28.09.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: ND Mais Data: 27/09/2026
A Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa controlada pelo Grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional ), concluiu mais 50 quilômetros de trilhos no Ceará e atingiu 84% de execução na primeira fase da Ferrovia Transnordestina.
Com a entrega do lote 6, entre Quixeramobim e Quixadá, no Ceará, o empreendimento soma 832 quilômetros construídos de um total previsto para conectar o interior do Piauí ao Porto do Pecém, no litoral cearense.
Considerada a maior obra de infraestrutura linear em execução no Brasil, a megaferrovia possui investimento total estimado em R$ 15 bilhões. Até março de 2026, a construção já havia recebido R$ 9,8 bilhões em recursos.
A meta da concessionária é concluir toda a primeira etapa do corredor de 1.206 quilômetros até dezembro de 2027. As informações são do Diário do Nordeste e do portal Transporte Moderno.
A estratégia de construção da TLSA inclui frentes de trabalho simultâneas no interior e a partir do litoral. O lote 11, com 23 quilômetros próximos ao Porto do Pecém, avança no sentido oposto para encontrar os canteiros de obras que vêm do Sertão Central.
Para 2026, a meta é fechar o ano com 120 quilômetros entregues, somando os 50 km do lote 6 aos 70 km dos lotes 7 (Quixadá a Itapiúna) e 11 (Caucaia ao Pecém).
Segundo o diretor-executivo de infraestrutura e logística da CSN, Tufi Daher Filho, os 221 quilômetros restantes da primeira fase seguem o seguinte calendário oficial:
A execução dos lotes 9 e 10 está sob responsabilidade da Ágis Construção, empresa que atuou nas obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza.
Além do avanço físico na colocação dos trilhos, a concessionária solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a inclusão de mais 150 quilômetros na licença de operação comercial vigente.
Atualmente, a Transnordestina realiza transportes experimentais de cargas entre Bela Vista do Piauí (PI) e Iguatu (CE), onde movimentou milho em dezembro de 2025 e sorgo em janeiro de 2026.
Se o Ibama conceder a autorização ambiental, a operação comercial regular poderá chegar a Quixadá.
“Com essa licença ambiental, poderemos operar, do ponto de vista comercial, mais 150 km, que dá exatamente aqui em Quixadá”, explicou o diretor-presidente da TLSA, Ismael Trinks.
Projetada para escoar grãos, algodão e minérios do interior nordestino, a Transnordestina também prepara sua malha para o transporte de minerais críticos. A logística de compostos como lítio, cobalto, níquel, grafite e terras raras entrou no planejamento de negócios da empresa.
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, insumos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. De acordo com a CSN, mineradoras de pequeno porte já procuraram a concessionária interessadas em movimentar de 4 a 5 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.
Para absorver a demanda, o terminal privado da CSN no Porto do Pecém, chamado Tup/Nelog, terá áreas estruturadas para o transbordo de grãos, fertilizantes, contêineres, fosfato, gipsita e minérios. O terminal conecta a malha da Transnordestina e da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) diretamente ao porto de exportação.
A efetividade do corredor ferroviário depende de postos de transbordo ao longo do trajeto. Enquanto o município de Iguatu já possui estrutura apta para a movimentação das cargas vindas do Piauí, a prefeitura de Quixadá projeta a implantação de um terminal logístico em área pública.
O modelo de gestão prevê a participação de investidores privados e estruturas da própria concessionária ao longo da via.
O investimento total estimado na Transnordestina é de R$ 15 bilhões. Até março de 2026, R$ 9,8 bilhões já haviam sido aplicados na construção.
A previsão oficial é concluir toda a primeira etapa, que conecta o interior do Piauí ao Porto do Pecém (CE), até dezembro de 2027.
A Transnordestina transportará cargas agrícolas (como milho, sorgo e algodão), fertilizantes e minérios, incluindo ferro, fosfato, gipsita e minerais críticos (terras raras, lítio, cobalto, níquel e grafite).