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Transporte ferroviário garante economia para o agronegócio

09.08.2007 | | ABIFER News

Às vésperas de o governo federal anunciar uma série de investimentos na malha de transportes, empresas ligadas ao agronegócio investem em logística para garantir o escoamento de seus produtos e reduzir custos de produção. Uma das maiores críticas do setor se refere ao sistema rodoviário, que ainda é o principal transportador de cargas agrícolas, e algumas companhias já apostam no sistema ferroviário como saída para driblar o alto custo dos fretes. De acordo com o Sistema de Informações de Frete (Sifreca), o mês de julho foi marcado pelo aumento no valor do pedágio nas Rodovias Anhangüera e Bandeirantes e tal fato proporcionou o aumento do valor do frete em algumas rotas.A Basf, em seu segmento de agronegócios, foi pioneira na utilização do modal ferroviário. Entre os benefícios alcançados com a iniciativa a empresa conseguiu retirar mais de seis mil caminhões por ano da Rodovia Presidente Dutra. O Ramal Ferroviário da empresa, cujo investimento foi da ordem de R$ 2 milhões, é utilizado pelo menos duas vezes por semana para o transporte de matérias-primas e exportação de produtos acabados. O trem possui entre 22 e 28 vagões e transporta pelo menos 1.100 toneladas de produtos em cada viagem.Além de otimizar a segurança e de agilizar o transporte de seus produtos, na área de logística, a iniciativa representa um grande diferencial de mercado para a empresa. De acordo com o gerente de departamento de Logística de Guará e de Centros de Distribuição, Fernando Sarabion, a integração da rede de fornecimento junto ao cliente é cada vez mais essencial. “Ela viabiliza a descoberta de alguns diferenciais de competitividade“, explica Sarabion, que afirma ainda que, integrando logísticas, as empresas parceiras aumentam o potencial e ganham mais eficiência.A Basf também procura disponibilizar a infra-estrutura para outras empresas da região, diretamente ou por meio de parceria. “Este é o caso da Monsanto, que compartilha a utilização do nosso trem. Isso permite que a empresa otimize a iniciativa, reduzindo custos, impactos ambientais e riscos à segurança“, avalia o diretor do Complexo Químico da Basf em Guaratinguetá e de Segurança e Meio Ambiente para a América do Sul, Odilon Ern.A Caramuru Alimentos também optou por uma maior integração dos meios de transporte, enfatizando o uso de ferrovias. “É possível reduzir em mais de 20% o custo do transporte com a utilização da malha ferroviária“, afirma o vice-presidente da Caramuru, César Borges de Sousa, que já investiu R$ 110 milhões em logística nos últimos oito anos. Entre as aquisições mais importantes destaca-se a compra de cinco locomotivas, no valor total de R$ 18 milhões, e a de mais 120 vagões graneleiros.A malha ferroviária brasileira irá se ampliar ainda mais. Além dos recursos para a malha de transportes serem da ordem dos R$ 504 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Companhia Vale do Rio Doce irá inaugurar no próximo dia 14 o Carlos Lacerda, segundo maior pátio ferroviário de formação de trens da América Latina. A Companhia deve ainda inovar com um projeto de substituição de dormentes de madeira por dormentes feitos de materiais alternativos, como pneus usados e embalagens, visando à preservação de florestas.Além de ser apresentado pelas empresas o fator econômico para a maior utilização da malha ferroviária, outros benefícios foram apontados, como otimização da segurança, maior agilidade no transporte e menor impacto que causa ao meio ambiente. “O sistema é mais ecológico, pois apresenta consumo de diesel muito menor por tonelada transportada em relação ao transporte viário. Para regiões isso representa uma contribuição bastante favorável à melhoria da qualidade do ar“, diz Ern, da Basf.SyngentaAlgumas empresas preferem focar seus investimentos em tecnologia da informação (TI). É o caso da Syngenta, que está introduzindo um sistema de controle e conferência de pagamento de frete. “Nós não temos feito grandes investimentos na parte de estrutura física, mas sim em tecnologia de sistemas, e temos conseguido reduções bem significativas“, afirma a gerente de Logística e Serviços ao Cliente na divisão da Syngenta Proteção de Cultivos, Elenira Lebrão.Às vésperas de o governo federal anunciar uma série de investimentos na malha de transportes, empresas ligadas ao agronegócio investem em logística própria para reduzir custos de produção.A Basf foi pioneira a investir no modal ferroviário. O Ramal Ferroviário da empresa, cujo investimento foi da ordem de R$ 2 milhões, é utilizado pelo menos duas vezes por semana para transporte de matérias-primas e exportação de produtos acabados. O trem possui entre 22 e 28 vagões e transporta pelo menos 1.100 toneladas de produtos em cada viagem.A Caramuru Alimentos também optou por uma maior integração dos meios de transporte, enfatizando o uso de ferrovias. É possível reduzir em mais de 20% o custo do transporte com a utilização da malha ferroviária. A empresa já investiu R$ 110 milhões em logística nos últimos oito anos. Entre as aquisições destaca-se a compra de cinco locomotivas, no valor total de R$ 18 milhões, e a de mais 120 vagões graneleiros. A Syngenta investe em Tecnologia da Informação e está introduzindo um sistema de controle e conferência de pagamento de frete.