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Indústria Ferroviária apresenta seu desempenho e expectativas

10.12.2019 | | ABIFER News

Foto: Ayrton Vignola Júnior

O Seminário Anual do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), ocorrido em 29 de novembro, celebrou os 85 anos de atividades da entidde e a posse da nova diretoria. O tradicional encontro mostrou o desempenho e o resultado econômico em 2019 dos setores industriais de veículos de duas rodas (bicicletas, motocicletas e peças), implementos rodoviários, metroferroviário (cargas e passageiros), ônibus, relações trabalhistas e as perspectivas para 2020.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) e diretor do SIMEFRE, Vicente Abate, apresentou os resultados do setor ferroviário de cargas e o vice-presidente do SIMEFRE e membro do Conselho da ABIFER, Massimo Andrea Giavina-Bianchi, o de passageiros.

Pelas previsões feitas ao final de 2018, acreditava-se que os baixos volumes de entregas de vagões de carga, locomotivas e carros de passageiros em 2019 seriam os menores dos últimos 10 a 12 anos. Consideradas as entregas realizadas até outubro, as previsões se confirmaram, com a agravante de que os volumes serão ainda menores que os previstos.

Segundo Abate, o volume de vagões de carga a ser entregue em 2019 deverá situar-se abaixo das mil unidades (contra 2.566 vagões em 2018). Serão apenas 34 locomotivas (contra 64 em 2018), cinco exportadas para o Chile. E 104 carros de passageiros (contra 312 carros em 2018), sendo 80 também para o Chile. “A ociosidade da indústria ferroviária encontra-se perto de dramáticos 90%, com poucas possibilidades de ser melhorada no curto prazo”, diz.

Na área de passageiros, a indústria completou seis anos sem qualquer encomenda significativa no mercado doméstico (foram apenas 48 carros fabricados no Brasil para a SuperVia, além de 64 importados pela CPTM), sobrevivendo hoje de algumas exportações. “Espera-se, entretanto, que a encomenda dos equipamentos para a Linha 17–Ouro do Metrô SP, recém-licitados, seja confirmada para a indústria nacional”, pontua Massimo Giavina.

O ano de 2020 será, sob todos os aspectos, um divisor de águas para a indústria ferroviária nacional, com a realização de volumes maiores de veículos, componentes e materiais para via permanente, a partir de 2021/22. “Acreditamos e confiamos na aprovação de todas as renovações antecipadas, nas expansões das vias ferroviárias de carga e de passageiros e no bom senso das autoridades de governo em preservar a indústria ferroviária instalada no País, sob pena de continuarmos a operação de desmonte desta importante indústria, com perda ainda maior de mão de obra qualificada”, conclui Abate.