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‘Não existe porto no mundo sem ferrovia’, diz presidente da Firjan ao defender Anel Ferroviário do Sudeste

01.04.2026 | | Notícias do Mercado

Fonte: Valor
Data: 31/03/2026

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano, afirmou que espera que o edital de concessão do Anel Ferroviário do Sudeste, ou Estrada de Ferro 118, seja liberado ainda este ano.

Ao defender o projeto, Caetano afirmou que “não existe porto no mundo sem ferrovia”, lembrando que o Porto do Açu só tem acesso por rodovias. O projeto do Anel Ferroviário do Sudeste conecta os principais portos do Sudeste – como Açu, Central, Vitória e Itaguaí – à malha ferroviária nacional.

“Há uma interrupção na malha ferroviária leste, que vai lá do Espírito Santo até o Rio de Janeiro. Então cortar o Estado do Rio de Janeiro com a ferrovia é fundamental. O Porto do Açu, um ativo enorme do Rio de Janeiro, está conectado somente com rodovia. E não é uma rodovia de boa qualidade. Não existe porto no mundo que não esteja suprido por uma ferrovia”, disse.

Existe atualmente uma parceria entre a Firjan e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) para trabalhar em prol da aprovação da ferrovia. O projeto aguarda aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para seguir adiante.

“Todos os esforços vão ser empreendidos para a conclusão desse projeto e esperamos que o edital vá para a rua ainda este ano”, afirmou o presidente da Firjan.

De acordo com o gerente de infraestrutura da federação, Isaque Ouverney, a EF-118 é um dos principais projetos potenciais mapeados para o Estado do Rio de Janeiro no triênio 2026/2027/2028. O TCU vai decidir se o governo pode usar as chamadas contas vinculadas em projetos de infraestrutura federais e de que forma isso deveria ser feito.

“O projeto EF-118 é um projeto que já tem fontes de conta vinculada, um mecanismo importante, mas ainda carece de algumas definições principais do Tribunal de Contas. O próprio mecanismo de conta vinculada está para ser avaliado pelo TCU, como um mecanismo não só para esse projeto, mas para os próximos projetos de infraestrutura”, disse Ouverney.

Também está em debate, segundo ele, o desenho dessa concessão, já que ferrovia seria implementada em duas etapas, uma de forma imediata e outra a partir de “uma espécie de gatilho: “Este é um projeto que entendemos como bastante maduro e pelo qual temos brigado bastante para que seja desenvolvido. A perspectiva do governo federal, que é o poder concedente nesse caso, é uma perspectiva positiva do andamento dele ainda esse ano.”.