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Rumo expande ferrovia do Centro-Oeste até o Porto de Santos

09.07.2026 | | Notícias do Mercado

Fonte: Portal BE News
Data: 07/07/2026

A Rumo mantém o Centro-Oeste como principal foco de expansão de seus investimentos, diante do crescimento da produção agrícola e da necessidade de ampliar a capacidade logística para o escoamento de grãos em direção ao Porto de Santos. A estratégia inclui novos trechos ferroviários, ampliação de terminais e investimentos em corredores considerados estratégicos para as exportações brasileiras.

A companhia opera cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias em diferentes regiões do país e administra o principal corredor ferroviário de exportação do agronegócio brasileiro, ligando áreas produtoras do Centro-Oeste aos terminais portuários de Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo o gerente comercial de grãos da Rumo, Thales Sales Gonçalves, a prioridade da empresa é aproximar a ferrovia das principais regiões produtoras. “O Centro-Oeste é a principal fronteira de crescimento da produção agrícola brasileira e, por isso, concentra alguns dos maiores investimentos da Rumo. Nosso objetivo é aproximar a ferrovia das regiões produtoras e oferecer uma alternativa logística cada vez mais competitiva para os clientes e para o agronegócio”, afirma.

Um dos principais projetos é a Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), cuja primeira etapa foi entregue em junho. O trecho inicial possui 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), atualmente em fase de comissionamento.

Segundo a companhia, a nova ferrovia aproxima a malha ferroviária das principais regiões produtoras de Mato Grosso e amplia a capacidade de transporte de cargas destinadas ao Porto de Santos.

Outro eixo considerado estratégico é a Malha Central, formada principalmente pela Ferrovia Norte-Sul. Desde que assumiu a concessão, em 2019, a Rumo afirma ter investido aproximadamente R$ 4 bilhões em infraestrutura, aquisição de material rodante e implantação de novos terminais.

Os investimentos acompanham o crescimento da demanda. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou 20,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) transportadas, resultado recorde para o período e 25% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Em Goiás, a companhia movimentou cerca de 5,7 milhões de toneladas de grãos no ano passado, alcançando participação de 28% nas exportações estaduais. O principal ativo da empresa na região é o terminal de Rio Verde, que possui capacidade para movimentar até 11 milhões de toneladas por ano e opera de forma integrada entre os modais rodoviário e ferroviário.

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Além do transporte de grãos, a estrutura passou a atender operações de fertilizantes, em parceria com a Andali, e combustíveis líquidos, recebendo diesel e gasolina e realizando o transporte de etanol até Paulínia (SP).

A expansão logística também inclui novos terminais ferroviários. Nos últimos meses, a Rumo iniciou operações em Gurupi (TO) e Porangatu (GO), além de ampliar a capacidade do terminal de Alvorada (TO), reforçando sua presença na região Centro-Norte.

Corredor para exportação

Na outra ponta do corredor logístico, a empresa segue executando o programa de modernização da Malha Paulista, considerado o maior ciclo de investimentos desde a renovação antecipada da concessão, em 2020.

Segundo a companhia, são investidos aproximadamente R$ 1 bilhão por ano em duplicações, melhorias operacionais, obras urbanas e aumento da capacidade ferroviária. Desde a renovação da concessão, a capacidade anual da malha passou de 35 milhões para 53 milhões de toneladas, com meta de atingir 75 milhões de toneladas até 2030.

A expansão ferroviária está diretamente ligada ao Porto de Santos, principal destino das cargas transportadas pela companhia.

“O Porto de Santos é o principal destino da produção transportada pela Rumo e tem papel fundamental para a competitividade do agronegócio brasileiro. À medida que a produção cresce, precisamos continuar ampliando a capacidade desse corredor para oferecer mais eficiência, previsibilidade e competitividade aos nossos clientes”, afirma Gonçalves.

Além das melhorias na Malha Paulista, a empresa participa do projeto da Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS), iniciativa desenvolvida em conjunto com outras concessionárias para ampliar a capacidade operacional dos acessos ferroviários ao complexo portuário.

Outro investimento considerado estratégico é o terminal de granéis em implantação na área da DP World, desenvolvido em parceria com a CHS. O empreendimento prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos e capacidade para movimentar 9 milhões de toneladas de grãos e 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, ampliando a infraestrutura disponível para atender ao crescimento das exportações brasileiras.