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Sai do papel o trem rápido para Guarulhos

01.08.2007 | | ABIFER News

Com transferência dos vôos de Congonhas (SP) para o aeroporto internacional de Cumbica, saiu do papel o projeto do “Expresso Aeroporto“, trem rápido que ligará o centro da capital à Guarulhos. Segundo o governo do estado de São Paulo, a obra começará no início de 2008 e deverá estar pronta em 2010. O investimento previsto é de R$ 3,4 bilhões. A construção será feita a partir de Parceria Público-Privada (PPP), cujas diretrizes devem ser concluídas em setembro. Além do trem direto e rápido para Cumbica, a linha terá outro trem para Guarulhos passando por três estações, saindo do bairro do Brás, na capital, com destino ao Parque Cecap, em Guarulhos. Os trens terão velocidade superior a 100 quilômetros/hora. No primeiro dia de transferência de vôos de Congonhas para Guarulhos, a TAM e a Gol, operaram normalmente ontem. A média de atrasos era de 30 minutos para rotas nacionais e 1 hora para destinos fora do País. Segundo comunicado da TAM, foram transferidos para Cumbica 30 vôos e outros 10 com saídas ou chegadas em Congonhas foram suspensos. Já a Gol 24 rotas para Cumbica. O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), comandado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, reformulou toda a malha aérea e retirou de Congonhas 150 vôos. Além disso, o aeroporto não será mais ponto de distribuição de passageiros, os terminais de Brasília, Belo Horizonte, Rio e Curitiba exercerão esta função. Em dois meses, cerca de 712 vôos serão remanejados e não mais passarão pelo aeroporto de Congonhas. Para o pesquisador em aviação comercial do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (Neit) da Unicamp, Marcos Barbieri, as medidas resolverão o problema, mas a curto prazo. “De imediato, isso resolve, mas o governo deverá planejar investimentos em infra-estrutura para elevar a capacidade dos aeroportos em São Paulo“, disse. Segundo ele, é indispensável a construção da terceira pista em Cumbica e a ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas. “O estado deve assumir as rédeas. O mercado não pode definir as regras, ele tem que jogar dentro das normas estabelecidas, senão acontecerá como em Congonhas“, afirmou Barbieri.