20.07.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte:CNN Brasil Data: 16/07/2026
Os brasileiros estão entre os mais insatisfeitos do mundo com a infraestrutura nacional, segundo aponta uma nova pesquisa da Ipsos, a “Global Infrastructure Index 2026”.
De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 21 mil pessoas em 29 países, o nosso país está entre as nações com os mais altos índices de insatisfação.
Segundo dados obtidos pela Ipsos, 45% dos brasileiros se declaram insatisfeitos (contra 26% que disseram estarem satisfeitos) com a infraestrutura nacional, sendo um dos maiores percentuais registrados, e bem acima da média mundial de 30%.
Além disso, a maioria dos ouvidos acreditam que seu país não faz o suficiente para atender às necessidades de infraestrutura.
A nível mundial, 57% compartilham essa percepção, já no Brasil o percentual sobe para 66%.
Dos entrevistados, duas em cada três pessoas acredita que o país faz o bastante para atender às necessidades na infraestrutura.
Desses, a maior parte (67%) são homens contra 62% de mulheres.
Em relação à capacidade de execução das obras: apenas 28% dos brasileiros consideram que o país tem um bom histórico na entrega de projetos.
O recado para os setores público e privado é de que precisamos acelerar as entregas, priorizando o básico — como água e moradia —, e garantir que nossas cidades estejam preparadas e adaptadas para os desafios climáticos e sociais da próxima década
Entre os países que também aparecem com o maior nível de insatisfação estão Hungria, Espanha, Itália, Peru e Estados Unidos.
Na ponta da lista, lideram a satisfação os seguintes países: Singapura, Índia, Holanda, Polônia, Malásia e Chile.
Entre as áreas prioritárias para os investimentos, os brasileiros apontaram o abastecimento de água e esgoto e a defesa contra inundações como os principais pontos, ambos com 55%.
Além desses, nova oferta de moradias (46%), calçadas, passarelas e áreas de pedestres (38%), rede de rodovias e vias principais (34%) e a infraestrutura de energia solar (33%), também figuram entre os pontos abordados.
A pesquisa destaca ainda que, para 74% dos brasileiros, o investimento em infraestrutura é visto como um motor para a criação de empregos e o estímulo da economia.
Já para 40%, os gastos para melhorar a infraestrutura do país devem aumentar, mesmo que isso signifique impostos ou custos mais altos para os consumidores.
Como mostrou a CNN, em março deste ano, o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) lançou uma plataforma com os índices de Infraestrutura do Brasil, a partir de dados compilados sobre os 26 estados e o Distrito Federal.
Para o presidente da entidade, Vinicius Marchese, o Brasil está atrasado quando o assunto é infraestrutura, que, segundo ele, pode gerar problemas em um “futuro breve”
A ferramenta fez uma avaliação de desempenho da infraestrutura a partir de seis segmentos, incluindo bem-estar social e cidadania, mobilidade e saneamento básico.
A nota geral do Brasil foi de 56,92, já entre os estados, o Distrito Federal se destacou no primeiro lugar do ranking, com 74,64.
Além do DF, apenas sete estados, sendo São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, pontuaram acima da média.
Entre os estados com as piores notas estão o Acre (28,46), Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61) e Maranhão (36,84).