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Lucro da CCR sobe 35,8% no primeiro trimestre

11.05.2018 | | Não categorizado

SÃO PAULO – A CCR registrou alta de 35,8% no lucro líquido atribuído aos sócios controladores no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2017, para R$ 446,8 milhões. O principal efeito da alta foi a redução da taxa de juros, do lado financeiro, e o aumento do tráfego, do operacional.

A receita líquida do grupo teve leve queda de 0,19% na comparação anual, para R$ 2,3 bilhões, como reflexo do custo de construção, que saiu de R$ 712,4 milhões para R$ 458 milhões. Por conta disso, os custos totais, assim chamados os custos dos serviços prestados somados às despesas administrativas, caíram 7,4% no trimestre, para R$ 1,5 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 14,5% no primeiro trimestre, para R$ 1,18 bilhão.

“Foi um resultado bastante forte, que mostra a tendência do crescimento operacional e o impacto financeiro da taxa de juros, dado que temos exposição relevante de dívida indexada ao CDI”, disse ao Valor nesta quinta-feira (9) a coordenadora de relações com investidores da CCR, Flávia Godoy.

Segundo ela, houve uma redução de seis pontos percentuais quando se compara o CDI médio do primeiro trimestre de 2017 com o do primeiro de 2018.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, encerrou o primeiro trimestre em 2,2 vezes, ante 2,3 vezes no fim de 2017.

Crescimento do tráfego

O tráfego consolidado nas rodovias do grupo cresceu 2,3% no primeiro trimestre, para 242 milhões de veículos equivalentes. Quando incluídas as proporções da CCR nas concessionárias em que não tem controle (Renovias e ViaRio), o tráfego avançou 3,1% no período, para 250 milhões de veículos equivalentes.

Segundo a coordenadora de relações com investidores da CCR, existe uma tendência de recuperação de todo o portfólio, não só das rodovias.

Nova fase

Segundo Flávia Godoy, a companhia entra neste ano em um “novo ciclo de vida, de crescimento muito mais forte, com balanço mais confortável”. Isso se deve a um conjunto de fatores, como a queda de custo de construção devido ao fim de obras de novas concessões que começam a gerar caixa de forma plena, como o Metrô Bahia.

Além disso, a empresa está com alavancagem baixa e capitalizada, após um aporte de quase R$ 4 bilhões em 2017. “A companhia se prepara para crescer, continuamos buscando novas oportunidades”, disse a executiva, destacando que já foi feito um movimento neste ano com a vitória na licitação das linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo. O contrato foi assinado em abril. “Estamos aguardando a ordem de serviço para começar a operação”.

Questionada sobre o interesse na Invepar, Flávia disse que a CCR “continua avaliando não só esse ativo como outras oportunidades”. Conforme o Valor antecipou, os bancos que representam os fundos acionistas da Invepar comunicaram na quarta-feira (9) à CCR que devem abrir um processo competitivo para atrair interessados na holding de infraestrutura. A CCR queria fechar um acordo de exclusividade para analisar a Invepar, empresa dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), Caixa Econômica Federal (Funcef) e Petrobras (Petros) e da OAS.

Fonte: Valor Econômico
Data: 11/05/2018