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RMC pede prioridade ao Estado para trem rápido

21.05.2007 | | ABIFER News

O vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Rodrigo Maia (PSDB), prefeito de Monte Mor, iniciou contatos com secretários de Estado para que o projeto de implantação de um trem de alta velocidade ligando Campinas a São Paulo seja parte da agenda de prioridades do governo do Estado. “Mesmo que faltem recursos para a construção da infra-estrutura necessária nesse momento, o trem é uma necessidade e deve permanecer na pauta, buscando meios e parcerias para que o projeto seja viabilizado”, disse. A implantação do Trem Bandeirante está estimada em R$ 2,7 bilhões.Maia informou que irá incluir o tema na próxima reunião que, tanto ele quanto o presidente do Conselho da RMC, Angelo Perugini (PT), prefeito de Hortolândia, estão agendando com o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, para discutir a duplicação da Rodovia SP-101, que liga Campinas a Capivari. “Vamos aproveitar para falar da necessidade do Trem Bandeirante, previsto para ligar Campinas a São Paulo, com uma parada em Jundiaí”, disse.Perugini (PT) reforçou a importância do trem de alta velocidade para a região, lembrando que a ferrovia ligará uma região com 5 milhões de habitantes com outra com 20 milhões. “O trem tem que estar na pauta constantemente, e, se o governo não tem recursos, então deve buscar alternativas para viabilizar o empreendimento”, afirmou. A RMC, segundo ele, tem que se empenhar também em auxiliar o governo a discutir essas alternativas. “Não há mais tempo para ficar esperando, porque, quanto mais se espera, mais encarecerá o projeto”, analisou.Uma ferrovia de alta velocidade entre Campinas e São Paulo, segundo Rodrigo Maia, é essencial. A RMC já tem problemas para chegar a São Paulo, disse. “Mesmo com a existência das rodovias Anhangüera e Bandeirantes, que são excelentes, já está ficando inviável circular por elas porque estão sobrecarregadas. Temos muitos pontos na chegada a São Paulo que estão difíceis de acessar por causa dos congestionamentos. Temos que pensar rapidamente em uma ferrovia porque não vai demorar para que as rodovias fiquem inviabilizadas.”O expresso é uma das três prioridades em transportes elencadas, no início do ano, pela Câmara Temática do setor. As outras duas são a integração da rede de transporte coletivo metropolitano — tanto no aspecto físico, como no operacional e tarifário — e a avaliação das praças de pedágios. “Estamos hoje diante do aumento constante de tráfego nas rodovias, com aumento da poluição, de acidentes. Se tivéssemos um transporte adequado, com conforte, iríamos reduzir o volume de carros nas estradas. Temos que colocar esse alerta ao governo para que não protele a implantação do trem”, afirmou.Maia informou que irá conversar com o governador José Serra (PSDB), assim que tiver oportunidade, para mostrar que a ligação ferroviária entre Campinas e São Paulo é importante para a região. Logo que assumiu o governo, Serra determinou o adiamento do lançamento do convite para empresas apresentarem propostas com os projetos básico, de engenharia e de modelagem financeira para o Trem Bandeirante.O governo decidiu primeiro reavaliar a relação custo-benefício da implantação dessa ligação ferroviária. O secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitano, João Paulo de Jesus Lopes, informou, na época, que o governo não desistiu do trem, mas antes quer detalhar a viabilidade econômica desse projeto.