Av. Paulista, 1313 - 8º andar - conjunto 801 (11) 3289-1667 abifer@abifer.org.br
pt-bren

Pan mostrou que transporte pode ser obstáculo a Olimpíada no Rio

02.08.2007 | | ABIFER News

Finalizados os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, um fator desponta como talvez o principal obstáculo para a cidade sediar um grande evento esportivo como as Olimpíadas: o sistema de transporte.Na opinião de especialistas, o Pan propiciou ao Rio instalações esportivas de ponta, como o novo Maracanãzinho, o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena Multiuso, mas a cidade não oferece aos participantes e ao público meios eficientes para se chegar e se deslocar por esses locais.Prometeu-se durante os preparativos dos Jogos melhorias no setor de transporte, mas nada foi feito. “O Pan foi uma grande chance para deixarmos um legado na área de transporte da cidade, mas deixou-se o tempo passar, e não se fez nada“, afirma o engenheiro Fernando Mac Dowell, especialista na área.“Podiam pelo menos ter modernizado a engenharia de tráfego, colocado softwares mais modernos, mas não se mexeu em nada“, enfatiza.Mac Dowell, que projetou a Linha Vermelha (via expressa que liga o sul e o norte cariocas) e elaborou planos de governo na área de transportes, relata que nos últimos dias foi convidado e participou de uma reunião com consultores privados estrangeiros que preparam a proposta para o Rio de Janeiro ser a cidade-sede das Olimpíadas de 2016.“Eles (os consultores) estão preocupados é com transporte“, conta o engenheiro. Autoridades brasileiras, também. Em entrevista recente, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, citou o transporte como o item que precisa ser melhorado para o Rio receber os Jogos Olímpicos.Na sua última tentativa de sediar as Olimpíadas, quando perdeu os Jogos de 2012, o Rio recebeu no quesito infra-estrutura (que abrange transporte) a sua nota mais baixa e não passou da primeira fase da seleção.O Pan 2007 tem sido considerado um teste para as eventuais Olimpíadas. A Rio 2016 foi lançada no ano passado, depois de uma avaliação feita por consultores privados australianos para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Na época, eles apontaram a fama e a beleza da cidade como pontos positivos para a candidatura, mas criticaram a infra-estrutura e o transporte.