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Linha 3 do VLT está pronta, mas não entrou em operação por falta de autorização da prefeitura do Rio

21.05.2019 | | Notícias do Mercado

A Linha 3 do VLT está pronta e podia melhorar a circulação para quem precisa circular entre Central do Brasil e Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Mas não está funcionando ainda, pois depende da autorização da Prefeitura do Rio para poder operar. O município diz que as negociações estão em curso.

O presidente do VLT, Márcio Hanna, diz que a autorização necessária para começar a operar a linha é a mesma necessária para um táxi poder circular pela cidade. Segundo ele, a dívida da prefeitura com o VLT não impacta a operação da Linha 3.

“Estamos com tudo pronto, conseguimos negociar com nossos fornecedores a liberação do sistema para operar. A gente continua em paralelo, negociando a dívida com a prefeitura. A prefeitura não nos paga desde maio do ano passado. Essa dívida acumulada já chegou a R$ 127 milhões. A gente vem discutindo mais intensamente desde janeiro, mas até agora não conseguimos chegar a uma conclusão”, disse Hanna.

A expectativa da Linha 3 é de 30 mil a 40 mil passageiros por dia útil, no sistema. Atualmente, as duas linhas do VLT em operação transportam em torno de 80 mil passageiros por dia útil. O presidente acredita que com o sistema todo funcionando poderia chegar a 120 mil passageiros por dia útil.

O que diz a prefeitura

Em nota, a prefeitura informa “estranhar o pedido do VLT justamente no momento em que está havendo uma negociação”. “O problema de dar início à operação da Linha 3 é que, pelo contrato assinado no governo anterior, a Prefeitura terá de pagar por uma demanda que não existe”, afirma.

“Hoje, a operação das linhas 1 e 2 do VLT custa aos cofres públicos R$ 600 mil por dia. Por mês, o prejuízo aos contribuintes seria de R$ 18 milhões; por ano, R$ 210 milhões. Como o contrato é de 10 anos, o prejuízo total seria de R$ 2 bilhões”, detalha.

“Para que o sistema VLT seja viável economicamente, é necessário ter diariamente 260 mil passageiros. Hoje, o VLT transporta em média 60 mil. Pelo contrato em vigor, assinado pelo ex-prefeito Eduardo Paes, a Prefeitura teria de garantir o pagamento do restante”, prossegue.

Segundo o município, o acordo prevê que ao longo de 10 anos a demanda de 260 mil passageiros chegue a 400 mil. “O prejuízo, então, seria ainda maior.”

“A Prefeitura negocia com o VLT para rever os termos do contrato, que são completamente nocivos aos cofres municipais. O contribuinte não pode ver seu dinheiro ser usado para pagar ao VLT por passageiro que não existe. A Prefeitura do Rio espera chegar a um acordo com os representantes do Veículo Leve Sobre Trilhos para que essa operação seja justa e economicamente sustentável para ambas as partes”, diz.

Fonte: G1

Data: 10/05/2019