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Paraná quer R$ 3 bi do governo federal

21.05.2007 | | ABIFER News

Após patinar nos dois primeiros anos do mandato anterior, o principal desafio do governo Lula para o Paraná é manter a curva de crescimento dos repasses de verbas federais até 2010. Para este ano, a promessa é de um aumento de quase 20% para custeio e investimento em 20 áreas diferentes. O acréscimo, porém, está longe de ser satisfatório. Segundo deputados da bancada paranaense no Congresso, a meta é elevar o orçamento estadual dos R$ 2,45 bilhões previstos em 2007 para R$ 3 bilhões no ano que vem.Na semana passada, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão terminou uma pesquisa feita a pedido da Gazeta do Povo sobre os investimentos do governo federal no Paraná. Os dados são referentes ao último ano da gestão Fernando Henrique Cardoso, em 2002, até a previsão orçamentária deste ano. Eles mostram avanços, principalmente na Agricultura, Saúde e Transportes.Em dois anos da administração petista, em 2003 e 2006, o aumento nos repasses ficou abaixo da inflação. O acréscimo total, entretanto, superou a inflação acumulada nos quatro anos do primeiro mandato de Lula. A principal variação ocorreu entre 2004 e 2005, quando os investimentos aumentaram quase 25%.O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirma que a gestão Lula demorou dois anos para aumentar os investimentos no Paraná porque passou por um período de “aprendizado”. “Estávamos acertando nossas contas entre 2003 e 2004. Agora a máquina já está mais azeitada”, diz. Segundo ele, a fase atual, impulsionada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é muito mais propícia para injetar dinheiro nos estados.Nessa época, os repasses foram inferiores ao do último ano de Fernando Henrique em 8 das 20 áreas avaliadas. Curiosamente, o setor em que o ex-presidente tucano levou mais vantagem foi o de desenvolvimento agrário, que recebeu R$ 10,6 milhões em 2002. Apenas na previsão de 2007 Lula deve se aproximar desta marca, quando o repasse deve ser de R$ 10,5 milhões.O destaque petista é o aumento de recursos para saúde, que abocanha quase sempre cerca de 70% do orçamento total para custeio e investimentos. A previsão é que essa verba aumente R$ 700 milhões em 2007 em relação ao R$ 1 bilhão aplicado em 2002, quase o dobro da inflação registrada no período. O dinheiro é utilizado em grande parte para o atendimento ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde.As principais novidades foram a inclusão do Programa Aids Total, criado por Lula e que recebeu no Paraná R$ 25 milhões durante o primeiro mandato. Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Total (Samu) recebeu R$ 22 milhões desde que foi criado (2004) até o ano passado.Para dois deputados federais do Paraná que compõem a Comissão Permanente Mista de Orçamento no Congresso, Fernando Giacobo (PR) e Alex Canziani (PTB), o acréscimo de quase 20% prometido para o orçamento deste ano deve ser encarado como uma vitória. A estabilidade econômica do país, entretanto, permite que os parlamentares lutem por uma porcentagem mais significativa no ano que vem. “Temos de trabalhar pensando em R$ 3 bilhões para 2008”, diz Canziani.Giacobo aponta que o Paraná não pode desperdiçar a chance de emplacar ainda mais obras no PAC. Ele destaca principalmente obras na área de transportes. “Tem coisas que estão sendo discutidas e que precisam de apoio para entrar. Uma delas é o contorno ferroviário de Curitiba, que custaria uns R$ 150 milhões”, avalia.