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Vilaça discute transporte de produtos agrícolas e o sistema ferroviário

04.08.2006 | | ABIFER News

O diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, discutiu o transporte de produtos agrícolas e o atual quadro do sistema ferroviário brasileiro em uma entrevista concedida à Revista Agrimotor, edição de julho. Segundo o executivo, a produção do transporte de produtos agrícolas por ferrovias, em TKU, cresceu 73% nos últimos cinco anos. No ano passado, as empresas concessionárias, associadas da ANTF, transportaram aproximadamente 25,6 bilhões de TKU, o que equivale a 41,7 milhões de TU (toneladas úteis), de produtos agrícolas no ano de 2005 de um total de 221,8 bilhões de TKU do total de cargas transportadas. De acordo com Vilaça, o transporte ferroviário é um importante componente da matriz de transporte. “Para acompanhar a crescente produção agrícola, as concessionárias ferroviárias vêm investindo em parcerias para otimizar o transporte intermodal, bem como no processo de armazenagem. Assim, a demanda pelo transporte ferroviário para escoamento da safra agrícola tem crescido, de maneira mais acentuada que a do transporte ferroviário como um todo, o que mostra o interesse dos produtores por uma logística mais adequada às suas necessidades. Também demonstra que esse tipo de mercadoria está encontrando espaço para crescer ainda mais no transporte ferroviário”, explica à Revista Agrimotor. O diretor-executivo da ANTF ainda aborda a falta de participação do Governo Federal para o avanço das ferrovias. Estudos contratados pela ANTF informam que o Governo precisa investir cerca de R$4,3 bilhões em cinco anos para resolver os problemas de sua responsabilidade. “Quanto à infra-estrutura ferroviária, o atual sistema precisa ser expandido pelo Governo Federal de leste a oeste, para atender às demandas potenciais que não se encontram na região litoral, como o caso do agronegócio na região centro-oeste”, salienta Vilaça na entrevista. Apesar disso, o executivo destaca que o Ministério dos Transportes elabora o Plano Nacional de Logística de Transportes que é uma iniciativa que servirá de referência para investimentos públicos e privados nos próximos 15 anos. O plano pretende criar e manter instrumentos logísticos que dêem suporte ao planejamento de intervenções públicas e privadas na infra-estrutura e na organização dos transportes.“A aplicação dos recursos públicos, somados aos privados que já vem ocorrendo, possibilitará adequação da matriz de transporte de carga do Brasil, aumentando a participação ferroviária para 30%, com a ampliação da oferta de serviços e aprimoramento da qualidade dos mesmos”, finaliza Vilaça à Revista Agrimotor.