{"id":93325,"date":"2026-04-10T12:01:13","date_gmt":"2026-04-10T15:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/abifer.org.br\/?p=93325"},"modified":"2026-04-10T12:01:13","modified_gmt":"2026-04-10T15:01:13","slug":"entrevista-qualidade-e-certificacao-no-centro-do-futuro-metroferroviario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abifer.org.br\/en\/entrevista-qualidade-e-certificacao-no-centro-do-futuro-metroferroviario\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA | Qualidade e certifica\u00e7\u00e3o no centro do futuro metroferrovi\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<pre style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/iqf.org.br\/qualidade-e-certificacao-no-centro-do-futuro-metroferroviario\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Fonte: IQF <\/em><\/strong><\/a><\/pre>\n<div id=\"attachment_93326\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-93326\" class=\"wp-image-93326 size-medium\" src=\"http:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sebastiao-iqf-1-300x298.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sebastiao-iqf-1-300x298.jpeg 300w, https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sebastiao-iqf-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sebastiao-iqf-1.jpeg 371w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-93326\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Sebasti\u00e3o Castilho<\/strong> \u2013 Engenheiro mec\u00e2nico, com especializa\u00e7\u00e3o em controle de projetos, possui experi\u00eancia profissional, com 12 anos no segmento aeron\u00e1utico, 18 anos no segmento automotivo e 14 anos no segmento ferrovi\u00e1rio. Atualmente, ocupa a fun\u00e7\u00e3o de Gerente de Qualidade da GBMX e atua como Coordenador dos Comit\u00eas para Certifica\u00e7\u00e3o de Materiais Metroferrovi\u00e1rios do IQF.<\/em><\/p><\/div>\n<p><em>Nesta entrevista, Sebasti\u00e3o Castilho detalha como a certifica\u00e7\u00e3o conduzida pelo IQF fortalece padr\u00f5es t\u00e9cnicos, seguran\u00e7a operacional e desenvolvimento do setor.<\/em><\/p>\n<p>O setor metroferrovi\u00e1rio brasileiro vive um momento estrat\u00e9gico de amadurecimento. Enquanto outros modais de transporte \u2014 como o aeron\u00e1utico, o automobil\u00edstico e o mar\u00edtimo \u2014 j\u00e1 operam h\u00e1 d\u00e9cadas sob rigorosos sistemas de certifica\u00e7\u00e3o e qualidade, o segmento ferrovi\u00e1rio inicia agora um movimento estruturado para consolidar esses mesmos pilares.<\/p>\n<p>\u00c0 frente desse processo est\u00e1 o Instituto da Qualidade Ferrovi\u00e1ria (IQF), que conduz os trabalhos para a cria\u00e7\u00e3o da primeira certifica\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria do setor metroferrovi\u00e1rio brasileiro, com lan\u00e7amento previsto para o\u00a0<strong>2\u00ba Encontro IQF<\/strong>, em mar\u00e7o de 2026, no IPT.<\/p>\n<p>Para falar sobre esse marco hist\u00f3rico, a newsletter do IQF entrevista\u00a0<strong>Sebasti\u00e3o Castilho<\/strong>, engenheiro mec\u00e2nico, especialista em controle de projetos, com s\u00f3lida trajet\u00f3ria nos setores aeron\u00e1utico, automotivo e ferrovi\u00e1rio. Atualmente, Sebasti\u00e3o \u00e9\u00a0<strong>Gerente de Qualidade da GBMX<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Coordenador dos Comit\u00eas para Certifica\u00e7\u00e3o de Materiais Metroferrovi\u00e1rios do IQF<\/strong>, liderando os trabalhos t\u00e9cnicos nas \u00e1reas de Rodas, Eixos e Materiais de Atrito.<\/p>\n<p><em><strong>A entrevista \u00e9 conduzida por\u00a0Alexandre Vacchiano de Almeida, diretor-t\u00e9cnico do Clube de Engenharia do Brasil e conselheiro do IQF.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Nesta conversa, abordamos a\u00a0Qualidade como eixo estruturante do setor, os ganhos em seguran\u00e7a e efici\u00eancia operacional, os benef\u00edcios competitivos para a ind\u00fastria e o papel da certifica\u00e7\u00e3o como indutora de inova\u00e7\u00e3o e de investimentos de longo prazo \u2014 n\u00e3o como barreira, mas como instrumento de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Contexto institucional e governan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<h3><em><strong>\u201cAo estabelecer padr\u00f5es claros e crit\u00e9rios t\u00e9cnicos comuns, o processo de certifica\u00e7\u00e3o cria um ambiente mais equilibrado, no qual a competi\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com base em desempenho, conformidade e capacidade t\u00e9cnica comprovada.\u201d <\/strong>\u00a0Sebasti\u00e3o Castilho<\/em><\/h3>\n<\/blockquote>\n<div id=\"attachment_93328\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-93328\" class=\"wp-image-93328 size-medium\" src=\"http:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/alexandre-iqf-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/alexandre-iqf-300x300.jpeg 300w, https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/alexandre-iqf-150x150.jpeg 150w, https:\/\/abifer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/alexandre-iqf.jpeg 362w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-93328\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Alexandre Vacchiano de Almeida<\/strong> \u2013 Diretor-t\u00e9cnico do Clube de Engenharia do Brasil e conselheiro do IQF<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Sebasti\u00e3o, hoje voc\u00ea coordena os comit\u00eas t\u00e9cnicos do IQF. Qual \u00e9 o papel desses grupos e como eles atuam na constru\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o metroferrovi\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Os comit\u00eas t\u00e9cnicos t\u00eam como papel central promover uma evolu\u00e7\u00e3o estruturada do modelo ferrovi\u00e1rio, rompendo com pr\u00e1ticas do passado que j\u00e1 n\u00e3o se sustentam, sem perder a ess\u00eancia t\u00e9cnica que caracteriza o setor. Historicamente, a ferrovia operou sob uma l\u00f3gica fortemente verticalizada, na qual os operadores assumiam responsabilidades que hoje extrapolam seu verdadeiro papel.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, \u00e9 fundamental que os operadores concentrem seus esfor\u00e7os no core business, o transporte seguro e eficiente de pessoas e cargas, enquanto a cadeia produtiva se organiza de forma madura, t\u00e9cnica e disciplinada.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um sistema de certifica\u00e7\u00e3o come\u00e7a justamente pela defini\u00e7\u00e3o clara do que \u00e9 tecnicamente relevante em cada componente, associada a uma metodologia consistente para avalia\u00e7\u00e3o da cadeia de fornecimento. O objetivo n\u00e3o \u00e9 criar modelos paralelos ou solu\u00e7\u00f5es artificiais, mas estruturar e harmonizar pr\u00e1ticas j\u00e1 consolidadas no mercado, promovendo previsibilidade, transpar\u00eancia e credibilidade t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Atualmente temos tr\u00eas comit\u00eas ativos (Rodas, Eixos e Material de Atrito) e a perspectiva de um novo. Que avan\u00e7os j\u00e1 foram alcan\u00e7ados e o que podemos esperar dessa expans\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Entre os comit\u00eas atualmente ativos, o Comit\u00ea de Eixos \u00e9 o que se encontra em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado. J\u00e1 foi conclu\u00eddo o documento de \u201cRequisitos de Avalia\u00e7\u00e3o de Conformidade\u201d, que estabelece de forma objetiva os par\u00e2metros t\u00e9cnicos, crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o e aspectos cr\u00edticos a serem avaliados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foram definidos o m\u00e9todo e o procedimento para avalia\u00e7\u00e3o dos fornecedores que integrar\u00e3o o processo de certifica\u00e7\u00e3o. Todo esse trabalho foi conduzido com um princ\u00edpio claro: n\u00e3o criar novos modelos, mas adotar, sistematizar e praticar padr\u00f5es amplamente reconhecidos e consolidados pelo mercado.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o para novos comit\u00eas permitir\u00e1 ampliar a abrang\u00eancia da certifica\u00e7\u00e3o, mantendo coer\u00eancia metodol\u00f3gica e fortalecendo a vis\u00e3o sist\u00eamica do material rodante e componentes\/sistemas da infraestrutura, na qual cada componente \u00e9 tratado com o mesmo n\u00edvel de rigor t\u00e9cnico.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0O setor metroferrovi\u00e1rio brasileiro ainda n\u00e3o possui um sistema formal de certifica\u00e7\u00e3o. Na sua vis\u00e3o, por que esse movimento \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio neste momento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0O setor vive um momento de retomada, expans\u00e3o e forte volume de investimentos, o que consolida o transporte ferrovi\u00e1rio como um caminho estrat\u00e9gico e irrevers\u00edvel para o pa\u00eds. Esse novo ciclo exige um ambiente mais organizado, previs\u00edvel e tecnicamente estruturado.<\/p>\n<p>Sem crit\u00e9rios claros e uma metodologia consistente de avalia\u00e7\u00e3o, o mercado tende a operar de forma reativa, com decis\u00f5es baseadas em percep\u00e7\u00f5es pontuais e n\u00e3o em fundamentos t\u00e9cnicos robustos. A certifica\u00e7\u00e3o surge, portanto, como um instrumento essencial para organizar o mercado, elevar o n\u00edvel t\u00e9cnico da cadeia produtiva e criar uma base comum de requisitos, reduzindo riscos operacionais e sist\u00eamicos.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Outros modais, como o naval, aeron\u00e1utico e o automobil\u00edstico, j\u00e1 operam com certifica\u00e7\u00f5es consolidadas. Que aprendizados o setor ferrovi\u00e1rio pode absorver dessas experi\u00eancias?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0O principal aprendizado \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 atalhos. A consolida\u00e7\u00e3o de um sistema de certifica\u00e7\u00e3o exige tempo, disciplina e compromisso coletivo. O setor automotivo \u00e9 um exemplo claro: o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), concebido em 1993, levou d\u00e9cadas para se consolidar e hoje \u00e9 um\u00a0<em>benchmark<\/em>\u00a0de sucesso.<\/p>\n<p>De forma semelhante, os setores naval e aeron\u00e1utico evolu\u00edram a partir de pr\u00e1ticas estruturadas que contribu\u00edram para a consolida\u00e7\u00e3o da ISO 9001, norma que universalizou crit\u00e9rios de gest\u00e3o da qualidade e serviu de base para diversos segmentos. O setor ferrovi\u00e1rio pode, e deve, absorver essas li\u00e7\u00f5es, adaptando-as \u00e0 sua realidade, sem reinventar conceitos j\u00e1 comprovadamente eficazes.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0De que forma a certifica\u00e7\u00e3o contribui diretamente para a seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es e para a confiabilidade dos sistemas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Todo sistema ferrovi\u00e1rio \u00e9 composto por m\u00faltiplos componentes, cada um com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e impacto direto na seguran\u00e7a e na confiabilidade do conjunto. Nesse contexto, a certifica\u00e7\u00e3o atua ao estruturar a avalia\u00e7\u00e3o de cada componente de forma consistente, garantindo que ele atenda aos requisitos t\u00e9cnicos esperados ao longo de seu ciclo de vida.<\/p>\n<p>Um ponto crucial, e ainda pouco explorado no setor, \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o clara das condi\u00e7\u00f5es de contorno do componente e do sistema, bem como a identifica\u00e7\u00e3o objetiva do que \u00e9 realmente cr\u00edtico para o desempenho e a seguran\u00e7a operacional. Ao estabelecer esses limites e crit\u00e9rios de forma transparente, a certifica\u00e7\u00e3o reduz incertezas, melhora a tomada de decis\u00e3o t\u00e9cnica e contribui diretamente para opera\u00e7\u00f5es mais seguras e confi\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Mercado e competitividade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cA certifica\u00e7\u00e3o surge como um instrumento essencial para organizar o mercado, elevar o n\u00edvel t\u00e9cnico da cadeia produtiva e criar uma base comum de requisitos, reduzindo riscos operacionais e sist\u00eamicos.\u201d<\/strong><\/p>\n<p><em>\u2013 Sebasti\u00e3o Castilho<\/em><\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Muitas vezes, quando se fala em certifica\u00e7\u00e3o, surge o receio de reserva de mercado. Como o IQF trabalha para mostrar que o foco \u00e9 Qualidade e n\u00e3o restri\u00e7\u00e3o de acesso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Tive a oportunidade de vivenciar o per\u00edodo de reserva de mercado iniciado em meados da d\u00e9cada de 1970 e encerrado no in\u00edcio dos anos 1990. Os resultados desse modelo s\u00e3o amplamente conhecidos e demonstram, de forma inequ\u00edvoca, que ele n\u00e3o se sustenta ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Sou um defensor da concorr\u00eancia saud\u00e1vel, baseada na igualdade de condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e comerciais. Nesse sentido, o IQF atua na cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que n\u00e3o privilegiem fornecedores espec\u00edficos, mas que estabele\u00e7am crit\u00e9rios qualitativos claros e transparentes para toda a cadeia produtiva. A certifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o restringe o acesso ao mercado; ao contr\u00e1rio, cria um ambiente mais equilibrado, no qual a competi\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com base em desempenho, conformidade e capacidade t\u00e9cnica comprovada.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Na pr\u00e1tica, que vantagens competitivas a certifica\u00e7\u00e3o pode gerar para fabricantes, operadores e fornecedores do setor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Diferentemente de outros segmentos, os componentes ferrovi\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o produtos de prateleira e tampouco comercializados no varejo. Trata-se de um mercado eminentemente t\u00e9cnico, no qual decis\u00f5es de compra envolvem riscos operacionais, de seguran\u00e7a e de confiabilidade ao longo de todo o ciclo de vida do produto.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a certifica\u00e7\u00e3o representa uma vantagem competitiva relevante, pois permite que fabricantes e fornecedores demonstrem, de forma objetiva, que seus processos produtivos e seus produtos foram avaliados por um agente externo independente, com base em crit\u00e9rios rigorosos e reconhecidos. Para os operadores, isso se traduz em maior previsibilidade, redu\u00e7\u00e3o de riscos e maior confian\u00e7a nas decis\u00f5es t\u00e9cnicas e comerciais.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Voc\u00ea acredita que a certifica\u00e7\u00e3o pode atrair mais investimentos para o setor metroferrovi\u00e1rio? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0A certifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o conduz a um modelo de reserva de mercado, mas sim \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o e ao amadurecimento do mercado, sustentado por regras claras e condi\u00e7\u00f5es de igualdade. Ambientes estruturados, previs\u00edveis e tecnicamente organizados s\u00e3o, historicamente, mais atrativos para investimentos.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, torna-se natural que as empresas realizem investimentos em capacita\u00e7\u00e3o, processos e tecnologia para atender a uma demanda crescente, impulsionada pelos atuais programas de investimento em infraestrutura. A certifica\u00e7\u00e3o contribui diretamente para reduzir incertezas, o que \u00e9 um fator decisivo para investidores e para o planejamento de m\u00e9dio e longo prazo do setor.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Como a busca por Qualidade impacta a durabilidade dos equipamentos, a efici\u00eancia dos servi\u00e7os e a sustentabilidade dos projetos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0\u00c9 amplamente reconhecido no setor ferrovi\u00e1rio que a frota de vag\u00f5es de carga, por exemplo, apresenta uma idade m\u00e9dia elevada, o que impacta diretamente a produtividade, a disponibilidade e a seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A busca sistem\u00e1tica pela Qualidade evidencia a necessidade de renova\u00e7\u00e3o da frota, de forma an\u00e1loga ao que ocorreu\/ocorre na ind\u00fastria automotiva. Vag\u00f5es mais modernos incorporam concep\u00e7\u00f5es de projeto atualizadas, materiais mais adequados e componentes compat\u00edveis com as exig\u00eancias operacionais, ambientais e de seguran\u00e7a do s\u00e9culo XXI. Isso resulta em maior durabilidade, redu\u00e7\u00e3o de custos ao longo do ciclo de vida e maior sustentabilidade dos projetos.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0O lan\u00e7amento da primeira certifica\u00e7\u00e3o no 2\u00ba Encontro IQF, em mar\u00e7o de 2026, ser\u00e1 um marco. Que mensagem voc\u00ea gostaria de deixar para o mercado nesse momento hist\u00f3rico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0O trabalho que vem sendo desenvolvido \u00e9 fruto de constru\u00e7\u00e3o coletiva, baseada em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, di\u00e1logo com o mercado e respeito \u00e0s boas pr\u00e1ticas consolidadas. Trata-se de uma oportunidade concreta de elevar o n\u00edvel da cadeia produtiva nacional.<\/p>\n<p>Minha mensagem ao mercado \u00e9 clara: que os operadores e demais atores do setor aproveitem esse momento para alavancar a ind\u00fastria brasileira, fortalecer fornecedores, estimular a inova\u00e7\u00e3o e criar uma base t\u00e9cnica s\u00f3lida que sustente o crescimento do setor metroferrovi\u00e1rio de forma segura, competitiva e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Abordagem t\u00e9cnica e normativa<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<h3><em><strong>\u201cAmbientes estruturados, previs\u00edveis e tecnicamente organizados s\u00e3o, historicamente, mais atrativos para investimentos \u2014 e \u00e9 exatamente isso que a certifica\u00e7\u00e3o busca promover.\u201d <\/strong>Sebasti\u00e3o Castilho<\/em><\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Quais referenciais t\u00e9cnicos e normativos est\u00e3o sendo utilizados como base para a constru\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o metroferrovi\u00e1ria do IQF (normas nacionais e internacionais)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0A abordagem adotada \u00e9 objetiva e pragm\u00e1tica. Partimos da identifica\u00e7\u00e3o das normas t\u00e9cnicas utilizadas nos principais mercados ferrovi\u00e1rios internacionais, bem como das normas brasileiras aplic\u00e1veis, e realizamos uma an\u00e1lise cr\u00edtica comparativa entre seus requisitos, criando uma matriz comparativa.<\/p>\n<p>A partir dessa an\u00e1lise, selecionamos os crit\u00e9rios mais adequados \u00e0 realidade do mercado brasileiro, sempre considerando as particularidades das nossas opera\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es ambientais, regime de carga, perfil de manuten\u00e7\u00e3o e maturidade da cadeia produtiva. O foco n\u00e3o \u00e9 replicar integralmente modelos externos, mas construir uma base normativa consistente, tecnicamente robusta e aderente ao contexto nacional.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Como os comit\u00eas t\u00e9cnicos est\u00e3o estruturando os crit\u00e9rios de conformidade, ensaios, rastreabilidade e auditoria dos materiais certificados?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0No Comit\u00ea de Eixos, esses crit\u00e9rios foram estruturados em conjunto com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas), resultando em um procedimento que contempla requisitos de conformidade, ensaios, rastreabilidade e auditoria de processo, sempre alinhado \u00e0s pr\u00e1ticas consolidadas do mercado e sem a cria\u00e7\u00e3o de novos modelos.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 estender essa mesma l\u00f3gica aos demais comit\u00eas, realizando apenas ajustes pontuais em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada produto. Importante destacar que esses documentos s\u00e3o tratados como \u201cdocumentos vivos\u201d, sujeitos a revis\u00f5es e aprimoramentos cont\u00ednuos \u00e0 medida que o processo de certifica\u00e7\u00e3o evolui e ganha maturidade.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0De que forma a certifica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 contribuir para a padroniza\u00e7\u00e3o de requisitos t\u00e9cnicos ao longo da cadeia de suprimentos metroferrovi\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Esse \u00e9, possivelmente, um dos principais diferenciais da certifica\u00e7\u00e3o. Ao considerar as particularidades das operadoras brasileiras, o IQF cria um espa\u00e7o t\u00e9cnico comum, no qual requisitos essenciais s\u00e3o harmonizados ao longo de toda a cadeia de suprimentos.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o ativa das operadoras \u00e9 fundamental nesse processo, pois permite que os documentos do IQF reflitam, de forma equilibrada, os aspectos realmente cr\u00edticos para cada realidade operacional. Com isso, reduz-se a dispers\u00e3o de requisitos, melhora-se a comunica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre as partes e eleva-se o n\u00edvel de consist\u00eancia e previsibilidade do mercado.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Existe a perspectiva de interoperabilidade entre a certifica\u00e7\u00e3o do IQF e sistemas j\u00e1 consolidados em outros modais, como AS9100 (aeron\u00e1utico) ou IATF 16949 (automotivo)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Sim, essa possibilidade est\u00e1 sendo considerada desde a concep\u00e7\u00e3o dos documentos do IQF, especialmente no que se refere \u00e0 auditoria de processos. A ideia \u00e9 reconhecer e valorizar sistemas de gest\u00e3o j\u00e1 consolidados, evitando redund\u00e2ncias e sobreposi\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ISO 22163, norma espec\u00edfica para o setor ferrovi\u00e1rio, j\u00e1 est\u00e1 sendo considerada como refer\u00eancia importante nesse contexto. Essa abordagem favorece a interoperabilidade entre sistemas, facilita a adapta\u00e7\u00e3o de fornecedores que atuam em m\u00faltiplos setores e refor\u00e7a a credibilidade t\u00e9cnica da certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IQF \u2013\u00a0Quais indicadores t\u00e9cnicos poder\u00e3o demonstrar, na pr\u00e1tica, os ganhos em desempenho, confiabilidade e ciclo de vida dos componentes certificados?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Os ganhos t\u00e9cnicos n\u00e3o s\u00e3o mensurados de forma imediata, pois est\u00e3o associados ao desempenho ao longo do ciclo de vida dos componentes. No entanto, efeitos positivos j\u00e1 poder\u00e3o ser observados nas inspe\u00e7\u00f5es de recebimento, na redu\u00e7\u00e3o de n\u00e3o conformidades e na maior consist\u00eancia dos produtos aplicados nos vag\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do tempo e a consolida\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o, indicadores como confiabilidade em opera\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de falhas prematuras e aumento do ciclo de vida \u00fatil passar\u00e3o a atender de forma mais consistente aos par\u00e2metros exigidos pelas operadoras, evidenciando, na pr\u00e1tica, os benef\u00edcios do processo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: IQF Nesta entrevista, Sebasti\u00e3o Castilho detalha como a certifica\u00e7\u00e3o conduzida pelo IQF fortalece padr\u00f5es t\u00e9cnicos, seguran\u00e7a operacional e desenvolvimento do setor. O setor metroferrovi\u00e1rio brasileiro vive um momento estrat\u00e9gico de amadurecimento. 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