08.10.2026 | Assessoria de Imprensa | Notícias do Mercado
Fonte: Valor Econômico Data: 06/10/2026
As obras da primeira fábrica de celulose da chilena Arauco no Brasil já estão 81% concluídas. Segundo Theófilo Militão, diretor de sustentabilidade da empresa, a previsão de entrada em operação no último trimestre de 2027 com alcance de operação plena em 2028 está mantida.
“Temos conseguido atingir os nossos marcos, com um avanço já próximo de 81% da construção da fábrica, e com 6% acima do cronograma previsto”, disse o executivo, nesta terça-feira (6), no Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, promovido pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP). “Isso também traz confiança de que a data que a companhia tem prevista se mantém.”
O projeto da Arauco, chamado Sucuriú, fica em Inocência (MS) e tem investimento previsto de US$ 4,6 bilhões (R$ 23 bilhões ao câmbio atual), com capacidade produtiva anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose. A chilena apresenta a iniciativa como a maior do mundo sendo implementada em etapa única.
“O principal fator que atrai qualquer investidor para o mercado brasileiro é uma vantagem competitiva por clima e disponibilidade de área, que tornam o Brasil um local muito favorável para a produção de celulose. Como a empresa veio para cá com um projeto nessa escala, obviamente que esperamos estar num patamar de custos muito competitivo”, disse.
O executivo afirmou que a base florestal para os primeiros anos de operação da planta já está garantida e a expectativa é concluir no próximo ano a garantia do restante. “A gente tem diversos meios ali, frisando que estão alinhados ao que a Constituição permite para empresas de capital estrangeiro”, disse, sem detalhar, como é composta essa base.
Questionado sobre se o avanço da indústria de etanol de milho – que aumenta a procura por madeira de eucalipto para geração de energia em usinas – preocupa a empresa, Militão disse que a concorrência por madeira na região não é uma preocupação. “Estamos numa região com outras indústrias de celulose, uma região muito vocacionada para produção de celulose. Todas essas empresas têm a sua base florestal constituída para abastecimento das suas fábricas. Isso não gera um fenômeno competitivo.”
Além do investimento na planta, a empresa vai investir R$ 2,4 bilhões numa linha ferroviária curta, de 45 quilômetros, para escoar sua produção de celulose até a Malha Norte da Rumo Logística, de onde partirá até o Porto de Santos, para exportação.
O projeto, viabilizado por meio de modelo do Marco Regulatório das Ferrovias, deve ser concluído no primeiro semestre do próximo ano, disse o executivo.
“Temos a construção do ramal ferroviário, que é a primeira ‘shortline’ do país construída dentro do novo marco regulatório, com a construção super avançada. A nossa celulose vai sair da fábrica de trem”, diz o executivo.