05.03.2026 | ABIFER | Notícias do Mercado
Fonte: Revista Ferroviária Data: 05/03/2026
Visando a manutenção do contrato de concessão da malha ferroviária no trecho sul em Santa Catarina, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para este mês de março duas consultas públicas para ouvir a sociedade civil sobre a Ferrovia Tereza Cristina.
De acordo com a entidade pública, a ferrovia que possui 163 km de trilhos pode ter o seu contrato firmado em 1997, prorrogado de maneira antecipada, antes do vencimento do tempo vigente no acordo atual.
Mas para tomar uma decisão a respeito, a população tem a oportunidade de presencialmente nos dias 11 em Criciúma (SC) e 13 de março, em Brasília, este também online, se expressar e expor sua opinião sobre o futuro da ferrovia.
Não apenas as manifestações pessoais, é esperada também a contribuição técnica de empresas, especialistas e gestores públicos para aprimorar o novo contrato e determinar onde e quanto será o investimento ao longo dos próximos anos.
A proposta de ampliar a duração do contrato prevê uma atualização das regras contratuais e novos mecanismos de governança, gestão de riscos e auditoria independente de desempenho. Entre alguns deles se destaca a atualização da matriz de riscos do contrato, solução de disputas e diretrizes sobre sustentabilidade e à resiliência climática, incluindo programas voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa.
Quem não conseguir acompanhar presencialmente os encontros, pode participar através do canal no Youtube da ANTT.
Sobre a Ferrovia Tereza Cristina
A Ferrovia Tereza Cristina tem seu início em Imbituba na região do porto, cortando o trecho do estado até Forquilhinha e Siderópolis (área carbonífera), passando por cidades como Criciúma, Tubarão e região da Esplanada.
São 14 municípios cortados pelos trilhos permitindo o transporte eficiente da carga até os portos. No seu trajeto corta áreas urbanas e a consulta pública deve direcionar soluções para estes cruzamentos com avenidas garantindo uma convivência mais amigável entre os meios de transporte e as cidades.
Construída ainda no século XIX pelos Ingleses que obtiveram permissão do Império, desde o seu início em meados de 1880, atende a produção de carvão e o seu escoamento pára atender o mercado internacional.
O seu nome foi uma ação direta do Imperador Dom Pedro II que na época interveio para homenagear a sua esposa, a imperatriz dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias.