24.09.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: Zero Hora Data: 21/09/2026
Foi assinado nesta segunda-feira (21), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o contrato com o consórcio que será responsável por elaborar um estudo para um sistema integrado de ferrovia da Malha Sul. A expectativa é de que o material sirva de contraponto à proposta do governo federal de fatiar a concessão da ferrovia em três lotes.
O primeiro diagnóstico do estudo está previsto para o final do ano. O estudo completo deve ser finalizado em até 10 meses.
— É um tema fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado, sobretudo em função dos custos logísticos — disse o governador Eduardo Leite, na abertura da coletiva.
Representantes gaúchos e catarinenses são contrários ao fatiamento da nova concessão em três lotes, como sugere a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). O principal argumento é de que a divisão da ferrovia em lotes possa afastar investidores, concentrando investimentos somente no trecho do Paraná, onde a malha ferroviária é mais atrativa.
Um leilão marcado para 2027 definirá a nova concessão de ferrovias no sul do Brasil. A atual concessão, com a empresa Rumo, vence em fevereiro, mas será prorrogada em até dois anos até que uma nova empresa possa assumir.
Diretor de Planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leonardo Busatto destacou a investida do Estado de sinalizar que o modelo proposto não atende a às reais necessidade do setor produtivo gaúcho. Uma das principais críticas apresentadas é o isolamento da região de Passo Fundo, estratégica economicamente ao Estado, que ficaria de fora do trecho da malha ferroviária.
O processo de precarização das ferrovias gaúchas é histórico e nos últimos anos passou por redução significativa. Reportagem de Zero Hora levantou que, desde a privatização em 1997 e o estabelecimento da Malha Sul, a extensão utilizada no RS diminuiu 75%, passando de 3,8 mil para os atuais 921 quilômetros.
Atualmente, oúnico trajeto em operação no Estado parte de Cruz Alta e percorre 464 quilômetros até o porto de Rio Grande.