. O saldo vai chegar a 10% do resultado da Vale. Pretendemos ampliar ainda mais essa produ\u00e7\u00e3o a partir de rejeitos. E quando come\u00e7amos a olhar, a colocar novas tecnologias, vemos muita oportunidade de gerar valor a partir de algo que no passado era um passivo. Algo que n\u00e3o tinha valor econ\u00f4mico. Isso \u00e9 muito positivo. Reduz impactos. \u00c9 uma tem\u00e1tica da minera\u00e7\u00e3o do futuro.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea falou em descarboniza\u00e7\u00e3o, em aproveitamento de rejeitos. E o uso de etanol na minera\u00e7\u00e3o? Um dos grandes desafios da nossa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 a descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta, a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2.<\/h3>\n<p>Na Vale, n\u00e3o temos siderurgia, mas eles s\u00e3o nossos clientes. Nossa miss\u00e3o \u00e9 ajud\u00e1-los a descarbonizar. Estamos olhando v\u00e1rias frentes. Uma \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de produtos, por exemplo, como o \u201cbriquete verde\u201d (pelota de min\u00e9rio de ferro que reduz a emiss\u00e3o de particulados e de gases como di\u00f3xido de enxofre (SOX) e \u00f3xido de nitrog\u00eanio (NOX) nas sider\u00fargicas), que estamos acelerando a oferta para que a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7o tenha menor pegada de carbono. \u00c9 um produto criado aqui em Nova Lima, que j\u00e1 estamos vendendo e fazendo testes industriais pelo mundo. Outro desafio \u00e9 como descarbonizamos o transporte. Temos 172 navios fazendo rotas entre Brasil, Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia. Ent\u00e3o, h\u00e1 um consumo de combust\u00edvel muito importante. \u00c9 diesel. Estamos testando um potencial que o Brasil tem, que \u00e9 o biocombust\u00edvel. O Brasil j\u00e1 provou que tem a capacidade de utilizar o etanol para transporte de carros. Estamos come\u00e7ando a testar em caminh\u00f5es gigantes, fora de estrada. Estamos testando e o resultado tem sido bom. O time come\u00e7ou a testar agora nos navios. Essa pauta de descarboniza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma prioridade dentro da companhia. Queremos mostrar que \u00e9 poss\u00edvel, sim, alcan\u00e7ar aquele futuro do a\u00e7o 100% verde com zero pegada de carbono.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Minas voltar\u00e1 a ser o maior produtor de min\u00e9rio da Vale, passando o Par\u00e1, considerando essas possibilidades de extrair min\u00e9rio de rejeito, somado ao investimento de R$ 67 bilh\u00f5es, que vai aumentar a produ\u00e7\u00e3o no Estado?<\/h3>\n<p>\u00c9 um bom combate. Tem espa\u00e7o para todo mundo e eu sempre digo: a nossa grande vantagem competitiva \u00e9 uma oferta muito diversa e flex\u00edvel de min\u00e9rio. Isso \u00e9 uma natureza do Brasil. O min\u00e9rio daqui \u00e9 diferente do Par\u00e1. Minas Gerais tem v\u00e1rios tipos de min\u00e9rio. Isso faz com que a Vale seja um ofertante no mercado com enorme flexibilidade. Em qualquer situa\u00e7\u00e3o de mercado, encontramos um produto que serve \u00e0s necessidades dos nossos clientes. Temos 20 centros de blendagem pelo mundo. Ent\u00e3o, na China, combinamos min\u00e9rio do Par\u00e1 com min\u00e9rio de Minas. Essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 o nosso diferencial, que agrada o mercado, porque em algum momento ele quer o min\u00e9rio X, em outro quer os blends. Mas Minas pode retornar ao posto, sim.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Em 2018, a Vale chegou a produzir 382 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro. D\u00e1 para alcan\u00e7ar de novo esse volume?<\/h3>\n<p>Talvez nosso n\u00famero ideal esteja ao redor de 360 milh\u00f5es de toneladas. E por que isso? Porque \u00e9 onde vemos bons projetos ainda a serem desenvolvidos que nos levariam a esse patamar. O mercado de a\u00e7o est\u00e1 em crescimento, mas \u00e9 um crescimento um pouco mais reduzido comparado ao que tivemos nos \u00faltimos 20 ou 30 anos em fun\u00e7\u00e3o do crescimento chin\u00eas. Ent\u00e3o, achamos que ao redor de 360 milh\u00f5es de toneladas podemos chegar e retomar a nossa posi\u00e7\u00e3o de maior mineradora de ferro do mundo. Estamos muito pr\u00f3ximos de retomar essa posi\u00e7\u00e3o. Perdemos essa posi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o acidente de Brumadinho e temos recuperado esses volumes de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A China \u00e9 um grande cliente da Vale. H\u00e1 mais de 50 anos que a empresa exporta para o pa\u00eds. A ind\u00fastria sider\u00fargica nacional reclama muito da entrada de a\u00e7o chin\u00eas, de concorr\u00eancia desleal. Como a Vale lida com isso? Como voc\u00eas trabalham esse meio-campo?<\/h3>\n<p>Vendemos para os dois. Queremos que ambos prosperem. O mercado de a\u00e7o avan\u00e7ando no mundo \u00e9 bom para a Vale. Ent\u00e3o, acaba sendo uma pauta, uma discuss\u00e3o em que entramos pouco, pois somos um ofertante do mercado, seja para o Brasil, seja para a China. Queremos que o mercado siga avan\u00e7ando, que a demanda de a\u00e7o siga crescendo, porque isso, no final, \u00e9 bom para a Vale e podemos exportar, podemos vender mais no mercado local. Acompanhamos a quest\u00e3o de perto. \u00c9 um tema sempre muito relevante.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E sobre o custo da produ\u00e7\u00e3o? Voc\u00ea j\u00e1 falou que da mina at\u00e9 o porto era cerca de US$ 22 d\u00f3lares por tonelada e querem baixar para US$ 18. S\u00f3 que do porto at\u00e9 a China e o Sudeste Asi\u00e1tico, esse valor chega a US$ 50. Esse custo \u00e9 considerado alto?<\/h3>\n<p>Uma das poucas coisas que controlamos nessa ind\u00fastria \u00e9 o custo. Porque o pre\u00e7o no final \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o de oferta e demanda. Vai depender de demanda internacional, comportamento da economia chinesa, que \u00e9 uma vari\u00e1vel importante. Ent\u00e3o, somos muito cuidadosos e disciplinados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o de custo da companhia. Isso \u00e9 muito importante. Acho que um dos grandes benef\u00edcios que temos, de novo comparado aos meus competidores, \u00e9 que estamos operando abaixo da nossa capacidade potencial. Podemos sair de 328 milh\u00f5es de toneladas e ir at\u00e9 360 milh\u00f5es. E esse efeito sobre o meu custo unit\u00e1rio \u00e9 positivo, porque o dilu\u00edmos. \u00c9 um neg\u00f3cio com uma base de custo instalada muito grande. Ent\u00e3o, quando subo a produ\u00e7\u00e3o, o meu custo unit\u00e1rio cai. Com isso, a nossa vis\u00e3o \u00e9 que estaremos entre as companhias mais eficientes do mundo, e esse \u00e9 um dos nossos objetivos. Por que isso \u00e9 importante? Porque conseguimos aguentar oscila\u00e7\u00f5es de mercado. Se amanh\u00e3 tem um solu\u00e7o na China e o pre\u00e7o cai, conseguimos trabalhar e ainda ser rent\u00e1veis, com competitividade em bons patamares. Agora, queremos fazer isso, obviamente, da forma correta, n\u00e3o deixando de fazer, n\u00e3o deixando de cuidar da seguran\u00e7a, das pessoas, dos investimentos que s\u00e3o importantes. E uma revolu\u00e7\u00e3o que fizemos foi a de sensoriza\u00e7\u00e3o de equipamentos. S\u00e3o mais de 5.000 sensores espalhados, antecipando, por exemplo, uma falha de um equipamento numa mina X que temos ao redor do Brasil. Isso \u00e9 economia de custo, porque se aquele equipamento falhasse, o impacto na produ\u00e7\u00e3o seria grande. A manuten\u00e7\u00e3o corretiva \u00e9 muito mais cara do que a preventiva.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Em 2010, a Vale era a segunda maior do mundo em valor de mercado, com US$ 170 bilh\u00f5es, e a primeira era a BHP, com US$ 172 bilh\u00f5es. Hoje, a Vale est\u00e1 em nono lugar. \u00c9 poss\u00edvel retomar a vice-lideran\u00e7a? Quando?<\/h3>\n<p>Reuso, estrat\u00e9gias e os acidentes, tudo isso, de uma certa forma, impactou o valor de mercado da companhia. Mas o que me deixa otimista \u00e9 que, quando olho o potencial dessa companhia, os recursos minerais que temos, toda a infraestrutura log\u00edstica, conhecimento dos nossos clientes, vemos uma enorme oportunidade de destravar valor. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma pauta importante para mim, para o comit\u00ea executivo, para o conselho da Vale, que \u00e9 destravar o valor da companhia. Se vamos voltar a ser o primeiro, eu n\u00e3o sei, mas n\u00e3o devemos ser o d\u00e9cimo. Precisamos realmente avan\u00e7ar nessa escala e mostrar que essa companhia tem muito mais valor do que est\u00e1 no pre\u00e7o hoje das a\u00e7\u00f5es. Essa Vale, l\u00e1 em 2030, se entregarmos o que prometemos, estar\u00e1 fazendo 360 milh\u00f5es de toneladas, com um mix de produtos muito mais flex\u00edvel e que se beneficia da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Devemos dobrar o potencial do tamanho do neg\u00f3cio de cobre. Isso vai ser um portf\u00f3lio mais valioso. N\u00e3o tenho d\u00favida. Ent\u00e3o, se vamos ser o primeiro, segundo, terceiro, eu n\u00e3o sei, mas d\u00e9cimo, n\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Minas Gerais tem reservas minerais diversas. A tabela peri\u00f3dica est\u00e1 presente no subsolo. Muitas empresas est\u00e3o prospectando diferentes min\u00e9rios, como l\u00edtio, cobre, terras raras e outros. A Vale tem planos de ampliar a produ\u00e7\u00e3o para outros minerais?<\/h3>\n<p>A Vale tem uma expertise em minera\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m est\u00e1 pensando em explorar novos minerais ou ampliar outros, al\u00e9m do min\u00e9rio de ferro. Diversificar o portf\u00f3lio. J\u00e1 temos o cobre. Estudamos bastante isso. Se faria sentido entrar em algum outro metal, alguma outra commodity? Tendo condi\u00e7\u00f5es que nos deixariam confort\u00e1veis de fazer o movimento, sim. Queremos desenvolver e gerar valor ao neg\u00f3cio. Sobre o cobre, o Brasil tem um potencial enorme, um metal fundamental para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. A eletrifica\u00e7\u00e3o do mundo, que se fala muito, passa pelo cobre. Ele n\u00e3o tem substituto. O alum\u00ednio n\u00e3o \u00e9 um substituto com a mesma qualidade. Ent\u00e3o, o cobre \u00e9 um metal que tem um enorme potencial de crescimento e a Vale tem muito potencial de desenvolvimento de projetos. Temos acelerado isso. Anunciamos o objetivo de dobrar essa capacidade de cobre. A realidade \u00e9 que, hoje, a Vale produz menos do que produzia h\u00e1 5 anos. Essa \u00e9 uma prioridade para mim e para o meu time: o crescimento no cobre. No n\u00edquel, j\u00e1 somos super relevantes, o maior produtor do mundo ocidental. Queremos seguir l\u00edderes nesse mercado. Somos um fornecedor muito relevante dos Estados Unidos, por exemplo. O n\u00edquel passa por um momento desafiador porque tem uma sobre-oferta vinda da Indon\u00e9sia, os pre\u00e7os ca\u00edram e o mercado ficou apertado. Mas n\u00e3o h\u00e1 desinvestimento por conta disso. Nosso trabalho ali no n\u00edquel tem sido muito de otimizar o portf\u00f3lio para que a gente possa, por exemplo, reduzir custo, ser mais eficientes, mas continuamos acreditando que o n\u00edquel tem um papel importante na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Toda essa quest\u00e3o de carros el\u00e9tricos, por exemplo, depende do n\u00edquel. Ent\u00e3o, eu diria que hoje a nossa vis\u00e3o \u00e9 apostar no portf\u00f3lio que temos, naquilo que conhecemos e naquilo que somos bons. Seguimos estudando outras quest\u00f5es, outros minerais, mas diria que a prioridade hoje \u00e9 naquilo que dominamos.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vamos falar um pouquinho mais de Minas Gerais. Brucutu, que voc\u00ea adora falar. Voc\u00ea fala que \u00e9 uma das tr\u00eas minas mais tecnol\u00f3gicas do mundo, ela \u00e9 100% aut\u00f4noma. Explique isso para a gente.<\/h3>\n<p>Fizemos no ano passado 23 milh\u00f5es de toneladas em Brucutu. Temos a expectativa de chegar a 30 milh\u00f5es de toneladas, mas \u00e9 uma regi\u00e3o com potencial de crescimento. E ali resolvemos fazer o que chamamos de minera\u00e7\u00e3o do futuro, 100% aut\u00f4noma: os caminh\u00f5es, todos os equipamentos de p\u00e1tio da mina, uma das tr\u00eas mais eficientes do mundo. Tudo aut\u00f4nomo. Opera at\u00e9 debaixo de neblina, emite menos CO2, consome menos combust\u00edvel, consome menos pneu (dos caminh\u00f5es). Ent\u00e3o, \u00e9 uma mina muito eficiente, consciente, e esse \u00e9 o modelo que queremos replicar na Vale. O futuro que enxergamos \u00e9 um futuro onde os equipamentos aut\u00f4nomos, sejam de p\u00e1tio, sejam caminh\u00f5es, sejam a maior parte da nossa frota. A mina aut\u00f4noma tem produtividade melhor e opera em qualquer condi\u00e7\u00e3o de clima, \u00e9 mais segura porque voc\u00ea tira a pessoa do risco. E muita gente me pergunta: \u201cMas e os empregos associados a isso, n\u00e9?\u201d Eu sempre digo que, na verdade, isso vai gerar outro tipo de trabalho. Agora, a pessoa vai estar l\u00e1 para analisar dados, para ver como aumenta a produtividade, usar a intelig\u00eancia artificial, ver como aumentamos a efici\u00eancia das nossas minas. Ent\u00e3o, \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o positiva para as pessoas envolvidas, mas tamb\u00e9m para a opera\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma pauta na qual estamos muito imbu\u00eddos e muito focados. Acho que ela gera um valor muito grande para a companhia, para a sociedade, de posicionamento da ind\u00fastria tamb\u00e9m. E estamos muito otimistas com ela. Temos possibilidade de expans\u00e3o grande (em Brucutu).<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E como est\u00e3o os planos de expans\u00e3o l\u00e1?<\/h3>\n<p>Temos uma possibilidade de expans\u00e3o, \u00e9 uma \u00e1rea importante para a Vale. \u00c9, e temos trabalhado nesse sentido. Vamos pouco a pouco. Mas ainda n\u00e3o est\u00e1 previsto nesses R$ 67 bilh\u00f5es anunciados. Seria um outro investimento, algo mais para frente. Por enquanto, Brucutu est\u00e1 dentro desse plano de expans\u00e3o at\u00e9 30 milh\u00f5es de toneladas. Ali, fazemos o min\u00e9rio de alto teor. Tem esse potencial todo, n\u00e9? E o min\u00e9rio da Vale \u00e9 muito conhecido mundialmente pelos teores e pela diversidade que proporciona. H\u00e1 outros mercados que podem surgir.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00eas est\u00e3o prospectando outros mercados para exportar?<\/h3>\n<p>Sem d\u00favida. A China, de fato, alcan\u00e7ou, vamos dizer, o pico de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o e deve ter algum decl\u00ednio na demanda ao longo dos pr\u00f3ximos anos. N\u00e3o achamos que vai ser um decl\u00ednio muito abrupto, mas vai ocorrer alguma coisa. Mas a China vai seguir sendo o maior mercado consumidor e produtor de a\u00e7o e, consequentemente, consumidor de min\u00e9rio. Mas vemos a \u00cdndia, por exemplo, crescendo a uma taxa de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o de 12% ao ano. Ent\u00e3o, estamos vendendo para a \u00cdndia depois de muitos anos. A \u00cdndia passa a ser um mercado que olhamos com grande otimismo. Tem 1 bilh\u00e3o e meio de pessoas. E com uma enorme necessidade de infraestrutura, constru\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias. \u00c9 um mercado com potencial enorme. Eles t\u00eam min\u00e9rio. Isso \u00e9 curioso, porque \u00e9 diferente da China, que n\u00e3o tem min\u00e9rio de ferro. A \u00cdndia tem min\u00e9rio. S\u00f3 que o min\u00e9rio de ferro da \u00cdndia \u00e9 de baixo teor. E o nosso min\u00e9rio \u00e9 de mais alto teor. Ent\u00e3o, o nosso min\u00e9rio blenda de uma forma perfeita com o min\u00e9rio indiano. \u00c9 um mercado que abre para a gente, mas n\u00e3o abre para os nossos competidores, porque eles n\u00e3o t\u00eam a natureza do nosso min\u00e9rio e o min\u00e9rio deles n\u00e3o blenda t\u00e3o bem com outros min\u00e9rios. Eu estive l\u00e1 recentemente, eles (indianos) est\u00e3o muito otimistas, tentando fazer parcerias com a gente (Vale), por exemplo, para desenvolver centros de blendagem na \u00cdndia. Ent\u00e3o, a \u00cdndia \u00e9 um potencial mercado. O Oriente M\u00e9dio tamb\u00e9m cresceu numa taxa super elevada. Tamb\u00e9m come\u00e7a a ser um mercado relevante. H\u00e1 tamb\u00e9m o Sudeste Asi\u00e1tico, com pa\u00edses que ainda est\u00e3o em crescimento. \u00a0Ent\u00e3o, vejo um futuro onde a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o de uma certa forma se diversificar\u00e1 um pouco. E isso \u00e9 positivo. A China segue sendo o principal produtor de a\u00e7o, mas outros mercados est\u00e3o surgindo com relev\u00e2ncia. A \u00cdndia tem esse potencial, inclusive, de ter l\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A Vale pode fazer um investimento nesse sentido na \u00cdndia? Para produ\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n<p>Acho pouco prov\u00e1vel, por exemplo, desenvolvermos uma mina na \u00cdndia. Eu acho que o nosso grande valor agregado para o mercado indiano \u00e9 a complementaridade do nosso min\u00e9rio com o deles. Juntos, blendamos esse min\u00e9rio e levamos um produto para o siderurgista local produzir o a\u00e7o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como est\u00e3o as reservas da Vale no Brasil?<\/h3>\n<p>O nosso total de reservas est\u00e1 na faixa de 12 bilh\u00f5es de toneladas. Temos min\u00e9rio para trabalhar por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es ainda. \u00c9 uma quest\u00e3o de desenvolver projeto a projeto, trabalhar e mostrar que conseguimos fazer essa minera\u00e7\u00e3o do futuro, combinando o desenvolvimento econ\u00f4mico com preserva\u00e7\u00e3o ambiental e cuidado social. Tenho orgulho de dizer: cuidamos hoje de mais de 1,1 milh\u00e3o de hectares. S\u00f3 a floresta nacional de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, cuidamos de 800.000 hectares. \u00c9 uma \u00e1rea cinco vezes maior do que a cidade de S\u00e3o Paulo. Cuidamos aqui em Minas de uma \u00e1rea que \u00e9 duas vezes a cidade de Belo Horizonte. Ent\u00e3o, conseguimos mostrar que temos um impacto positivo, na verdade, de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. A minera\u00e7\u00e3o pode ser uma aliada da preserva\u00e7\u00e3o ambiental e esse modelo equilibra desenvolvimento, preserva\u00e7\u00e3o e cuidado social. Das cinco cidades com maior PIB per capita do Brasil, quatro t\u00eam a minera\u00e7\u00e3o como principal atividade, e tr\u00eas est\u00e3o aqui em Minas. Ent\u00e3o, \u00e9 uma atividade com alto potencial de gera\u00e7\u00e3o de impacto positivo, social, ambiental, e essa \u00e9 a nossa miss\u00e3o, mostrar que esse futuro \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: O Tempo Data: 09\/09\/2025 Mineiro, nascido em Divin\u00f3polis, Gustavo Pimenta, CEO da Vale, detalha, em entrevista exclusiva \u00e0s plataformas de O TEMPO, os ambiciosos investimentos de R$ 67 bilh\u00f5es da mineradora previstos para Minas Gerais at\u00e9 2030. 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