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Furlan faz balanço do comércio exterior brasileiro

01.12.2006 | | ABIFER News

O presidente da ABIFER, Luis Cesario Amaro da Silveira, esteve presente no primeiro dia do 26º Encontro Nacional de Comércio Exterior – Enaex 2006 que acontece no Centro de Convenções do Hotel Glória, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), tem por objetivo discutir o desenvolvimento das exportações brasileiras e os mecanismos para eliminar os obstáculos ao crescimento. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, fez na abertura do 26º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, um balanço dos quase quatro anos que está à frente da pasta. “Há alguns anos ninguém poderia imaginar que a corrente comercial do Brasil (exportações mais importações) superaria os US$ 1 bilhão de média diária, como ocorreu este ano“, disse ele à platéia de representantes dos setores público e privado. Furlan reiterou que as exportações brasileiras devem chegar aos US$ 135 bilhões até o final do ano, com um aumento de 15% em comparação com o ano passado. No que diz respeito às importações, o crescimento consolidado deverá ficar em 25%.“Mas é importante ressaltar a qualidade das importações, a maior parte é formada por insumos, máquinas e equipamentos. As importações de bens de consumo, embora tenham crescido 50% este ano, representam somente 15% do total“, declarou. Durante sua gestão, diversos bens de capital importados foram desonerados do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). De acordo com ele, a desoneração de produtos e investimentos deverá continuar.O ministro destacou a aproximação com outros mercados emergentes como uma das políticas de sucesso do atual governo. “As exportações para a Venezuela, por exemplo, estão prestes a ultrapassar as para a Itália e no futuro próximo vão passar as vendas para o Japão. E as vendas para o mercado venezuelano são de produtos de alto valor agregado“, disse. “Países como Chile, Peru e México se tornaram protagonistas do comércio exterior brasileiro“, acrescentou.O ministro ressaltou o papel fundamental da iniciativa privada no crescimento do comércio exterior brasileiro. “Quem exporta, corre, labuta, é o empresário“, afirmou. Ele destacou o avanço da internacionalização das empresas brasileiras. “A empresa que quer garantir seu futuro precisa estar próxima aos seus mercados. Desta forma ela promove o desenvolvimento e leva a imagem do Brasil aos mais distantes rincões do mundo“, afirmou.Ele reafirmou também que os investimentos em infra-estrutura que melhorem a logística das exportações brasileiras serão prioridade no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como medidas para desoneração do setor produtivo e de desburocratização.EventoEstas são justamente algumas das demandas apresentadas pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedicto Fonseca Moreira, também na abertura do Enaex. A entidade organiza o evento, que este ano tem como tema a formulação de uma política de desoneração do comércio exterior.“O ministro pode muito, mas não tudo. Os empresários têm que ajudar a resolver os problemas e este é o objetivo deste Enaex“, disse Moreira. Ele pediu que Furlan permaneça no cargo pelos próximos quatros, manifestação bastante aplaudida pelo público presente. O presidente Lula ainda não anunciou sua equipe para o segundo mandato.Também na abertura, o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira, declarou que o estado do Rio passou do 9º lugar entre os estados exportadores do Brasil em 2000 para 5ª no ano passado. “Este ano já estamos na 4ª posição“, afirmou. O maior exportador do Brasil é o estado de São Paulo.Dentre os assuntos que serão abordados pelos palestrantes, destacam-se as seguintes propostas: a desburocratização do comércio exterior, políticas de investimentos para fortalecer as exportações, a organização e definição de uma política de exportação de serviços, melhoria do sistema integrado de transportes e sua logística, fortalecimento e modernização do sistema de financiamento à exportação e seguro de crédito e garantias, modernização da política cambial e desoneração tributária das exportações.