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Metrô deverá chegar à Vila Sônia em até 18 meses

11.06.2019 | | Notícias do Mercado

Após uma sequência de inaugurações que começou em setembro de 2017, a rede metroferroviária de São Paulo deverá passar por um período de “entressafra”. Atualmente estão em obras cinco estações da Linha 15-Prata, de monotrilho, duas estações da Linha 9-Esmeralda, uma nova estrutura para a estação Francisco Morato, na Linha 7-Rubi, e a Linha 17-Ouro na Zona Sul da capital, todas na superfície ou elevado e cuja obra mais adiantada é a da estação Vila Planalto (Linha 15) – que pode ser entregue em meados do segundo semestre.

Além delas, existe também a única estação subterrânea em construção em São Paulo atualmente. Trata-se de Vila Sônia, a 11ª parada da Linha 4-Amarela e terminal provisório do ramal caso o governo do estado um dia cumpra a promessa de levá-la até Taboão da Serra. Com os seguidos problemas por que passou a construção da Linha 4, entre eles, o desmoronamento do poço onde fica a estação Pinheiros, e mais tarde a rescisão contratual com a construtora Isolux Corsan, que deveria ter entregue a fase 2 do ramal, a estação Vila Sônia acabou mais distante de se tornar realidade, mas sua inauguração começa a ser factível à medida que as obras avançam.

Prometida para o fim de 2020, Vila Sônia irá prolongar a Linha 4-Amarela em cerca de 1.400 metros e aproximá-la um pouco mais de regiões populosas e carentes de transporte de qualidade, algo que já teve um ganho imenso após a abertura da estação São Paulo-Morumbi. Até então, os usuários que pretendiam utilizar o ramal precisavam ir até a estação Butantã, pouco antes da região da Marginal Pinheiros.

Mas se as demais estações da fase 2 possuíam boa parte das obras civis já executadas ainda na primeira fase, a estação Vila Sônia praticamente começou do zero. Localizada ao lado do pátio de manuntenção da ViaQuatro, a parada só teve os trabalhos iniciados para valer quando o terminal de ônibus sobre o pátio atingiu um estágio avançado. Hoje quem passa pela avenida Francisco Morato nota uma grande cobertura em concreto com elementos vazados e que faz parte do acesso principal.

Porém, é embaixo da avenida que ocorrem grandes escavações que irão dar forma aos pisos de acesso à plataforma. Vila Sônia, pelo que mostram alguns projetos do Metrô, terá plataformas menos amplas do que vemos em outras estações, além de escadas deslocadas para fora delas a fim de evitar aglomerações. Ao que tudo indica, serão três pisos para ir da superfície até o nível dos trens.

O prédio também abrigará áreas operacionais e túneis singelos para posicionar trens necessários para estratégias de operação diferentes. Aliás, além da estação em si e do terminal de ônibus, o consórcio TC Linha 4 Amarela executa a escavação de um túnel de cerca de 1.500 metros que fica paralelo ao atual túnel que leva os trens até o pátio de manutenção. Ele se estende por centenas de metros no sentido de Taboão da Serra e servirá para manobras dos trens até que o governo dê luz verde para levar a Linha 4 mais longe.

Mais que um estádio do Morumbi lotado

Pelos vídeos e imagens divulgados pelo Metrô recentemente, parece existir muito trabalho ainda até que fique claro se a previsão de 2020 é realmente factível. Neles é possível notar que o consórcio ainda escava vários túneis pelo método NATM (novo método austríaco), que costuma ser demorado. Mas já se vislumbram alguns detalhes mais fáceis de compreender como as escadas de um dos acessos, por exemplo.

A inauguração de Vila Sônia deverá fazer com que a Linha 4-Amarela se aproxime de um milhão de passageiros por dia.  Segundo o Metrô, a nova parada, que deve receber várias linhas de ônibus da região, terá um movimento em dias úteis de nada menos que 86.620 pessoas, ou mais do que o estádio do Morumbi lotado. Isso fará dela a mais movimentada da linha quando se exclui as estações conectadas a outros ramais.

Até o final de 2020 espera-se que o governo do estado tenha conseguido destravar outros trechos subterrâneos de metrô. Se tudo der certo, as obras da Linha 2-Verde até Penha já deverão ter começado, por exemplo. A outra linha subterrânea prevista pelo governo, a 6-Laranja, continua sem previsão real por enquanto.

 

Fonte: Metrô/CPTM

Data: 11/06/2019